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Tristeza profunda – o que fazer a respeito

Antes de mais nada, gostaríamos de iniciar este texto dizendo que não existe tristeza profunda o suficiente, que não permita alguém de encontrar a felicidade e de se libertar das situações ou motivos que ocasionam este sofrimento e dor.

Se você está lendo este texto, provavelmente está à procura de ajuda para alguma situação em sua vida com a qual você não sabe lidar, ou talvez se encontre neste estado de tristeza profunda.

Tudo bem, sempre na vida precisaremos de ajuda, e não há nada de mal em externar e procurar auxílio quando é necessário, pois pedir ajuda nunca é um sinal de fraqueza, derrota, ou um incômodo, e sim uma defesa inteligente para se ver livre de algo que incomoda.

É importante ressaltarmos, ainda que seja extremamente repetitivo, que sentir-se triste durante muito tempo não é algo natural. A nossa mente possui defesas que tornam possível reagir às situações que nos entristecem, e nosso organismo acompanha este processo nos deixando mais dispostos e novamente aptos a realizar as nossas tarefas do dia a dia.

Por isso, reconhecer-se neste estado de uma tristeza profunda e duradoura é um sinal que precisa ser dividido com quem ama, compartilhando a forma como você se sente, e o que tem enfrentado durante este período.

Você tem medo de falar sobre sua tristeza profunda, ou acredita ser um incômodo para os outros?

Existem muitas ideias e suposições que nos desestimulam, ou que nos levam ao isolamento. É comum nesta situação sentir-se constrangido ao tentar expressar o que se sente a parentes e amigos, mas, esse obstáculo é facilmente superado, uma vez que você externaliza sua dor.

Outro preconceito que pode lhe parar na tentativa de buscar ajuda, é o receio de procurar um profissional da área de psicologia embasado em alegações como “quem vai a psicólogo é quem tem problema sério”, ou argumentações que o façam acreditar que o seu problema se trata de uma fraqueza pessoal.

A tristeza profunda pode ser um sinal do seu corpo alertando que a sua saúde emocional não está em conformidade. Não tenha medo de procurar um psicólogo. Ele não irá te julgar, e dará direcionamentos que o ajudarão a compreender a natureza do que você tem passado, e também sugerir formas para que você lide melhor com a sua tristeza.

Vamos agora descrever alguns comportamentos e ideias para que você ponha em prática e supere a tristeza que tem te impedido de  viver bem, e também para que você possa desenvolver uma vida emocional mais saudável.

Atividades físicas

Pôr em ordem os horários e dedicar-se a uma atividade física ou um esporte traz benefícios para o seu corpo e mente. As atividades e exercícios estão diretamente ligadas a produção das “substâncias do prazer”, tais como a dopamina, noradrenalina e serotonina.

Estas substâncias normalmente se encontram em níveis muito baixos no organismo de pessoas que estão tristes ou deprimidas há muito tempo. Por isso, a prática de esportes e atividades físicas regulam o nosso organismo no que tange aos níveis necessários delas, e fornecem uma proteção fisiológica eficaz contra doenças como a depressão.

Ajude outras pessoas

Parece ser algo incoerente, uma vez que você acredita que você pode ser o necessitado de ajuda, mas existe um segredo valioso ligado a esquecer um pouco de si, e cuidar de alguém.

Todas as vezes que prestamos atenção no que está fora, tiramos um pouco o foco sobre nós mesmos, e com isso aliviamos as tensões e nos colocamos em uma dinâmica diferente da que estávamos acostumados.

Isto fará com que você se sinta útil, e também que olhe seus próprios problemas de forma diferente, uma vez que coisas que pareciam grandes, podem não ser mais tão ameaçadoras.

Trabalhe e crie compromissos para si mesmo

De fato, a ociosidade é uma terrível auxiliadora para a sua tristeza profunda. Não é à toa que a máxima conhecida por nossos avós “mente vazia é oficina do diabo”, possui algum sentido verídico.

Estar desocupado permite que estejamos revisitando constantemente as nossas tristezas e problemas, e este tempo desperdiçado deveria dar lugar a atividades que o fariam estar focado em outros contingentes, e por tabela o levaria a produtividade e ações que lhe trariam satisfação e bem estar. Ser útil para si mesmo e para os outros é uma grande arma contra a tristeza.

Coloque ao seu redor quem te ama e quer te ajudar

De fato, um dos melhores antídotos para a tristeza, a dor e o sofrimento, é o afeto. Estarmos rodeados de quem se importa com a nossa vida e quer nos fazer bem. Por isso, converse com seus amigos e parentes, desenvolva atividades interessantes com eles, os insira em suas dificuldades, não tenha receio de pedir “colo” a quem você se sente confortável e tem intimidade. O afeto faz bem e o ajudará a esquecer as sensações ruins e a tristeza que o aflige.

Aceite as coisas que te entristecem

Sei que parece contraditório, mas às vezes o que precisamos é viver o nosso momento de dor e aceitá-lo. Tente não se julgar durante esse período, e não use de artifícios, principalmente coisas que você não faria, para tentar se sentir melhor.

Dividia o que você sente com seus amigos e parentes e a forma com que você tem pensado. Continue a desenvolver as atividades que são construtivas para a sua vida, mas vivencie os momentos de tristeza sem tentar fugir deles a qualquer custo. Tudo ficará bem assim que o tempo necessário para a compreensão dos fatos passar.

Esteja certo que tudo realmente vai ficar bem, que para todo sofrimento existe um período de dor e um período de cura, e é necessário que vivamos estes com resiliência e esperança. E se você não estiver conseguindo lidar com o que está vivenciando, a melhor atitude é procurar a ajuda de um profissional, e comunicar aos seus amigos sobre esta decisão. Você merece ser feliz, e com certeza achará a sua felicidade.

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Conheça a chave de como ser feliz

É incontável a quantidade de livros que falam sobre como ser feliz, e é incrível que com o passar do tempo a busca pela felicidade tem sido mistificada, comercializada e sinalizada como um produto que pode facilmente ser comprado na prateleira de qualquer livraria. Manuais falam sobre a “conquista” da felicidade, e apontam o caminho do pote de ouro que certamente estará no final do arco íris. Longe das fórmulas mágicas e charlatanismos,  gostaríamos de lhe fazer uma pergunta: você sabe como ser feliz?

