Você sofre com carência afetiva? Descubra o que fazer!

É normal que as pessoas busquem pelo carinho e atenção daquelas que as circundam. Ter necessidade de contato e demonstração de emoções, são características que fazem parte da própria evolução do ser humano, pois foi o estreitamento das relações afetivas que garantiu a sobrevivência da espécie frente a predadores, além de permitir o desenvolvimento de uma complexa célula social. Contudo, a carência afetiva é uma busca incessante por carinho e atenção, de maneira a criar uma dependência direta com o estado de ânimo, humor e até mesmo a saúde física daqueles que a sentem.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope, por encomenda da empresa Johnson & Johnson, cerca de 62% dos brasileiros considera o afeto como fundamental para as suas vidas. Ainda, 28% dessa população afirma nunca ter recebido nenhum tipo de carinho.

Que saber quais os principais fatores que provocam a carência afetiva, seus principais sintomas e como evitá-la? Então continue lendo o post e descubra agora mesmo!

O que provoca a carência afetiva?

A carência afetiva pode ser organizada de acordo com as suas diversas fontes. Normalmente ela está ligada às relações familiares desenvolvidas desde a primeira infância, nas quais as percepções de carinho e atenção ainda não estão completamente desenvolvidas, mas podem deixar sequelas para toda a vida.

O que acontece é que, muitas vezes repetimos os padrões com os quais nos condicionamos desde essa fase, sejam eles comportamentais ou mentais. Assim, as dificuldades que enfrentamos na convivência com  pessoas que estiveram presentes em nossa infância , reverberam no nosso comportamento e na nossa afetividade quando adultos.

Essa sensação de dependência emocional pode afetar vários aspectos da vida, desde as relações interpessoais, amorosas e profissionais, até a própria auto estima da pessoa carente.

Cuidados excessivos, falta de independência com relação a atividades rotineiras e pouca responsabilidade durante a criação de crianças e adolescentes também pode gerar adultos carentes emotiva e afetivamente.

Quais os sintomas da carência afetiva?

Vários são os sintomas que podem determinar se uma pessoa sofre de carência afetiva. Contudo, o que é realmente necessário, é prestar atenção em fatores que estejam atrapalhando a independência do indivíduo, bem como suas relações sociais.

Vamos citar aqui alguns desses principais sintomas. Caso você se identifique com eles, procure um de nossos profissionais para ter ajuda especializada.

Necessidade de atenção

A sensação de dependência e carência emocional confere à pessoa carente a percepção de que é “invisível”, não notada pelos outros. Com isso, ela desenvolve uma necessidade de chamar a atenção de várias formas, seja positiva ou negativa.

Isso pode afetar diretamente o comportamento da pessoa, levando até ao uso de drogas e álcool, para se sentir menos inibida, querida e centro das atenções.

Tendências submissas

Ter tendência à submissão pode demonstrar uma grande carência afetiva das pessoas. Isso acontece, pois, essa sensação procede da percepção de inferioridade por parte do carente afetivo, o que o leva a ser submisso para não desagradar a pessoa que é objeto de sua carência.

Receio em desagradar as pessoas

Devemos ter cuidado para não magoar as pessoas que nos rodeiam com frases duras e entender suas individualidades e sentimentos. Contudo, a pessoa carente se anula completamente com medo de desagradar quem a rodeia e ficar sozinha.

Ciúmes em excesso

Ciúmes são naturais em quaisquer tipos de relacionamentos, mas em excesso podem causar grandes desgastes tanto ao objeto do ciúmes, quanto à pessoa que o sofre. Por isso, esse sentimento em excesso é muito prejudicial para qualquer pessoa e demonstra uma alta carência afetiva.

Medo de ser solitário

Como já dito antes, a raça humana evoluiu para viver em sociedade e a solidão pode levar a vários problemas de auto estima, e, até interferir na produção hormonal e humor das pessoas. Contudo, ter muito medo de ser solitário é um sinal de uma carência afetiva exacerbada.

Muitas vezes, a pessoa que tem medo de ser solitária tem vários amigos, parentes e não está realmente só, mas possui a sensação que sem o objeto da sua carência, ela está completamente sozinha e abandonada.

Dependência do outro para ser feliz

A sensação que depende do outro para ser feliz é muito prejudicial para ambos componentes de um relacionamento. Todos os sintomas citados anteriormente convergem para essa dependência, muito prejudicial para todos os aspectos da vida das pessoas.

Como evitar a carência afetiva?

Saber identificar que sofre de carência afetiva é o primeiro passo na busca para se livrar desse mal que alcança tantas pessoas atualmente. Por isso, após essa primeira fase, descubra qual a fonte desse problema e busque maneiras de combatê-lo.

