A importância das relações humanas

“ A arte de viver é simples a arte de conviver. (…) Mas como é difícil!
(Mario Quintana).

Joana* é bancária há 17 anos. Sempre teve um bom desenvolvimento acadêmico e profissional, mas há alguns meses, passou a não se interessar por nada, sem ânimo para realizar suas atividades diárias e estar com amigos e familiares. Entrou num processo profundo de depressão. Pedro, 17 anos, está em fase pré-vestibular. Sempre teve um bom desempenho na escola, mas se sente muito inseguro com a escolha da profissão. Diz ser muito ciumento e controlador até nas relações de amizade, sendo muito dependente das pessoas. Não gosta de estar só e nem de realizar qualquer tarefa sozinho. Com o nascimento do primeiro filho de Paula e Márcio, os conflitos de relacionamento do casal começaram a incomodar ambos, quando chegaram a cogitar a separação. Alex possui um novo chefe no trabalho. Ele é bem diferente do chefe anterior que conversava muito antes de tomar qualquer decisão. Sente-se perseguido por este novo profissional, que parece querer mostrar serviço às suas custas. Com as dificuldades no trabalho, Alex tem tido noites frequentes de insônia e muita enxaqueca. Assim como Joana, Pedro, Paula, Márcio e Alex, muitas pessoas, insatisfeitas consigo próprias ou com a relação que estabelecem com outras pessoas, têm recorrido à psicoterapia para lidar com suas dificuldades. Querem se livrar da sensação de angústia que vivem, conseguir se desenvolver na carreira, dormir melhor, rever os modos de relacionamento no casamento, lidar com quadros ansiosos e de depressão etc.

Como se nota nos exemplos, as relações consigo próprio (intrapessoais) e com os outros (interpessoais) estão bem interligadas e como ocorrem no nosso cotidiano, no trabalho, no espaço doméstico, na convivência social, é importante que elas sejam positivas e construtivas. Cuidar de si mesmo, recorrendo à psicoterapia, tem se tornado uma aspiração importante para o trato das dificuldades de relacionamento e para o desenvolvimento de um processo de autoconhecimento e expansão da consciência que podem contribuir com novos posicionamentos na vida e na convivência com as outras pessoas, como também com melhorias na qualidade de vida. É importante estarmos atentos ao modo como vivemos e nos relacionamos, principalmente quando não estamos bem. O cuidado à saúde geral e psicológica trazem benefícios para o bem-estar individual e para a convivência interpessoal.

 

Por Ms. Cristina Aparecida da Silva
Psicóloga graduada há 21 anos pela Unesp de Assis – S.P., Mestre em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto – S.P.. Aprimoramento Profissional em Psicoterapia Sistêmica Pós-Moderna. Professora universitária.

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Relacionamento Abusivo

O relacionamento abusivo caracteriza-se como uma forma de violência psicológica no qual, em sua grande maioria, há uma dificuldade da pessoa agredida reconhecer tal tipo de violência, em especial quando existe a “naturalização” da agressão. Para muitas pessoas, violência só é caracterizada quando há agressões físicas, desconsiderando outras formas de violência como a verbal e psicológica. Para além disso, é importante apontar que os relacionamentos abusivos não só podem ocorrer em âmbito conjugal, mas em todos os contextos como na escola (professor X aluno), nas organizações (empregador X empregado), na família( pais X filhos), ou (filhos X pais)  e também com amizades .  

Na maioria das vezes é difícil identificar uma situação abusiva, pelos simples fato da mesma ocorrer de forma velada e sútil, sendo um dos indicativos, por exemplo, a forma desconfortável como você se sente em relação a tal pessoa ou a tal situação. A relação de poder e submissão são caracterizadas quando há entre a vítima e o agressor grau de dependência emocional, financeira ou social. A culpa é um dos sentimentos mais recorrentes que podem ocorrer pelas vítimas de relacionamentos abusivos, pois quase sempre o agressor costuma internalizar a culpa na vítima, desqualificando-a, destruindo sua autoestima e aos poucos aniquilando o lado saudável da vida psíquica da pessoa agredida. Este ciclo de violência pode amplificar crenças sabotadoras na vítima, as quais podem dificultar ainda mais sua saída desta relação. Para as vítimas de relacionamentos abusivos o mais importante é identificar o abuso em si como violência. Reconhecer que a culpa não é da vítima e que não há futuro naquela relação desta forma. Agressores têm necessidades de poder e controle e podem em alguns momentos demonstrar pequenas mudanças para que obtenham algum ganho futuro.