A busca sobre como ser feliz tem se tornado uma pesquisa séria

Uma da maiores faculdades do mundo, a Universidade Harvard, tem avançado na pesquisa sobre como ser feliz, e seus alunos já estão tendo a oportunidade de experimentar um curso destinado a corrente da psicologia conhecida como Psicologia Positiva. Corrente  amplamente aceita e presente no estudo da psicologia ao redor do mundo atualmente. O curso de Psicologia Positiva da Universidade de Harvard é lecionado pelo professor israelense  Tal Ben-Shahar, um especialista da área que apelidou a Psicologia Positiva como a “Ciência da felicidade”.

O professor afirma de forma veemente que a fórmula de como ser feliz pode ser aprendida, e a sua assimilação se dá como em qualquer outra atividade: um esporte, tocar um instrumento ou habilidades intelectuais. O professor alega que, assim como nessas outras atividades anteriormente citadas, é necessário prática e conhecimento técnico para que se desenvolva a capacidade de ser feliz. Ben-Shahar ainda desenvolveu um lema que correu o mundo, e também está presente em um de seus Best-Sellers (Being Happy): Não é preciso ser perfeito para se levar uma vida mais rica e feliz.

Segundo Ben-Shamar, a maior chave para se obter êxito em descobrir como ser feliz, reside na capacidade de aceitar a própria vida tal como ela é, tal conceito, segundo o mesmo trará a liberdade da necessidade de sempre ser vitorioso, e das expectativas ligadas a um perfeccionismo exagerado e irrealista. Brilhantemente, o professor Ben ressalta: é justamente a expectativa de sermos completa e perfeitamente felizes que não permite que o sejamos.

Pensando neste conceito de permitir-se não ser perfeitamente feliz, e abdicar desta busca insana, que podemos desfrutar das mínimas coisas que nos trazem prazer, conforto e satisfação.

Quais os passos para ser feliz

Sabendo que devemos aceitar os revezes trazidos pela vida e encontrar paz e tranquilidade no que temos, o que devemos fazer para que essas buscas desnecessárias parem de nos atormentar e roubar a nossa felicidade?

Vamos mostrar agora alguns simples passos que podem ajudá-lo a desligar-se das expectativas exageradas e escravizadoras.

Torne as coisas mais simples em sua vida

Muitas vezes travamos uma competição contra nós mesmos, e aceleramos o processo de nossas atividades profissionais ou do lar, na busca de um perfeccionismo que acreditamos que nos trará satisfação. Livre-se dos excessos, foque a sua energia no que realmente importa, nas atividades essenciais. Normalmente quem quer fazer muitas coisas e ao mesmo tempo, pretendendo ter um bom desempenho em toda elas, não conseguirá atender a nenhuma das duas propostas. Por isso, faça o pouco mas faça bem feito, isso lhe trará satisfação.

Comece a praticar algum esporte

O nosso cérebro necessita produzir endorfina e algumas outras substâncias naturais de nosso organismo, responsáveis por nos “nutrir” de felicidade. Estes hormônios produzidos por nosso cérebro, são também responsáveis por suprimir a sensação de dor e gerar prazer. Muitos esportistas já descobriram o quanto as suas vidas mudaram em qualidade psicológica desde que iniciaram as suas carreiras, e podem de forma verídica comprovar a máxima que diz “mente sã, corpo são”.

Entenda que todas as coisas possuem um término

Se você constantemente se vê revisitando momentos e desejando que eles possam ser revividos, provavelmente você não estará atento às coisas boas que acontecem no presente . Este tipo de comportamento gera expectativas sobre um futuro que pode não acontecer (criando assim um possível sentimento de frustração), ou uma nostalgia que não permite a objetividade necessária para se viver o agora e construir novos planos para o futuro.

Se perdoe!

Cometer erros é o caminho natural de todo ser humano para que se consiga realizar acertos. Aceite as emoções negativas, pois elas são parte da vida e não temos como fugir disso. Mas, ao mesmo tempo, não permita que elas lhe aprisionem em uma visão sobrecarregada e depreciativa sobre si mesmo. É visto em diversos estudos que o perdão tem um efeito restaurador em nossas vidas, e é observado que em pessoas com baixa capacidade de perdoar aos outros e a si mesmo, são muito mais comuns casos de doenças como a ansiedade e a depressão.

Dedique-se a ideais, não somente a atividades

O ser humano desenvolve auto defesas importantíssimas quando compreende que a sua existência possui uma motivação maior, que ele é necessário e importante para a sociedade ao seu redor, e quiçá, para o próprio mundo. Observe quais são as suas habilidades naturais e identifique quais suas possíveis aptidões. Escolha suas atividades e até mesmo a sua carreira profissional compreendendo que estas escolhas podem fazer a vida de outrem ainda melhor. Através disso, você encontrará satisfação e felicidade.

A nossa felicidade está diretamente relacionada ao nosso estado mental, e por muitas vezes acreditamos que a mesma está atrelada a estímulos exteriores. Os mesmos podem colaborar para lhe ocasionar bons momentos e até mesmo o prazer, mas jamais serão os responsáveis pela a sua felicidade. Cuide do seu interior, e procure não se cobrar a ponto de que cada falha seja motivo de um grande desânimo.

A felicidade não é algo a se conquistar, mas sim algo a “ser”. Se essas dicas te ajudaram a refletir e fugir das situações que roubam a sua felicidade, ou caso queira ter um acompanhamento especializado para te auxiliar a percorrer os caminhos que te levarão a ser feliz, fale com um de nossos especialistas.

Conheça nossos tratamentos aqui.

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Suicídio: Vida e morte de mãos dadas

A morte é algo que nos assusta, e o suicídio como negação concreta da vida, nos choca! Mas será que o “fim” mais terrível só acontece por não termos tido a coragem de dar “fins” para o que não nos servia mais?

De acordo com um provérbio espanhol, “Quem vive bem morre bem, quem vive mal morre mal”. Se o escuro dá sentido ao claro e o fraco ao forte, então a morte dá sentido à vida. Na mesma proporção que a vida é nosso bem maior, a morte é nossa certeza maior. Mas na nossa cultura, a morte nos é escondida e falar sobre ela nos parece até ofensivo e, por consequência, não apreendemos sobre o verdadeiro valor e significado da vida.   

A morte não é só física

Ao longo da minha prática clínica como psicóloga, percebo que vida e morte caminham juntas. A morte física visível nos agride, mas ignoramos as muitas mortes psíquicas, invisíveis, e nos “matamos” quando não temos a coragem de colocar um fim no que não nos serve mais. Ou seja, quando atuamos buscando perfeições e aprovações, quando copiamos ou repetimos modelos sem questionarmos se nos são válidos, quando nos mantemos em relações afetivas fracassadas e nocivas ou quando o dever se impõe em nossas vidas e o prazer deixa de existir ou é vivenciado com culpa. Mas se muitas vezes a razão nos engana, o corpo não admite as enganações. Ele tudo registra, tudo guarda, tudo processa. Seja o enfrentamento de uma doença, a perda de alguém querido, um desemprego, ou outra perda qualquer.