Vamos citar aqui as principais atitudes que as pessoas que buscam se livrar ou evitar a carência afetiva devem seguir para sentir-sem mais plenas.

Aproveite a sua própria companhia

Saber valorizar momentos e atividades que fazemos sozinhos é crucial para evitar a carência emocional. Sentir-se completo consigo mesmo, sem a dependência contínua da presença alheia nos faz sentir mais completos e independentes.

Programas como ler um livro, assistir a um filme e até fazer viagens sozinhos é importante para nos conhecermos melhor e saber nossos limites. Assim, podemos também aproveitar os melhores momentos das nossas companhias sem a carência afetiva atrapalhando.

Valorize-se mais

Elogie-se, arrume-se, faça exercícios, busque ver o melhor de si próprio sempre. A auto estima é uma grande aliada contra a carência afetiva. Ver em si várias qualidades e aprender a amar até os próprios defeitos, é um dos maiores passos que uma pessoa carente pode dar, principalmente por suas tendências negativistas com relação à si mesmo.

Não se relacione por carência

Caso você tenha tido um relacionamento no qual a carência afetiva foi a “protagonista”, não cometa o mesmo erro com outra pessoa. Antes de relacionar-se novamente, cuide de você, da saúde, aparência e se aproxime dos amigos e família.

Só após um “período de luto”, autoconhecimento e independência afetiva, busque relacionar-se com alguém de forma plena, evitando reincidir nos erros cometidos.

Busque ajuda especializada

A terapia, autoconhecimento e, em alguns casos, auxílio psiquiátrico, é muito importante para o tratamento da carência afetiva. Buscar um profissional especializado pode ajudar a pessoa que sofre dessa dependência a encontrar gatilhos que a ajudem a curar-se de forma mais rápida e completa.
Descobriu que sofre esse transtorno e quer diminuir sua carência afetiva? Então agende uma consulta conosco agora e comece o seu tratamento.

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tratamento de depressão

Você conhece os diferentes tratamentos de depressão?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão afeta cerca de 4,4% da população mundial. Já o Brasil, é líder na prevalência desse mal em toda a América Latina: quase 6% da população brasileira sofre com o problema (11,5 milhões de pessoas). E isso ocorre, em suma, porque a maioria das pessoas não conhece os tratamentos de depressão disponíveis atualmente.

A depressão é uma doença silenciosa e, caso não seja tratada, em casos extremos, ela pode levar ao suicídio. Por isso, é importante superar o preconceito que ainda a rodeia.

Então, se você ou alguém próximo tem apresentado sinais como mudança do sono, introspecção, sentimentos oscilantes, dentre outros, e desconfia que possa estar desenvolvendo um comportamento depressivo, procure ajuda especializada imediatamente.

Listamos abaixo alguns tratamentos de depressão existentes, suas principais recomendações e técnicas. Continue lendo e confira.

Psicologia (Psicoterapia)

A Psicologia, ou psicoterapia, é considerada um processo de autoconhecimento. Ela é exercida por psicólogos especializados na cura da mente humana (psique), tanto sua parte consciente quanto inconsciente.

O tratamento de depressão baseado na psicoterapia, consiste em escutar os problemas e conflitos do paciente no ambiente clínico, criando um diálogo para pôr em perspectiva suas dificuldades e angústias, ajudando-o a traçar um planejamento para lidar com elas.

Assim, estimula-se o equilíbrio psíquico, físico, mental, emocional, espiritual e social do indivíduo, apoiando-o para que o indivíduo alcance a sua harmonia.

Análise Bioenergética

A análise – ou psicoterapia – bioenergética utiliza a integração entre a mente e o corpo no tratamento de depressão. De acordo com essa linha terapêutica, sentimentos reprimidos na infância geram tensões musculares no indivíduo e afetam a sua relação pessoal e interpessoal.

Assim, essa análise utiliza técnicas para estimular a expressão de sentimentos do paciente, com o objetivo de quebrar bloqueios físico-emocionais, como exercícios e toques corporais.

Psicanálise

A Psicanálise é um campo de investigação da mente humana proveniente da medicina. Ela foi criada no Século XIX pelo neurologista austríaco, Sigmund Freud. Considerada uma prática médica e não uma ciência, ela utiliza, entre outras técnicas, a hipnose.

O objetivo dessa terapia é trazer ao consciente do paciente situações, memórias e traumas passados, presentes em seu inconsciente, mas que afetam diretamente a sua vida. Assim, o próprio indivíduo passa a conhecer as causas dos seus problemas para agir sobre elas.

Em tratamento de depressão, essa técnica pode ser eficiente para a descoberta de problemas relacionados à infância e traumas comportamentais, que podem ter relação direta com o desenvolvimento da doença, como o bullying.