Busque uma rede de apoio: familiares e amigos são sempre importantes neste momento, onde você precisará de amparo emocional. Procure uma ajuda profissional: Acompanhamento psicológico pode ser de grande ajuda, visto que pode auxiliar na identificação do problema, no restabelecimento da autoestima e autonomia do indivíduo. E SEMPRE denuncie aos órgãos competentes que orientarão quais medidas serão necessárias, com o fim de preservar sua integridade.

 

Autor – Luciano Mesquita de Sousa – Psicólogo Especialista em Psicologia Sistêmica e Clínica

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O perfil da criança ansiosa e como ajudá-la a superar

Os distúrbios da Ansiedade estão entre as principais causas de consultas em consultórios de psicologia e, infelizmente, não é um problema exclusivo do adulto. Por isso, os pais devem ficar atentos a atitudes vistas muitas vezes como manha, elas podem ser sinais de que a criança está sofrendo de ansiedade.

Mas como diferenciar um pedido manhoso por atenção de um problema mais sério, que requer ajuda psicológica? Mesmo quando a criança não consegue elaborar seus sentimentos em forma de discurso, há sempre a demonstração de que algo não vai bem.

Os principais sintomas são: agitação, euforia, excitação, apego excessivo e intenso aos pais, problemas de relacionamento com conhecidos ou familiares, ataques de pânico e dificuldade de aprendizagem.

Em muitos casos, o corpo também dá sinais: dores de barriga, dores na cabeça, vômitos, suor excessivo, mãos frias e, em casos mais graves, palpitações, tonturas e falta de ar.

Uma dica prática para diferenciar uma ansiedade normal de ansiedade patológica é avaliar se a reação é de curta duração e relacionada ao estímulo do momento, ou não, e olhar a criança como um todo:

1) O jeito dela interagir;
2) O jeito de se relacionar;
3) E, principalmente, o jeito de brincar.

O momento de brincar é onde a criança vai se expressar, é no brincar que ela repete seus conflitos internos.

Quando os pais notam que algo não vai bem, é preciso levar a criança ao consultório psicológico especializado nessa faixa etária. O diagnóstico precoce é fundamental, pois evita que a criança desenvolva patologias mais graves no futuro, como transtorno obsessivo-compulsivo ou síndrome do pânico.

Marque logo uma consulta! Caso o quadro de ansiedade seja comprovado, a criança inicia a terapia. Neste caso, pais serão envolvidos e orientados sobre como agir.

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Como ensinar uma criança a não interromper conversas dos pais

Sabe aquela situação constrangedora em que os filhos acabam causando aos pais ao interromperem conversas chamando-os sem parar? Nessas horas, os pais costumam ficar sem saber como agir: não sabem se fingem não ouvir, se chamam a atenção, se pedem silêncio… O foco dos pais acaba saindo um pouco da conversa e instaura-se um clima chato, principalmente entre os pais e a criança.

“- Você precisa esperar os adultos terminarem de conversar!!”

Uma técnica simples pode ajudar a resolver pra sempre esse problema. Ensine ao seu filho para que coloque a mãozinha em seu pulso como um sinal de que precisa falar com você. Em resposta, sem parar a conversa, dê o sinal de que entendeu colocando a sua mão sobre a mão da criança, e logo quando puder, dê toda a atenção.

Com o tempo, os pequenos vão parando de interromper as conversas dos pais e aprendem que é necessário esperar o momento em que pode ser atendido. Simples, valioso e cheio de ternura, não é mesmo? Compartilhe a ideia com as pessoas que conhece e tem filhos!

A Clínica Holos atende pacientes de todas as idades. Nossos profissionais de psicologia são especializados em abordagens e trabalham para oferecer um ambiente em que as crianças se sintam seguras e acolhidas.

Atendemos particular e convênios!

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Meu filho precisa de um psicólogo?

Em muitos casos, a aversão que muitos pais têm em levar os filhos ao psicólogo está relacionada ao sentimento de falha aliada a disponibilidade física e emocional que eles – antes mesmo de procurar a ajuda de um especialista – sentem intimamente de não terem educado adequadamente os seus filhos. E quando seria o momento ideal para buscar um psicólogo?