Como consequência do conflito entre o que o corpo sente e o que a razão não dá conta, travamos uma guerra interna, que aumenta nosso estresse, que apresenta sintomas como uma depressão, ansiedade, ou outro transtorno que alimenta nas nossas entranhas um monstruoso sofrimento. E como se estivéssemos no centro de um furacão, experimentamos uma explosão de emoções como medos, angústias, inseguranças e tantas outras, que vão nos encurralando em um “beco sem saída” e “nosso mundo” fica pequeno, apertado, sufocante e sufocado, e matar “o corpo que sofre” pode parecer a única opção para acabar com a “dor de existir”.  Ou será a “dor de não existir”?

Escolha viver, ponha um fim no que não te faz bem!

Nossas vidas não se limitam a uma doença ou a um coração partido ou a um desemprego ou a outra perda qualquer. Precisamos entender que as perdas também fazem parte da vida, pois quando chegamos ao mundo, nosso cronômetro já está ligado: perdemos “o ninho seguro”, a infância, a inocência, a pele tenra, os dentes, entes queridos, empregos, amigos e tantas perdas mais! Que possamos nos permitir as dores do perder, para que não engulamos e sufoquemos nossas dores mais íntimas, caminhando em um mundo de faz de conta; que possamos desconstruir crenças e papéis quando estes não têm mais serventia, que não tenhamos que ser fortes e persistentes apenas para atender à uma sociedade que nos cobra. Mas que possamos ser fortes para lutarmos pelo o que acreditamos e assim podermos deixar para trás as âncoras que nos aprisionam, entendendo que a morte física inevitavelmente chegará e que enquanto ela não chega, podermos experimentar a vida com todo o seu esplendor de sentidos e paradoxos, com altos e baixos, dores e prazeres, ganhos e perdas, estando plenos na nossa caminhada e comprometidos com o nosso evoluir.

Logo, não vamos esperar que a dor simplesmente acabe. Não vamos empurrar para “baixo do tapete” algo que, quanto mais cedo for cuidado, menores serão os danos.  Pois, como afirmou Carl Gustav Jung, médico suíço, “A vida não vivida é uma doença que pode levar à morte”. Dê um fim ao que não serve mais! Escolha viver!

“Só aquilo que somos realmente tem o poder de curar-nos.” (JUNG)

¹ Os profissionais como psicólogos e psiquiatras ajudam no enfrentamento das dores psíquicas.
² Os sintomas geralmente são alertas de que algo não vai bem, que algo não serve mais, que algo precisa ser olhado, cuidado e modificado.

Dra. Ana Cristina Mascarenhas

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Ideação suicida, nunca minimizar!

Pode acontecer que a declaração de intenção de cometer um suicídio seja uma chantagem emocional, uma regressão, uma forma de chamar e ganhar atenção sobre si mesmo? Pode ser uma forma de obter afeto ou até mesmo algo material? Pode! Mas quem estará disposto a pagar pra ver?! Portanto, o melhor mesmo é não minimizar uma ideação suicida.

A ideação suicida é um pedido de socorro!

A ideação suicida é um grande pedido de socorro, seja porque o indivíduo não enxerga mais sentido na vida, seja porque queira acabar com o sofrimento. Muitas vezes os pensamentos estão tão confusos, que se perde a noção do ato praticado.

Existem várias causas para o suicídio, desde os problemas existenciais mais complicados até as psicoses, em que as pessoas ouvem voz de comando ordenando que elas se matem. São em momentos como esses, em que os pensamentos estão muito confusos, que o juízo  e discernimento de realidade são ofuscados e podem levar o indivíduo a cometer atos imutáveis. Contudo, este breve comentário não tem a intenção de analisar a questão de forma técnica, e sim apresentá-la sobre um olhar humanista.

Saiba mais sobre os tipos de depressão e como lidar com esse distúrbio.

É possível evitar um suicídio?

Sabemos hoje que (dada as devidas proporções) existe certa predisposição para ideações suicidas. Entretanto, se até a genética, que antes víamos como imutável, pode ser modificada pela epigenética, por que então não seríamos capazes de modificar uma ideação suicida?

É sobre este questionamento que está o papel das pessoas que estão em torno dos indivíduos que alimentam esses pensamentos. A família, os amigos, os colegas de trabalhos, todos estão aptos a perceberem e atuarem como suporte de apoio nessas circunstâncias, desde que existam dois sentimentos básicos, amor e empatia. Não uma empatia de ser socialmente simpático, mas uma empatia de se colocar no lugar do outro, de percebê-lo.

Não existe uma forma determinada ou uma fórmula para se fazer isto, ela surgirá na hora, à medida em que criarmos empatia pelo outro, que nos colocamos em seu lugar, levando em conta seus sentimentos e suas crenças.

Lembre-se, ninguém é infalível, se a gente agir com sentimento, com emoção e com compaixão, os caminhos se abrirão. E se no final não conseguirmos impedir, ficará a consciência de que se tentou fazer o melhor, pois ninguém é onipotente.

Seja no estágio inicial da ideação suicida, ou após o acontecimento do ato, a ajuda especializada será essencial como suporte para enfrentar esse momento.

Dra. Telma de Oliveira (Psiquiatra)

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Sintomas de depressão – Para quais sinais devemos ficar alerta?

É muito possível que você já tenha participado de uma conversa cujo assunto tenha sido os sintomas de depressão, ou sobre a depressão de forma genérica. E realmente são muito comuns as especulações feitas sobre o assunto e suas complicações, mas, de fato, pouquíssima informação verídica e construtiva é disseminada nas conversas entre amigos e nos “achismos” espalhados na internet.

Esta quantidade de informação equivocada espalhada tem sido responsável por incidentes lamentáveis e prejudiciais para o bem estar de quem convive com alguém depressivo, e obviamente para o próprio paciente. Os sintomas de depressão por muitas vezes são confundidos com a sintomática de outra patologia, assim piorando as confusões feitas sobre a doença.