Terapia Junguiana

A terapia Junguiana, também chamada de analítica, foi criada no início do século XX, a partir das ideias e estudos sobre o inconsciente humano do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung.

Análise Bioenergética

A análise – ou psicoterapia – bioenergética utiliza a integração entre a mente e o corpo no tratamento de depressão. De acordo com essa linha terapêutica, sentimentos reprimidos na infância geram tensões musculares no indivíduo e afetam a sua relação pessoal e interpessoal.

Assim, essa análise utiliza técnicas para estimular a expressão de sentimentos do paciente, com o objetivo de quebrar bloqueios físico-emocionais, como exercícios e toques corporais.

Psicanálise

A Psicanálise é um campo de investigação da mente humana. Ela foi criada no Século XIX pelo neurologista austríaco, Sigmund Freud. Considerada uma prática médica e não uma ciência, ela utiliza, entre outras técnicas, a hipnose.

O objetivo dessa terapia é trazer ao consciente do paciente memórias passadas, presentes em seu inconsciente, mas que afetam diretamente a sua vida. Assim, o próprio indivíduo passa a conhecer as causas dos seus problemas para agir sobre elas.

Em tratamento de depressão, essa técnica pode ser eficiente para a descoberta de problemas relacionados à infância e traumas comportamentais, como o bullying.

Terapia Junguiana

A terapia Junguiana, também chamada de analítica, foi criada no início do século XX, a partir das ideias e estudos sobre o inconsciente humano do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung.

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Eu tenho ansiedade? Confira os sintomas do transtorno

 

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é a nação campeã em pessoas que sofrem algum tipo de transtorno de ansiedade: mais de 9% da população do país.

Esse mal já é considerado um problema sério de saúde pública no mundo, afetando diretamente os gastos públicos no setor e índices econômicos, pois causa queda de produtividade e concentração nos indivíduos acometidos por ela.

A ansiedade é caracterizada por sentimentos exacerbados de antecipação com relação à um fato que pode acontecer no futuro. Isso gera medo e tensão, que se refletem de forma psicológica e até física, como a aceleração dos batimentos cardíacos, dentre outras sintomas.

Ela se torna um transtorno quando essa sensação se repete com muita frequência ou por longos períodos, afetando diretamente a vida e o convívio social das pessoas.

Se você se pergunta continuamente “eu tenho ansiedade?” e que saber mais sobre o assunto, continue lendo esse post e descubra tudo que é preciso sobre tal transtorno, seus sintomas, tipos e tratamentos!

Como saber se eu tenho ansiedade?

Medo e ansiedade são sentimentos completamente normais para os seres humanos. Foram eles que fizeram com que nossos ancestrais se dessem conta dos perigos do mundo das cavernas.

Assim, eles fabricaram armas, se organizaram em vilas e cidades para se proteger melhor. Isso cooperou no desenvolvimento das sociedades durante a história do homem.

Contudo, quando a ansiedade contínua atrapalha a vida do indivíduo, a ponto de impedi-lo de cumprir certas atividades ou frequentar lugares específicos, ela é considerada um transtorno.

No sentido fisiológico, ela age no nosso corpo como uma reação instintiva e irracional, quase como um reflexo, igual ao ato de se aparar com as mãos em uma queda ou quando protegemos o rosto, caso lancem algum objeto em nossa direção.

Essas ações ativam o chamado Sistema Nervoso Simpático, responsável por ações ligadas ao estresse, como iniciar uma discussão, fugir de uma situação ou local perigoso ou desagradável, dentre outros.

Sintomas da ansiedade

A ativação da área Simpática do nosso Sistema Nervoso, promove a liberação da adrenalina, que promove vários estímulos, tanto físicos, quanto psicológicos. Dentre eles, estão:

  • dificuldade para se concentrar;
  • sensação exagerada de medo;
  • nervosismo;
  • distúrbios no sono;
  • sentimento de descontrole;
  • aumento da irritabilidade;
  • intensificação dos batimentos cardíacos;
  • dificuldade de respirar;
  • sudorese;
  • cansaço;
  • fraqueza;
  • tremores;
  • frieza nas extremidades do corpo (mãos e pés);
  • diarreia;
  • boca seca;
  • náusea;
  • tensão muscular.

Além de todos esses sintomas, o transtorno de ansiedade pode gerar ataques de pânico, o que pode levar a doenças ainda mais graves e que exigem um tratamento especializado contínuo, como a Síndrome do Pânico.

Quais os principais tipos de transtornos de ansiedade?

Os transtornos de ansiedade podem ser classificados em diferentes níveis e tipos de acordo com a sua recorrência, intensidades e outros fatores. Aqui, vamos listar os principais deles, suas características e como identificá-los da maneira correta.