Alterações no comportamento e no rendimento escolar podem ser pistas de que o auxílio profissional é bem vindo para melhorar o presente e futuro do seu filho. Após a avaliação, muitas vezes o psicólogo detecta que não há necessidade de um tratamento continuado para a criança. Não deixe para depois!

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O que é FOMO?

Cerca de 70% da população mundial sofre atualmente deste mal, que é típico dos novos tempos. FOMO, que é a sigla de “fear of missing out”, significa medo de ficar por fora. Um exemplo clássico é o sujeito que checa mensagens no celular no cinema, levando ao tique do ‘clique para atualizar’. Ele não pode, não consegue ou não quer ficar desconectado pela eternidade da duração do filme.

Na verdade, há várias acepções para a palavra. Por exemplo, no site Urban Dictionary, ele define “FOMO” como o medo de perder – ou a perda propriamente dita – de algo interessante, importante ou mesmo divertido, como uma simples piada. Assim, dá para dizer que um indivíduo é FOMO por ainda não ter Gmail. Ou que foi um baita FOMO você não ter sido chamado para uma festa. Ou ainda que, apesar de exausto, você tem de ir a um show, por uma questão de FOMO.

Como se vê, podem haver infinitas questões de FOMO íntimo. Caso necessário, procure ajuda. O autocontrole é o termo para a pessoa que estiver sofrendo problemas relacionados ao fenômeno. O grau de intensidade do “FOMO” tem hoje a internet como uma grande aliada aos usuários, mas a dependência de internet é comportamental, como a de sexo, de jogo e a de compras. Caso o autocontrole não funcione, o ideal é procurar algum tipo de terapia.

O profissional é quem pode indicar um eventual tratamento psiquiátrico complementar, com medicação, se for o caso. O objetivo tem de ser o equilíbrio…

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REJEIÇÃO: COMO LIDAR?

A dor da rejeição costuma se manifestar como um sentimento intenso e doloroso, mas é possível lidar com essa emoção para amenizá-la. É uma dor tão intensa que se assemelha a dor física, e cada pessoa a sente de uma forma diferente. Dói mesmo no fundo da alma, seja em qualquer área da vida interpessoal: entre casais, amigos, família ou no ambiente escolar e de trabalho.

Algumas pessoas conseguem superar esse fato com maior facilidade, outros sentem dificuldade, e algumas vezes por não conseguir lidar com isso acabam se fechando para a vida.

A dica é: cuide de si mesmo. Caso necessário, busque ajuda. Não é vergonha querer sair da tristeza, querer ser feliz. O método psicoterápico ajudará a compreender e elaborar este sentimento, entender que às vezes o outro pode dar ou não a resposta que deseja e como superar esta frustração.

Não aceite a rejeição como uma crença destrutiva a respeito de si mesmo tornando-se uma pessoa insegura para novas experiências e fechando-se para a vida com medo de magoar-se novamente. Caso precise de ajuda, conte com a gente!

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Como desenvolver mais concentração

A concentração é uma habilidade que pode ser treinada com pequenas mudanças no dia a dia. O conceito de possuir na empresa um profissional “multitarefa” vem sendo substituído a cada dia pela ideia de ter um especialista com habilidades “em se concentrar”. Ou seja, que garanta o aumento da produtividade da organização na qual trabalha sem que precise realizar várias atividades ao mesmo tempo.

Estudiosos apontam que o êxito para o desenvolvimento de tarefas cada vez mais complexas se dá a partir do momento que as pessoas começam a acessar “partes nobres do cérebro”, onde estão os circuitos de atenção e foco, o garantirá respostas de qualidade com relação à de quem se divide em diversas funções simultaneamente.

Agora lhe perguntamos: você ainda acredita que é possível reaprender a se concentrar? Para o americano Daniel Goleman, autor do livro “Inteligência Emocional”, a resposta é sim. O foco, segundo ele, pode ser estimulado, assim como um músculo durante um exercício de ginástica.