Estudos indicam que cerca de 16% da população do mundo inteiro já sofreu com a depressão ao menos umas vez na vida. Tais estudos tiveram seu início no ano de 1920, e neste mesmo período, os relatórios já indicavam que, devido a fatores biológicos, as mulheres possuem o dobro de chances, em relação aos homens, de se tornarem depressivas. De acordo com a OMS (Organização mundial de saúde), até o ano de 2020 a depressão será a segunda maior causa de mortes por doença no país, perdendo apenas para as doenças cardíacas.

Porém, antes de falarmos sobre os sintomas da depressão vamos entender melhor o que é essa doença.

O que é depressão?

Ao contrário do que normalmente pode se pensar, a depressão nem sempre está ligada a tristeza, mas é comum que indivíduos depressivos sintam-se tristes por longos períodos, e que essa tristeza se apresente de forma muito mais intensa do que a sentida em uma situação “verídica”. Entende-se como natural a tristeza advinda de motivações reais e palpáveis, como a morte de um ente querido ou ruptura de um relacionamento duradouro, mas sentir-se triste sem motivos aparentes é algo anormal.

Fisiologicamente explicando, a depressão é um desequilíbrio do cérebro. Porém, apesar de também se tratar de uma doença com características físicas, a mesma não pode ser solucionada apenas com medicamentos, pois fôra ocasionada por uma soma de fatores psicológicos, sociais e biológicos. De forma sucinta: a forma com que você se relaciona com o mundo pode ser responsável pelo aparecimento da doença.

O suicídio

Como vimos acima, segundo os estudos feitos sobre a depressão, até 2020 esta será a maior causadora de mortes por doença no Brasil. Um dado assustador, principalmente pelo fato de que se houvesse conscientização e maior divulgação sobre o tema, este índice poderia ser reduzido drasticamente.

Esta informação é extremamente assustadora, e também nos alerta sobre o fantasma do suicídio, apontando para uma estatística assombrosa que poderá ser reduzida ou evitada, através da conscientização do povo.

Outro fator importante é a desmistificação relacionada a culpabilização direcionada a pessoas com depressão. Na tentativa de ajudar o outro, muitas pessoas intensificam fatores estimulantes à depressão, como minimizar as dores do outro ou compará-las com dores e acontecimentos de outras pessoas. Um grande exemplo é quando compara-se dificuldades e problemas, como “você tem tudo na vida, não há porque ficar triste, veja que aquela pessoa está passando por coisas bem piores que vocês”. É preciso respeitar a dor do outro para então poder ajudá-lo.

Fique alerta aos sintomas de depressão!

As tentativas de suicídio e sua reincidência na maioria das vezes  estão vinculadas a violentas doses de sofrimento, desespero e angústia, e tais fortes emoções se devem à crises de natureza afetiva ou situações de grande conturbação mental, tendo como sintomas de depressão delírios ou uma psicose num estágio bastante agudo.

É importante sabermos que o comportamento suicida em geral surge na decorrência de doenças psicológicas não tratadas, e tem crescido de forma assustadora entre pessoas antes dos 30 anos de idade. Ultrapassando os índices de morte por HIV, estima-se que o comportamento suicida tem afetado mais que a marca de 12 mil pessoas por ano no Brasil.

Vamos agora a uma listagem de possíveis comportamentos depressivos que podem indicar um comportamento suicida.

Mudança de comportamento repentina

Uma pessoa que esteja pensando em suicídio pode comportar-se de forma muito diferente do seu habitual, expressando-se de formas diferentes, com linguagens incomuns , e até mesmo perdendo a capacidade compreender o senso de humor em conversas. Também é comum que comece a se envolver em atividades perigosas, como  uso de drogas e a direção em alta velocidade.

Demonstrar grande tristeza e preferir se isolar

Estar triste por longos períodos é comum em estágios avançados de depressão, bem como também a falta de vontade de socializar. Alguém que a todo momento demonstra preferir se isolar pode ser um indício perigoso que aponta um comportamento suicida.

É muito comum que nesse estágio que a pessoa com  depressão não consiga perceber que está em um processo depressivo, e pode atribuir a si mesmo a incapacidade de socializar e a forma deprimida com que se sente. A frustração que essas percepções trazem podem causar desânimo, desmotivação, e a falta de vontade de viver.

Tratar de assunto não concluídos

É um tipo de atitude bem comum em pessoas que já planejam o suicídio. Este comportamento se manifesta na presença de  pessoas que não se vê há muito tempo, o pagamento de dívidas de longa data, ou simplesmente a entrega de objetos pessoais muito estimados como presentes. É importante procurar se existe alguma carta ou mensagem sendo escrita para após o suicídio, que neste estágio é possível que a mesma já esteja sendo desenvolvida.

Tranquilidade instantânea

Demonstrar grande tranquilidade e paz superficial, após um longo tempo de isolamento, tristeza ou ansiedade, é um indício alarmante do comportamento suicida. Este tipo de estágio se caracteriza quando a pessoa depressiva acredita ter encontrado a resposta para as suas dores e problemas através do suicídio.

Esperamos ter ajudado a você caso esteja procurando informação para ajudar um parente, um amigo, ou até mesmo o seu parceiro(a). Ou se você identifica algum desses sintomas de depressão em você mesmo, não se desespere, conte a quem você ama e procure por auxílio profissional. Através do tratamento adequado e da colaboração das pessoas mais próximas, esse quadro pode ser revertido e uma vida pode ser salva.

Saiba mais sobre os tipos de depressão e como lidar com esse distúrbio aqui.

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Setembro Amarelo: Mês da Prevenção ao Suicídio

O suicídio é um fenômeno social devido ao impacto que ele provoca nos familiares, amigos e na sociedade como um todo, considerando a relação Homem-Sociedade defendida por Durkheim, o suicídio pode ser considerado uma ação pública com efeitos privados, visto que não é o indivíduo que se mata e sim a sociedade através dele.

Números e estaísticas

O suicídio é um tema que mobiliza por significar a interrupção do ciclo da vida. Estudos comprovam que o ato suicida é crescente e as pesquisas não apontam procedimentos eficazes para contê-lo. Contudo, o manual do suicídio de Neury Botega oferece aos profissionais da área de saúde, mecanismos para identificarem a ideação suicida, na tentativa de reduzir o número de suicídios no Brasil – 32 / dia.

Segundo dados da OMS (2014) mais de 800 mil pessoas cometem suicídio no mundo a cada ano. A cada 40 segundos uma pessoa, e estima-se que para cada pessoa que consegue realizar o ato de matar-se, vinte tentam e não conseguem. É a segunda causa de morte entre pessoas com 15 a 29 anos.