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

O TAG é a preocupação excessiva e contínua sobre vários aspectos da vida de uma pessoa. Ele não possui um gatilho específico para atuar pois a pessoa vive constantemente tensa com tudo que acontece ao seu redor.

Apesar de suas causas exatas ainda não serem conhecidas, esse transtorno tende a atingir mais as mulheres. Entre os outros fatores estão a menopausa, distúrbios na tireoide, propensões genéticas e traumas na infância.

Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)

O TEPT é causado por sinais físicos, mentais ou emocionais que relembram ao indivíduo situações traumáticas vividas anteriormente, como um acidente, violência sofrida, morte de um ente querido, dentre várias situações.

Na memória do indivíduo, aquela situação desencadeia uma sensação de perigo, tanto para si quanto para os que o rodeiam.

Transtorno obsessivo compulsivo (TOC)

O TOC, por sua vez é considerado um transtorno de ordem psiquiátrica e, portanto, necessita de tratamento psicoterapêutico aliado ao medicamentoso. Ele é marcado pela sequência de comportamentos de forma repetitiva, compulsiva e, muitas vezes, obsessiva.

Dentre os tipos mais conhecidos de TOC estão a mania de limpeza obsessiva, organização rígida e exagerada e a ocorrência contínua de pensamentos negativos, agressivos, de cunho sexual ou religioso.

Fobias

A fobia é considerada um medo totalmente ilógico de alguma situação, animal, objetivo ou atividade. Ela normalmente é totalmente ilógica e descolada da realidade, muitas vezes não sendo o objetivo da fobia realmente nocivo ao indivíduo. Entre as fobias mais conhecidas, estão:

  • aracnofobia: medo de aranhas;
  • agorafobia: medo de ficar sozinho em lugares amplos ou públicos;
  • acrofobia: medo de altura;
  • aicmofobia: medo de agulhas;
  • claustrofobia: medo de lugares fechados;
  • catsaridafobia: medo de barata;
  • coulrofobia: medo de palhaços;
  • fobia social: medo exacerbado de lugares públicos ou outras situações de interação social;
  • nictofobia: medo do escuro.

Como é realizado o tratamento contra a ansiedade?

Muitos tratamentos são recomendados para melhorar os problemas provocados pela ansiedade. Contudo, é necessário o acompanhamento de um profissional especializado na área. É ele quem vai indicar, a partir do diagnóstico do transtorno com o qual o paciente sofre, a melhor forma de tratá-lo, com psicoterapia e medicamentos ou não.

Entre os medicamentos tradicionais alopáticos mais usados estão os ansiolíticos, antidepressivos e antipsicóticos, adotados de acordo com o tipo e a intensidade do transtorno.

Existem também os medicamentos e técnicas naturais utilizados para acalmar a ansiedade. Entre elas estão fitoterápicos, florais, chás de ervas especiais, como a raiz de Valeriana e Camomila, sucos, técnicas de meditação respiração e relaxamento, como Yoga e Pilates, além de terapias em grupo e maneiras pessoais para encontrar o relaxamento (como pessoas que usam banhos mornos para tal).

Ficou curioso e se perguntando “será que eu tenho ansiedade mesmo?”. Então confira agora o nosso quiz e descubra se você sofre desse transtorno e qual o próximo passo para tratá-lo!

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Como saber se eu tive um ataque de pânico?

Com o estresse, correria e ritmo frenético da vida moderna, o cotidiano das pessoas mudou completamente comparado ao de seus avós, por exemplo. Somos cobrados a todo o tempo seja na vida profissional, nos estudos, nos objetivos pessoais, família e na nossa aparência. Com toda essa pressão, algumas pessoas chegam ao que consideram o seu limite, com quadros de medo e angústia extremos, e se perguntam: Eu tive um ataque de pânico?

Antes de desesperar-se, é necessário contextualizar essa situação. Só no Brasil, cerca de 18 milhões de pessoas sofre de algum transtorno de ansiedade, o que, em casos agudos, pode levar a quadros de pânico, que assola cerca de 11% de adultos todos os anos. Por isso, é necessário diferenciar os sintomas do transtorno de ansiedade, de crises, como um ataque de pânico e da síndrome de pânico, muito mais grave e delicada.

Neste artigo vamos abordar a diferença entre esses quadros, como diferenciá-los, seus sintomas e indícios, além de orientações de onde e como procurar um especialista para o caso. Continue lendo e descubra.

O que é o transtorno de ansiedade?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), quase 250 milhões de pessoas no mundo sofrem de transtorno de ansiedade. O Brasil é campeão nesse aspecto, com uma taxa três vezes maior que a média mundial: cerca de 9% da população sofre desse mal.