· Leia mais dicas de como se concentrar:

5 atitudes para turbinar o seu poder de concentração

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A espera e o tédio fazem parte da vida e devem ser ensinados

Crianças em casa sem nenhuma atividade estruturada: essa receita pode se tornar um problema, sobretudo para os pais, que ficam sem saber como agir. Mas é tão ruim assim que as crianças sintam algum tédio? Permitir que as crianças sintam um pouco de tédio pode ser um treino para a vida adulta, onde a gratificação constante não é uma realidade.

Nós percebemos uma angústia dos pais para que as crianças não fiquem entediadas, mas a verdade é que elas precisam lidar com isso. No mundo atual, as crianças estão cada vez mais superestimuladas, e tudo se resolve rapidamente para elas. Os avanços tecnológicos, por exemplo, colaboram para que elas cresçam num contexto em que não precisem nem esperar o desenho preferido passar na TV, eles assistem quando têm vontade, na plataforma que quiserem…

Outra questão é a formação das famílias atuais, que também influencia nessa pressa que as crianças têm para serem atendidas. Antigamente, as pessoas tinham mais filhos e, na maioria das situações, a criança precisava esperar a sua vez. Hoje, é cada vez mais comum que os casais tenham só uma criança, que vira o centro das atenções da casa.

Mas, sim, a gente sabe que a espera e o tédio fazem parte da vida. E, não fazer nada serve para muita coisa. Vivenciar o tédio trás a tona a criatividade para fazer alguma coisa interessante, além de possibilitar um descanso ao cérebro e melhorar a ansiedade aprendendo que tudo tem o seu tempo.

Esse pode ser o caminho para criar filhos mais pacientes e preparados para viver bem em sociedade.

Estamos aqui dispostos a ajudar! Conte com a gente.

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Os problemas da modernidade: Black Mirror

Aviso de Spoiler!

O episódio 1 da 3ª temporada de Black Mirror, série da Netlix, chamado “Nosedive”, prevê um mundo no qual estamos completamente dependentes, as redes sociais. No episódio, vive-se o tempo que cada indivíduo busca por um “rating” desejável – uma pontuação média que vai até 5 estrelas. Essa pontuação é afetada por tudo, desde o olhar para os lados que você deu para alguém ou a falta de entusiasmo que você teve quando um colega te presenteou no seu aniversário.

Ao assistir, percebemos que não é muito diferente do mundo em que vivemos agora. Basta lembrar a classificação que você deu ao motorista do Uber, ou nos interesses que você escolheu seguir no Facebook. Agora imagine que essa classificação determina tudo sobre sua vida, seja no trabalho ou, como no caso desse episódio, para uma casa que você queira comprar.

E é por isso que o Black Mirror é uma série tão atraente. Não é a sua típica ficção científica, que prevê o mundo 100 ou 1.000 anos a partir de agora. Ele imagina no próximo ano. Próximo mês.

Uma teoria da psicologia chamada “adaptação hedônica” é o verdadeiro combustível que nos levaria a esse futuro patético e debilitante. Estamos sempre à caça para conseguir a próxima coisa que vai nos fazer sentir bem, sendo quase impossível para nós apenas ser – e apenas estar, que é uma das principais maneiras de se sentir verdadeiramente feliz.

Todas as perseguições da Lacie, protagonista do episódio, cai perfeitamente na linha com o princípio da adaptação hedônica, que corresponde ao porque que nos sentimos na maioria das vezes insatisfeitos. Se obtivermos uma promoção de emprego, por exemplo, vamos comemorar e nos sentir bem por um momento, mas essas emoções alegres são fugazes. Em breve, estaremos de volta para onde começamos – na caçada para a próxima coisa de nos sentir bem e, portanto, infeliz.

Esse impulso temporário de felicidade você recebe vai diminuir, e você estará de volta ao mesmo nível de linha de base de felicidade que você estava antes da mudança emocionante. E é exatamente isso que a personagem experimenta. Cada vez que ela obtém uma classificação de quatro ou cinco estrelas, seus olhos se acendem. Ela sorri e ri com uma gargalhada aguda. Mas no final do dia, Lacie está solitária e insatisfeita.

Infelizmente, no mundo real, estamos susceptíveis a cometer o mesmo erro de Lacie, seguimos a perseguir o que achamos que vai nos fazer feliz, como uma alta classificação de mídia social, enquanto ignoramos completamente as coisas que podem realmente nos fazer feliz, como amizades com seus colegas de trabalho ou uma relação real com seu irmão.

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