Motivações que levam ao suicídio

Para Marback e Pelisoli (2014), o comportamento suicida envolve ideação, planejamento, tentativa e suicídio propriamente dito, comportamentos em geral motivados por crenças de desesperança, caracterizada por uma visão de futuro vazio, sem perspectivas.  

A Comissão de Prevenção de Suicídio da Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP (2009) chama atenção para as situações de vulnerabilidade como a depressão, isolamento social, crise conjugal e familiar e outros transtornos psíquicos.

Contudo, deve-se observar que a vinculação do ato suicida, como regra, à um transtorno mental, é uma forma de reduzir o sofrimento, a angústia e a desesperança à falta de saúde mental, como se a falta de perspectivas e sentido para o indivíduo continuar vivo pudessem ser enquadradas.

Essa leitura reducionista poderia aquietar a sociedade e o tema suicídio deixaria de ser discutido por outras questões e perspectivas, sendo vinculado apenas aos transtornos mentais, rotulando, ainda mais, as pessoas que o cometem.

Prevenção e posvenção do suicídio

Nós psicólogos devemos estar vigilantes e perceptivos a qualquer sinal de angústia e desesperança, visando organizar os pensamentos negativos das pessoas que, por ventura, apresentem sinais de ideação suicida, ressignificando as suas distorções cognitivas, agindo preventivamente e defendendo a ideia de que a saída para o sofrimento está na própria vida.

Se não for possível evitar essa decisão, a posvenção precisa ser realizada com o empenho necessário aos familiares dos que se foram e, principalmente, aos sobreviventes de si mesmo.

 

Iêda Domitilo

Psicóloga, Esp. em Psicologia Clínica: TCC, Esp. em Administração de RH.

 

Veja também:

Falar sobre suicídio pode aumentar os índices?

Cansei de viver ou não estou dando conta de sofrer?

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Você sofre com carência afetiva? Descubra o que fazer!

É normal que as pessoas busquem pelo carinho e atenção daquelas que as circundam. Ter necessidade de contato e demonstração de emoções, são características que fazem parte da própria evolução do ser humano, pois foi o estreitamento das relações afetivas que garantiu a sobrevivência da espécie frente a predadores, além de permitir o desenvolvimento de uma complexa célula social. Contudo, a carência afetiva é uma busca incessante por carinho e atenção, de maneira a criar uma dependência direta com o estado de ânimo, humor e até mesmo a saúde física daqueles que a sentem.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope, por encomenda da empresa Johnson & Johnson, cerca de 62% dos brasileiros considera o afeto como fundamental para as suas vidas. Ainda, 28% dessa população afirma nunca ter recebido nenhum tipo de carinho.

Que saber quais os principais fatores que provocam a carência afetiva, seus principais sintomas e como evitá-la? Então continue lendo o post e descubra agora mesmo!

O que provoca a carência afetiva?

A carência afetiva pode ser organizada de acordo com as suas diversas fontes. Normalmente ela está ligada às relações familiares desenvolvidas desde a primeira infância, nas quais as percepções de carinho e atenção ainda não estão completamente desenvolvidas, mas podem deixar sequelas para toda a vida.

O que acontece é que, muitas vezes repetimos os padrões com os quais nos condicionamos desde essa fase, sejam eles comportamentais ou mentais. Assim, as dificuldades que enfrentamos na convivência com  pessoas que estiveram presentes em nossa infância , reverberam no nosso comportamento e na nossa afetividade quando adultos.

Essa sensação de dependência emocional pode afetar vários aspectos da vida, desde as relações interpessoais, amorosas e profissionais, até a própria auto estima da pessoa carente.

Cuidados excessivos, falta de independência com relação a atividades rotineiras e pouca responsabilidade durante a criação de crianças e adolescentes também pode gerar adultos carentes emotiva e afetivamente.

Quais os sintomas da carência afetiva?

Vários são os sintomas que podem determinar se uma pessoa sofre de carência afetiva. Contudo, o que é realmente necessário, é prestar atenção em fatores que estejam atrapalhando a independência do indivíduo, bem como suas relações sociais.

Vamos citar aqui alguns desses principais sintomas. Caso você se identifique com eles, procure um de nossos profissionais para ter ajuda especializada.

Necessidade de atenção

A sensação de dependência e carência emocional confere à pessoa carente a percepção de que é “invisível”, não notada pelos outros. Com isso, ela desenvolve uma necessidade de chamar a atenção de várias formas, seja positiva ou negativa.

Isso pode afetar diretamente o comportamento da pessoa, levando até ao uso de drogas e álcool, para se sentir menos inibida, querida e centro das atenções.

Tendências submissas

Ter tendência à submissão pode demonstrar uma grande carência afetiva das pessoas. Isso acontece, pois, essa sensação procede da percepção de inferioridade por parte do carente afetivo, o que o leva a ser submisso para não desagradar a pessoa que é objeto de sua carência.

Receio em desagradar as pessoas

Devemos ter cuidado para não magoar as pessoas que nos rodeiam com frases duras e entender suas individualidades e sentimentos. Contudo, a pessoa carente se anula completamente com medo de desagradar quem a rodeia e ficar sozinha.

Ciúmes em excesso

Ciúmes são naturais em quaisquer tipos de relacionamentos, mas em excesso podem causar grandes desgastes tanto ao objeto do ciúmes, quanto à pessoa que o sofre. Por isso, esse sentimento em excesso é muito prejudicial para qualquer pessoa e demonstra uma alta carência afetiva.

Medo de ser solitário

Como já dito antes, a raça humana evoluiu para viver em sociedade e a solidão pode levar a vários problemas de auto estima, e, até interferir na produção hormonal e humor das pessoas. Contudo, ter muito medo de ser solitário é um sinal de uma carência afetiva exacerbada.

Muitas vezes, a pessoa que tem medo de ser solitária tem vários amigos, parentes e não está realmente só, mas possui a sensação que sem o objeto da sua carência, ela está completamente sozinha e abandonada.

Dependência do outro para ser feliz

A sensação que depende do outro para ser feliz é muito prejudicial para ambos componentes de um relacionamento. Todos os sintomas citados anteriormente convergem para essa dependência, muito prejudicial para todos os aspectos da vida das pessoas.

Como evitar a carência afetiva?

Saber identificar que sofre de carência afetiva é o primeiro passo na busca para se livrar desse mal que alcança tantas pessoas atualmente. Por isso, após essa primeira fase, descubra qual a fonte desse problema e busque maneiras de combatê-lo.

Vamos citar aqui as principais atitudes que as pessoas que buscam se livrar ou evitar a carência afetiva devem seguir para sentir-sem mais plenas.