A ansiedade é considerada uma resposta normal e instintiva dos seres humanos, fruto da evolução da espécie, visando defender sua sobrevivência. Ela vem do medo e da percepção de que algo potencialmente perigoso se aproxima, desencadeando várias reações físicas, como aumento dos batimentos cardíacos, maior irrigação sanguínea, da força muscular e promove uma percepção mais aguçada de todos os sentidos.

Isso significa que, ainda na época das cavernas, o medo e a ansiedade serviram como armas para a sobrevivência. Foram eles que fizeram nossos ancestrais fugir ou atacar animais perigosos, andar em conjunto para se protegerem mutuamente, criar armas e, até começar a se abrigar em cavernas, para se protegerem melhor.

O transtorno de ansiedade é evidente quando as situações se tornam frequentes, desproporcionais, duram por muito tempo e afetam o cotidiano e as relações das pessoas. Normalmente, quadros agudos podem causar ataques de ansiedade, os chamados “ataques esperados”. Por exemplo, se alguém tem fobia à sapos, é completamente natural ela se desesperar ao encontrar um.

Contudo, a ansiedade exacerbada também pode levar a outro caso extremo, sem conexão direta à um medo específico ou situação lógica determinada. Esses quadros agudos são chamados de ataques de pânico.

Afinal, eu tive um ataque de pânico?

O ataque do pânico é fruto de uma reação extrema do organismo ocasionada pela ansiedade causada por uma determinada situação, que não necessariamente oferece perigo ao indivíduo.

Apesar de mais comum do que se imagina, a recorrência de crises desse tipo é perigosa para as pessoas, pois podem desenvolver traumas e quadros paranoicos, pelo medo de sentir novamente a sensação anterior. Quadros muito recorrentes desses ataques podem levar ao desenvolvimento da síndrome do pânico.

Abaixo, vamos falar dos principais sintomas e do tratamento para esse quadro.

Principais sintomas dos ataques de pânico

No parâmetro fisiológico, os ataques ou crises de pânico acontecem decorrentes de uma grande descarga hormonal no corpo que causam diversos sintomas, que variam para cada pessoa. Dentre os principais, estão:

  • Sentimento de perigo de forma iminente;
  • aumento na sudorese de forma intensa;
  • intensificação dos batimentos do coração que, muitas vezes, pode ser confundido com um ataque cardíaco, com uma intensa dor no peito;
  • calafrios e tremores no corpo;
  • medo intenso e ilógico da morte ou tragédias;
  • sensação de “perda de controle”;
  • pensamentos de “estar enlouquecendo”;
  • sentimentos de despersonalização, como se a pessoa “saísse de si mesmo”;
  • sentimentos de “irrealidade” com relação à situação vivida;
  • sensação de sufocamento e falta de ar;
  • sensações de formigamento ou dormência, a chamada parestesia;
  • desconforto na barriga;
  • náuseas;
  • tontura, sensação de desmaio e instabilidade;
  • sensação de ondas intensas de calor;
  • sensação de indiferença às pessoas ao redor;
  • hiperventilação;
  • sensação de fechamento da garganta;
  • problemas para deglutir;
  • alterações severas no sono.

Tratamentos para os ataques de pânico

O paciente pode ser considerado passível de ataques de pânico quando dois ou mais dos sintomas descritos acima possam ser observados agindo conjuntamente. Em geral, ataques desencadeados sem motivos aparentes, como fobia real ou perigos eminentes, que tenham sua ocorrência por 10 minutos ou mais e que geram ansiedade e medo com relação a um novo ataque ao paciente, podem ser fortes indícios.

É necessário levar em consideração também se o indivíduo fez uso de substâncias que desencadeiam tais efeitos, como certos medicamentos, álcool e drogas ilícitas. Elas podem ser a causa desses ataques, principalmente em adolescentes, mais suscetíveis por culpa de todas as mudanças hormonais e psicológicas da fase.

Para o seu tratamento, é necessário buscar ajuda de um especialista, que irá indicar qual a abordagem mais adequada para o perfil do paciente e a intensidade das crises. Para alguns, somente a psicoterapia já causa efeitos benéficos e evita o aparecimento de novos ataques. Em outros casos, é necessário associar o tratamento psicoterápico ao psiquiátrico, com a introdução de medicamentos.

Quais as diferenças entre ataque e síndrome do pânico?

Enquanto nos ataques de pânico o indivíduo reage de forma exacerbada à ansiedade causada por um fato ou contexto, na síndrome do pânico essa sensação torna-se generalizada e muito mais recorrente. Em certos casos, ela leva à reclusão social da pessoa, por medo que a situação se repita.

Segundo dados da Universidade de São Paulo (USP), cerca de 10% da população tem a propensão de passar por crises sem causa aparente. Dessas, em média 3,5% podem desenvolver a síndrome do pânico.

As causas concretas dessa síndrome ainda não são claras. Dentre os fatores possíveis de desencadeamento estão fatores genéticos, tendência à irritabilidade constante, o estresse cotidiano e até questões neurológicas, como a maneira como o cérebro assimila e interpreta certos estímulo e contextos.

Em geral, o número de mulheres afetadas pela síndrome do pânico é três vezes maior. Entre as faixas etárias mais atingidas estão jovens recém-saídos da adolescência e adultos com cerca de 30 anos de idade. Seu tratamento deve ser acompanhado de perto por um equipe multiprofissional, composta tanto por psicoterapeuta quanto por psiquiatra, para suporte medicamentoso.

Se você se  fizer a pergunta “Eu tive uma crise de pânico?”, cuide-se e agende consulta com um especialista. Conhecer-se e prevenir-se de complicações que podem afetar o seu bem-estar e qualidade de vida é sempre o melhor caminho!

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10 dicas de como ser feliz no trabalho

Para trabalhar motivado, é imprescindível que a rotina profissional esteja presente nos seus sonhos. Muitas vezes, não percebemos o quanto o trabalho pode ser uma fonte de felicidade e satisfação. Com o objetivo de auxiliar você a estabelecer uma rotina de trabalho feliz e harmoniosa, preparamos uma lista com 10 dicas de como ser feliz no trabalho.

1. Tenha um trabalho apaixonante
Você precisa gostar do que faz, descubra qual é a sua fonte de motivação. A partir desse autoconhecimento é possível ter a ocupação que realmente lhe trará felicidade

2. Defina os seus objetivos
O planejamento da carreira é um passo importante. Definir quais os seus e qual caminho será necessário percorrer para alcança-los é fundamental. Tenha um tempo para você mesmo e reflita sobre quais são os seus planos para o futuro profissional.
Lembre-se que mesmo que você tenha determinado claramente os seus objetivos, isso não significa que tudo dará em todo o tempo. Tenha ânimo e persista!

3. Lembre-se que “a felicidade não é um ponto final”
Somos levados a pensar que seremos felizes apenas quando tivermos aquele cargo almejado ou aquele salário dos sonhos. Somos todos movidos por desejos e sempre que conquistamos algo, passamos a almejar algo maior.
Então, não espere atingir uma determinada meta para, a partir daí, passar a ser feliz. Aproveite os aprendizados da sua jornada e sinta-se feliz com as pequenas conquistas no caminho.

4. Se desafie sempre
No momento em que você põe suas capacidades e competências à prova, a felicidade e a emoção sentidas fazem com que suas tarefas sejam melhores desempenhadas e reflitam toda a sua potencialidade.

5. Procure um chefe líder ou se torne um líder
A maior parte da insatisfação profissional está relacionada à figura do chefe. As pessoas que precisam trabalhar com alguém que só sabe criticar, dar ordens, e impedir o desenvolvimento profissional não alcançará a plenitude no trabalho, mesmo que as funções e atividades sejam prazerosas.

6. Não tenha medo de falar “não”
É fundamental aprender a falar “não” no trabalho para que você não fique sobrecarregado ao assumir diversas tarefas ao mesmo tempo e passar a viver apenas para o trabalho.

7. Tenha um propósito
Para trabalhar feliz e satisfeito, é fundamental que você tenha um propósito. Encontre aquilo que te estimula, somente assim será possível levantar todo dia motivado.

8. Deixe seus problemas pessoais em casa.
Por mais que seja não seja fácil ficar feliz no trabalho quando se está atribulado com algo de cunho pessoal, você deve aprender a afastar esses assuntos das suas atividades profissionais.

9. Tenha postura ao sentar e movimente-se
Sentar-se do modo correto pode te garantir mais energia e disposição. Movimentar-se de vez em quando também ajuda a alongar o corpo. Lemre-se de dar uma pausa para tomar fôlego e aproveite para relaxar um pouco. Esse tipo de atitudes pode transformar o seu dia a dia e, tornar sua jornada de trabalho bem mais feliz.

10. Invista em sua carreira
Líderes percebem o interesse no crescimento profissional. Portanto, invista no aperfeiçoamento de seus conhecimentos e no desenvolvimento de suas aptidões.

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Saiba como identificar a Depressão Infantil

Engana-se quem pensa que a depressão infantil não existe. Ela existe sim e há diversos sinais que podem nos auxiliar na percepção de que algo não está bem na vida emocional dos pequenos.