Aproveite a sua própria companhia

Saber valorizar momentos e atividades que fazemos sozinhos é crucial para evitar a carência emocional. Sentir-se completo consigo mesmo, sem a dependência contínua da presença alheia nos faz sentir mais completos e independentes.

Programas como ler um livro, assistir a um filme e até fazer viagens sozinhos é importante para nos conhecermos melhor e saber nossos limites. Assim, podemos também aproveitar os melhores momentos das nossas companhias sem a carência afetiva atrapalhando.

Valorize-se mais

Elogie-se, arrume-se, faça exercícios, busque ver o melhor de si próprio sempre. A auto estima é uma grande aliada contra a carência afetiva. Ver em si várias qualidades e aprender a amar até os próprios defeitos, é um dos maiores passos que uma pessoa carente pode dar, principalmente por suas tendências negativistas com relação à si mesmo.

Não se relacione por carência

Caso você tenha tido um relacionamento no qual a carência afetiva foi a “protagonista”, não cometa o mesmo erro com outra pessoa. Antes de relacionar-se novamente, cuide de você, da saúde, aparência e se aproxime dos amigos e família.

Só após um “período de luto”, autoconhecimento e independência afetiva, busque relacionar-se com alguém de forma plena, evitando reincidir nos erros cometidos.

Busque ajuda especializada

A terapia, autoconhecimento e, em alguns casos, auxílio psiquiátrico, é muito importante para o tratamento da carência afetiva. Buscar um profissional especializado pode ajudar a pessoa que sofre dessa dependência a encontrar gatilhos que a ajudem a curar-se de forma mais rápida e completa.
Descobriu que sofre esse transtorno e quer diminuir sua carência afetiva? Então agende uma consulta conosco agora e comece o seu tratamento.

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tratamento de depressão

Você conhece os diferentes tratamentos de depressão?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão afeta cerca de 4,4% da população mundial. Já o Brasil, é líder na prevalência desse mal em toda a América Latina: quase 6% da população brasileira sofre com o problema (11,5 milhões de pessoas). E isso ocorre, em suma, porque a maioria das pessoas não conhece os tratamentos de depressão disponíveis atualmente.

A depressão é uma doença silenciosa e, caso não seja tratada, em casos extremos, ela pode levar ao suicídio. Por isso, é importante superar o preconceito que ainda a rodeia.

Então, se você ou alguém próximo tem apresentado sinais como mudança do sono, introspecção, sentimentos oscilantes, dentre outros, e desconfia que possa estar desenvolvendo um comportamento depressivo, procure ajuda especializada imediatamente.

Listamos abaixo alguns tratamentos de depressão existentes, suas principais recomendações e técnicas. Continue lendo e confira.

Psicologia (Psicoterapia)

A Psicologia, ou psicoterapia, é considerada um processo de autoconhecimento. Ela é exercida por psicólogos especializados na cura da mente humana (psique), tanto sua parte consciente quanto inconsciente.

O tratamento de depressão baseado na psicoterapia, consiste em escutar os problemas e conflitos do paciente no ambiente clínico, criando um diálogo para pôr em perspectiva suas dificuldades e angústias, ajudando-o a traçar um planejamento para lidar com elas.

Assim, estimula-se o equilíbrio psíquico, físico, mental, emocional, espiritual e social do indivíduo, apoiando-o para que o indivíduo alcance a sua harmonia.

Análise Bioenergética

A análise – ou psicoterapia – bioenergética utiliza a integração entre a mente e o corpo no tratamento de depressão. De acordo com essa linha terapêutica, sentimentos reprimidos na infância geram tensões musculares no indivíduo e afetam a sua relação pessoal e interpessoal.

Assim, essa análise utiliza técnicas para estimular a expressão de sentimentos do paciente, com o objetivo de quebrar bloqueios físico-emocionais, como exercícios e toques corporais.

Psicanálise

A Psicanálise é um campo de investigação da mente humana proveniente da medicina. Ela foi criada no Século XIX pelo neurologista austríaco, Sigmund Freud. Considerada uma prática médica e não uma ciência, ela utiliza, entre outras técnicas, a hipnose.

O objetivo dessa terapia é trazer ao consciente do paciente situações, memórias e traumas passados, presentes em seu inconsciente, mas que afetam diretamente a sua vida. Assim, o próprio indivíduo passa a conhecer as causas dos seus problemas para agir sobre elas.

Em tratamento de depressão, essa técnica pode ser eficiente para a descoberta de problemas relacionados à infância e traumas comportamentais, que podem ter relação direta com o desenvolvimento da doença, como o bullying.

Terapia Junguiana

A terapia Junguiana, também chamada de analítica, foi criada no início do século XX, a partir das ideias e estudos sobre o inconsciente humano do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung.

Análise Bioenergética

A análise – ou psicoterapia – bioenergética utiliza a integração entre a mente e o corpo no tratamento de depressão. De acordo com essa linha terapêutica, sentimentos reprimidos na infância geram tensões musculares no indivíduo e afetam a sua relação pessoal e interpessoal.

Assim, essa análise utiliza técnicas para estimular a expressão de sentimentos do paciente, com o objetivo de quebrar bloqueios físico-emocionais, como exercícios e toques corporais.

Psicanálise

A Psicanálise é um campo de investigação da mente humana. Ela foi criada no Século XIX pelo neurologista austríaco, Sigmund Freud. Considerada uma prática médica e não uma ciência, ela utiliza, entre outras técnicas, a hipnose.

O objetivo dessa terapia é trazer ao consciente do paciente memórias passadas, presentes em seu inconsciente, mas que afetam diretamente a sua vida. Assim, o próprio indivíduo passa a conhecer as causas dos seus problemas para agir sobre elas.

Em tratamento de depressão, essa técnica pode ser eficiente para a descoberta de problemas relacionados à infância e traumas comportamentais, como o bullying.

Terapia Junguiana

A terapia Junguiana, também chamada de analítica, foi criada no início do século XX, a partir das ideias e estudos sobre o inconsciente humano do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung.

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Eu tenho ansiedade? Confira os sintomas do transtorno

 

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é a nação campeã em pessoas que sofrem algum tipo de transtorno de ansiedade: mais de 9% da população do país.

Esse mal já é considerado um problema sério de saúde pública no mundo, afetando diretamente os gastos públicos no setor e índices econômicos, pois causa queda de produtividade e concentração nos indivíduos acometidos por ela.

A ansiedade é caracterizada por sentimentos exacerbados de antecipação com relação à um fato que pode acontecer no futuro. Isso gera medo e tensão, que se refletem de forma psicológica e até física, como a aceleração dos batimentos cardíacos, dentre outras sintomas.

Ela se torna um transtorno quando essa sensação se repete com muita frequência ou por longos períodos, afetando diretamente a vida e o convívio social das pessoas.

Se você se pergunta continuamente “eu tenho ansiedade?” e que saber mais sobre o assunto, continue lendo esse post e descubra tudo que é preciso sobre tal transtorno, seus sintomas, tipos e tratamentos!

Como saber se eu tenho ansiedade?

Medo e ansiedade são sentimentos completamente normais para os seres humanos. Foram eles que fizeram com que nossos ancestrais se dessem conta dos perigos do mundo das cavernas.

Assim, eles fabricaram armas, se organizaram em vilas e cidades para se proteger melhor. Isso cooperou no desenvolvimento das sociedades durante a história do homem.

Contudo, quando a ansiedade contínua atrapalha a vida do indivíduo, a ponto de impedi-lo de cumprir certas atividades ou frequentar lugares específicos, ela é considerada um transtorno.

No sentido fisiológico, ela age no nosso corpo como uma reação instintiva e irracional, quase como um reflexo, igual ao ato de se aparar com as mãos em uma queda ou quando protegemos o rosto, caso lancem algum objeto em nossa direção.

Essas ações ativam o chamado Sistema Nervoso Simpático, responsável por ações ligadas ao estresse, como iniciar uma discussão, fugir de uma situação ou local perigoso ou desagradável, dentre outros.

Sintomas da ansiedade

A ativação da área Simpática do nosso Sistema Nervoso, promove a liberação da adrenalina, que promove vários estímulos, tanto físicos, quanto psicológicos. Dentre eles, estão:

  • dificuldade para se concentrar;
  • sensação exagerada de medo;
  • nervosismo;
  • distúrbios no sono;
  • sentimento de descontrole;
  • aumento da irritabilidade;
  • intensificação dos batimentos cardíacos;
  • dificuldade de respirar;
  • sudorese;
  • cansaço;
  • fraqueza;
  • tremores;
  • frieza nas extremidades do corpo (mãos e pés);
  • diarreia;
  • boca seca;
  • náusea;
  • tensão muscular.

Além de todos esses sintomas, o transtorno de ansiedade pode gerar ataques de pânico, o que pode levar a doenças ainda mais graves e que exigem um tratamento especializado contínuo, como a Síndrome do Pânico.

Quais os principais tipos de transtornos de ansiedade?

Os transtornos de ansiedade podem ser classificados em diferentes níveis e tipos de acordo com a sua recorrência, intensidades e outros fatores. Aqui, vamos listar os principais deles, suas características e como identificá-los da maneira correta.

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

O TAG é a preocupação excessiva e contínua sobre vários aspectos da vida de uma pessoa. Ele não possui um gatilho específico para atuar pois a pessoa vive constantemente tensa com tudo que acontece ao seu redor.

Apesar de suas causas exatas ainda não serem conhecidas, esse transtorno tende a atingir mais as mulheres. Entre os outros fatores estão a menopausa, distúrbios na tireoide, propensões genéticas e traumas na infância.

Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)

O TEPT é causado por sinais físicos, mentais ou emocionais que relembram ao indivíduo situações traumáticas vividas anteriormente, como um acidente, violência sofrida, morte de um ente querido, dentre várias situações.

Na memória do indivíduo, aquela situação desencadeia uma sensação de perigo, tanto para si quanto para os que o rodeiam.

Transtorno obsessivo compulsivo (TOC)

O TOC, por sua vez é considerado um transtorno de ordem psiquiátrica e, portanto, necessita de tratamento psicoterapêutico aliado ao medicamentoso. Ele é marcado pela sequência de comportamentos de forma repetitiva, compulsiva e, muitas vezes, obsessiva.

Dentre os tipos mais conhecidos de TOC estão a mania de limpeza obsessiva, organização rígida e exagerada e a ocorrência contínua de pensamentos negativos, agressivos, de cunho sexual ou religioso.

Fobias

A fobia é considerada um medo totalmente ilógico de alguma situação, animal, objetivo ou atividade. Ela normalmente é totalmente ilógica e descolada da realidade, muitas vezes não sendo o objetivo da fobia realmente nocivo ao indivíduo. Entre as fobias mais conhecidas, estão:

  • aracnofobia: medo de aranhas;
  • agorafobia: medo de ficar sozinho em lugares amplos ou públicos;
  • acrofobia: medo de altura;
  • aicmofobia: medo de agulhas;
  • claustrofobia: medo de lugares fechados;
  • catsaridafobia: medo de barata;
  • coulrofobia: medo de palhaços;
  • fobia social: medo exacerbado de lugares públicos ou outras situações de interação social;
  • nictofobia: medo do escuro.

Como é realizado o tratamento contra a ansiedade?

Muitos tratamentos são recomendados para melhorar os problemas provocados pela ansiedade. Contudo, é necessário o acompanhamento de um profissional especializado na área. É ele quem vai indicar, a partir do diagnóstico do transtorno com o qual o paciente sofre, a melhor forma de tratá-lo, com psicoterapia e medicamentos ou não.

Entre os medicamentos tradicionais alopáticos mais usados estão os ansiolíticos, antidepressivos e antipsicóticos, adotados de acordo com o tipo e a intensidade do transtorno.

Existem também os medicamentos e técnicas naturais utilizados para acalmar a ansiedade. Entre elas estão fitoterápicos, florais, chás de ervas especiais, como a raiz de Valeriana e Camomila, sucos, técnicas de meditação respiração e relaxamento, como Yoga e Pilates, além de terapias em grupo e maneiras pessoais para encontrar o relaxamento (como pessoas que usam banhos mornos para tal).

Ficou curioso e se perguntando “será que eu tenho ansiedade mesmo?”. Então confira agora o nosso quiz e descubra se você sofre desse transtorno e qual o próximo passo para tratá-lo!

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Como saber se eu tive um ataque de pânico?

Com o estresse, correria e ritmo frenético da vida moderna, o cotidiano das pessoas mudou completamente comparado ao de seus avós, por exemplo. Somos cobrados a todo o tempo seja na vida profissional, nos estudos, nos objetivos pessoais, família e na nossa aparência. Com toda essa pressão, algumas pessoas chegam ao que consideram o seu limite, com quadros de medo e angústia extremos, e se perguntam: Eu tive um ataque de pânico?