As pessoas podem confundir tristeza com depressão, mas são duas coisas distintas. A depressão é um transtorno e é preciso acompanhar e tratar o indivíduo, já a tristeza é um sentimento que está presente em nossas vidas e é necessário para  reconhecermos a importância da alegria.

A depressão infantil se manifesta de uma maneira diferente do adulto, uma vez que a criança ainda está formando seu conhecimento interior e moldando o seu próprio jeito de expressar sentimentos. As crianças podem apresentar dificuldades emocionais que atrapalham seu desenvolvimento por não conseguirem externar o que sentem, precisamente. Desse modo, elas acabam se calando e os pais levam um tempo para compreender que o filho precisa de ajuda.

Sintomas da Depressão Infantil
  • Sentimentos de desânimo;
  • Dificuldade de raciocínio, concentração e memória;
  • Ansiedade;
  • Pessimismo;
  • Agressividade ou irritabilidade;
  • Falta de apetite;
  • Falta de vontade em realizar atividades;
  • Isolamento;
  • Sentimento de inferioridade e baixa autoestima;
  • Pensamentos de morte;
  • Insônia ou sono excessivo;
  • Fadiga constante ou falta de energia.
Causas da Depressão Infantil

Assim como a depressão em adultos, pode ser originada por uma disfunção neurológica e ser influenciada por fatores genéticos, como também por gatilhos emocionais ou de origem psicológica. Ao perceber uma mudança expressiva no comportamento da criança ou algum dos sintomas de forma contínua é importante encaminha-la a um profissional especialista para que seja realizado um diagnóstico mais preciso e correto.

A saúde emocional das crianças é um aspecto que deve ser cuidado a cada dia. Para ajudar a criança a se sentir bem: planeje atividades divertidas, chame os amigos para brincar, saliente as qualidades dela e se importe com as coisas que ela mais gosta. Sorria sempre e passe um tempo de qualidade com ela, promova sempre a harmonia no ambiente familiar com manifestações de amor e carinho.

Se ainda tiver dúvidas ou estiver procurando atendimento, a Clínica Holos dispõe de uma equipe de profissionais qualificados e especializados para o diagnóstico, acompanhamento e tratamento da depressão para todas as idades, entre em contato conosco.

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Como ser uma mulher forte

A força da mulher surge dentro dela mesma, é a força interior que a impulsiona em direção aos seus objetivos. Para isso, se torna fundamental que ela dedique a si mesma um tempo para cuidar-se e buscar satisfazer suas necessidades emocionais a cada dia.

Forte não é aquela mulher que suporta tudo, mas a que sabe impor limites e não se permite sofrer calada, pois sabe se posicionar de forma a ser ouvida. A mulher forte é aquela que têm consciência do seu valor e não se deixa desanimar por qualquer obstáculo que a vida a impõe.

Essas mulheres fortes também lidam com o stress, têm seus dias ruins e podem se sentir desanimadas ou tristes com algo que tenha ocorrido e isso não representa fragilidade ou desequilíbrio emocional. Todas as mulheres são antes de tudo seres humanos e têm seus altos e baixos ao longo da vida, o que determina a sua força é a vontade e o seu empenho em superar os momentos ruins.

Quando você acredita nas suas habilidades você se torna capaz de tudo. Por isso, acredite, seja perseverante e vá atrás dos seus sonhos. Confie em si mesma e na sua capacidade, sempre. Lembre-se sempre que não existem mulheres perfeitas, por isso, seja a sua melhor versão a cada dia.Fuja das expectativas surreais, é muito desgastante tentar ser a super mulher. Ela tem de ter a casa irretocável, os filhos mais perfeitos, os melhores bens, o melhor trabalho e ser uma pessoa perfeita. Essa super mulher não existe! Você não é uma máquina, por isso, não se pressione tanto. Você é real e tem dentro de si tudo que precisa para ser feliz. Muitas vezes podemos errar, isso acontece, mas levantamos e seguimos em frente. O que importa é assumir o papel de protagonista e tomar as rédeas da sua própria vida. Lembre-se: todas nós podemos ser mulheres fortes, acredite no seu potencial.

É essencial não descuidar de si mesma, por isso, cuide da sua saúde, do seu corpo e do seu psicológico, esses cuidados são fundamentais para que você alcance seus objetivos. Busque o autoconhecimento e, acima de tudo, ame-se!

 

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A psicanálise em tempos de carnaval

A psicanálise em tempos de carnaval

Com o passar do tempo, na vida adulta, assumimos certos compromissos, construímos uma identidade e tememos o olhar do outro. Somos cobrados o tempo todo, mas no carnaval tudo fica diferente.  As pessoas liberam os mais profundos e secretos desejos dando voz a emoções e impulsos escondidos.