Antes de desesperar-se, é necessário contextualizar essa situação. Só no Brasil, cerca de 18 milhões de pessoas sofre de algum transtorno de ansiedade, o que, em casos agudos, pode levar a quadros de pânico, que assola cerca de 11% de adultos todos os anos. Por isso, é necessário diferenciar os sintomas do transtorno de ansiedade, de crises, como um ataque de pânico e da síndrome de pânico, muito mais grave e delicada.

Neste artigo vamos abordar a diferença entre esses quadros, como diferenciá-los, seus sintomas e indícios, além de orientações de onde e como procurar um especialista para o caso. Continue lendo e descubra.

O que é o transtorno de ansiedade?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), quase 250 milhões de pessoas no mundo sofrem de transtorno de ansiedade. O Brasil é campeão nesse aspecto, com uma taxa três vezes maior que a média mundial: cerca de 9% da população sofre desse mal.

A ansiedade é considerada uma resposta normal e instintiva dos seres humanos, fruto da evolução da espécie, visando defender sua sobrevivência. Ela vem do medo e da percepção de que algo potencialmente perigoso se aproxima, desencadeando várias reações físicas, como aumento dos batimentos cardíacos, maior irrigação sanguínea, da força muscular e promove uma percepção mais aguçada de todos os sentidos.

Isso significa que, ainda na época das cavernas, o medo e a ansiedade serviram como armas para a sobrevivência. Foram eles que fizeram nossos ancestrais fugir ou atacar animais perigosos, andar em conjunto para se protegerem mutuamente, criar armas e, até começar a se abrigar em cavernas, para se protegerem melhor.

O transtorno de ansiedade é evidente quando as situações se tornam frequentes, desproporcionais, duram por muito tempo e afetam o cotidiano e as relações das pessoas. Normalmente, quadros agudos podem causar ataques de ansiedade, os chamados “ataques esperados”. Por exemplo, se alguém tem fobia à sapos, é completamente natural ela se desesperar ao encontrar um.

Contudo, a ansiedade exacerbada também pode levar a outro caso extremo, sem conexão direta à um medo específico ou situação lógica determinada. Esses quadros agudos são chamados de ataques de pânico.

Afinal, eu tive um ataque de pânico?

O ataque do pânico é fruto de uma reação extrema do organismo ocasionada pela ansiedade causada por uma determinada situação, que não necessariamente oferece perigo ao indivíduo.

Apesar de mais comum do que se imagina, a recorrência de crises desse tipo é perigosa para as pessoas, pois podem desenvolver traumas e quadros paranoicos, pelo medo de sentir novamente a sensação anterior. Quadros muito recorrentes desses ataques podem levar ao desenvolvimento da síndrome do pânico.

Abaixo, vamos falar dos principais sintomas e do tratamento para esse quadro.

Principais sintomas dos ataques de pânico

No parâmetro fisiológico, os ataques ou crises de pânico acontecem decorrentes de uma grande descarga hormonal no corpo que causam diversos sintomas, que variam para cada pessoa. Dentre os principais, estão:

  • Sentimento de perigo de forma iminente;
  • aumento na sudorese de forma intensa;
  • intensificação dos batimentos do coração que, muitas vezes, pode ser confundido com um ataque cardíaco, com uma intensa dor no peito;
  • calafrios e tremores no corpo;
  • medo intenso e ilógico da morte ou tragédias;
  • sensação de “perda de controle”;
  • pensamentos de “estar enlouquecendo”;
  • sentimentos de despersonalização, como se a pessoa “saísse de si mesmo”;
  • sentimentos de “irrealidade” com relação à situação vivida;
  • sensação de sufocamento e falta de ar;
  • sensações de formigamento ou dormência, a chamada parestesia;
  • desconforto na barriga;
  • náuseas;
  • tontura, sensação de desmaio e instabilidade;
  • sensação de ondas intensas de calor;
  • sensação de indiferença às pessoas ao redor;
  • hiperventilação;
  • sensação de fechamento da garganta;
  • problemas para deglutir;
  • alterações severas no sono.

Tratamentos para os ataques de pânico

O paciente pode ser considerado passível de ataques de pânico quando dois ou mais dos sintomas descritos acima possam ser observados agindo conjuntamente. Em geral, ataques desencadeados sem motivos aparentes, como fobia real ou perigos eminentes, que tenham sua ocorrência por 10 minutos ou mais e que geram ansiedade e medo com relação a um novo ataque ao paciente, podem ser fortes indícios.

É necessário levar em consideração também se o indivíduo fez uso de substâncias que desencadeiam tais efeitos, como certos medicamentos, álcool e drogas ilícitas. Elas podem ser a causa desses ataques, principalmente em adolescentes, mais suscetíveis por culpa de todas as mudanças hormonais e psicológicas da fase.

Para o seu tratamento, é necessário buscar ajuda de um especialista, que irá indicar qual a abordagem mais adequada para o perfil do paciente e a intensidade das crises. Para alguns, somente a psicoterapia já causa efeitos benéficos e evita o aparecimento de novos ataques. Em outros casos, é necessário associar o tratamento psicoterápico ao psiquiátrico, com a introdução de medicamentos.

Quais as diferenças entre ataque e síndrome do pânico?

Enquanto nos ataques de pânico o indivíduo reage de forma exacerbada à ansiedade causada por um fato ou contexto, na síndrome do pânico essa sensação torna-se generalizada e muito mais recorrente. Em certos casos, ela leva à reclusão social da pessoa, por medo que a situação se repita.

Segundo dados da Universidade de São Paulo (USP), cerca de 10% da população tem a propensão de passar por crises sem causa aparente. Dessas, em média 3,5% podem desenvolver a síndrome do pânico.

As causas concretas dessa síndrome ainda não são claras. Dentre os fatores possíveis de desencadeamento estão fatores genéticos, tendência à irritabilidade constante, o estresse cotidiano e até questões neurológicas, como a maneira como o cérebro assimila e interpreta certos estímulo e contextos.

Em geral, o número de mulheres afetadas pela síndrome do pânico é três vezes maior. Entre as faixas etárias mais atingidas estão jovens recém-saídos da adolescência e adultos com cerca de 30 anos de idade. Seu tratamento deve ser acompanhado de perto por um equipe multiprofissional, composta tanto por psicoterapeuta quanto por psiquiatra, para suporte medicamentoso.

Se você se  fizer a pergunta “Eu tive uma crise de pânico?”, cuide-se e agende consulta com um especialista. Conhecer-se e prevenir-se de complicações que podem afetar o seu bem-estar e qualidade de vida é sempre o melhor caminho!

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