No fim de semana de carnaval é permitido fantasiar. Segundo Freud, a fantasia é o substituto do que é o brincar para a criança, sendo que enquanto a criança exibe seu brinquedo, o adulto inibe suas fantasias.

No carnaval, as pessoas esquecem os problemas e dificuldades rotineiros e podem desfrutar de puro prazer e euforia. O carnaval abre alas no palco real da vida, admitindo a fantasia falar mais alto. Para as psicanalistas, a fantasia atrai o olhar do outro, faz chamar atenção. Há tanto prazer e felicidade em curtir este momento que desejo e realidade se misturam por isso, o inconsciente pode fluir sem extrapolar os limites da sociedade e de nossas cobranças pessoais.

As máscaras tomam o lugar das nossas aparências sociais, porque com os ornamentos nos disfarçamos ou nos revelamos podendo brincar sem medo independente de sermos lembrados no dia seguinte.

Mas, não exagere na curtição, costuma-se dizer que o superego é solúvel em álcool e ao renascer das cinzas todos voltam a sambar ao som da batucada das aflições do cotidiano.

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Viciado em games pode ser distúrbio da mente

Viciado em games? Pode ser distúrbio da mente

Todo mundo conhece alguém que é viciado em games, aquele indivíduo que passa o dia inteiro trancafiado no quarto jogando horas a fio, que fica de mau humor quando não pode jogar e que escolhe ficar em casa jogando em lugar de aproveitar um momento com a família ou amigos.

Se conhecer alguém assim, fique atento. A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou recentemente que o vício em videogame agora faz parte da categoria de transtorno mental, o distúrbio está presente na última edição da Classificação Internacional das Doenças. Com essa iniciativa, a OMS tem como finalidade dar notoriedade ao assunto, facilitar o diagnóstico e o tratamento do problema, além de incentivar pesquisas sobre o tema.

Ainda de acordo com a OMS, o transtorno se caracteriza por um padrão de comportamento frequente ou persistente de vício em games, tão alarmante que leva a pessoa a dar preferência aos jogos a qualquer outro interesse; a não ter controle de intensidade, frequência e duração com que joga; e ficar jogando mais e mais apesar de consequências negativas que o excesso causa.

A organização recomenda que comportamentos típicos dos viciados em games devam ser observados por um tempo de mais de 12 meses para que um diagnóstico seja feito, entretanto o tempo poderá ser modificado de acordo com os sintomas.

Apesar disso é preciso ter cautela, nem todos que curtem jogar videogame com mais frequência possui o distúrbio e precisa ser tratado ou medicado. O que deve ser levado em consideração é: o jogo está comprometendo atividades básicas, como dormir, socializar, comer ou ir à escola? Se a resposta for sim, então, pode ser um problema e deve-se buscar ajuda através de profissionais qualificados.

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Saiba como lidar com a Síndrome pós-férias

Acordar cedo, fazer as lições de casa, colocar o material em ordem. A volta às aulas pode ser uma dor de cabeça para pais e filhos. Nesse contexto tem surgido com mais frequência nas consultas dos psicólogos casos de Síndrome pós-férias.

Essa síndrome é caracterizada por um conjunto de sintomas e sinais que podem acompanhar esse período de readaptação do relógio biológico e de reajuste do ritmo de vida na volta às aulas. Tristeza, apatia, sono, irritabilidade, cansaço, falta ou excesso de apetite e problemas de concentração são os sintomas mais comuns, segundo os especialistas. Na grande maioria dos casos  eles desaparecem em poucos dias ou em duas ou três semanas, nos casos mais extremos.

Para prevenir o estresse nesse período, a nova rotina deve ser planejada com tranquilidade e colaboração. Para tornar esse momento mais fácil algumas sugestões podem aliviar o estresse e a tristeza nos primeiros dias e valem tanto para os pais, quanto para os filhos:

  • Evite postura impaciente no trabalho e também a permissividade com as crianças. O melhor é aguardar que a rotina se restabeleça e tentar, como indicam os especialistas;
  • Os pais devem enfatizar o lado positivo de voltar às atividades escolares. Pois, na escola as crianças voltarão a encontrar seus amigos, irão se divertir com eles nos intervalos e retomarão suas atividades extra-escolares preferidas. Agindo com tranquilidade e positivismo as crianças também irão se adequar à sua vida cotidiana e será mais fácil para elas.
  • Separe um tempo para passar com as crianças, nem sempre é possível, mas ler um livro ou um quadrinho, jogar um jogo ou ver um filme calmo antes de dormir pode ajudar a manter o elo familiar e ainda distrai após um dia de trabalho. A retomada da rotina depois das férias não pode implicar não ter mais espaço para o descanso e brincadeira.
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