Saiba como identificar a Depressão Infantil

Engana-se quem pensa que a depressão infantil não existe. Ela existe sim e há diversos sinais que podem nos auxiliar na percepção de que algo não está bem na vida emocional dos pequenos.

As pessoas podem confundir tristeza com depressão, mas são duas coisas distintas. A depressão é um transtorno e é preciso acompanhar e tratar o indivíduo, já a tristeza é um sentimento que está presente em nossas vidas e é necessário para  reconhecermos a importância da alegria.

A depressão infantil se manifesta de uma maneira diferente do adulto, uma vez que a criança ainda está formando seu conhecimento interior e moldando o seu próprio jeito de expressar sentimentos. As crianças podem apresentar dificuldades emocionais que atrapalham seu desenvolvimento por não conseguirem externar o que sentem, precisamente. Desse modo, elas acabam se calando e os pais levam um tempo para compreender que o filho precisa de ajuda.

Sintomas da Depressão Infantil
  • Sentimentos de desânimo;
  • Dificuldade de raciocínio, concentração e memória;
  • Ansiedade;
  • Pessimismo;
  • Agressividade ou irritabilidade;
  • Falta de apetite;
  • Falta de vontade em realizar atividades;
  • Isolamento;
  • Sentimento de inferioridade e baixa autoestima;
  • Pensamentos de morte;
  • Insônia ou sono excessivo;
  • Fadiga constante ou falta de energia.
Causas da Depressão Infantil

Assim como a depressão em adultos, pode ser originada por uma disfunção neurológica e ser influenciada por fatores genéticos, como também por gatilhos emocionais ou de origem psicológica. Ao perceber uma mudança expressiva no comportamento da criança ou algum dos sintomas de forma contínua é importante encaminha-la a um profissional especialista para que seja realizado um diagnóstico mais preciso e correto.

A saúde emocional das crianças é um aspecto que deve ser cuidado a cada dia. Para ajudar a criança a se sentir bem: planeje atividades divertidas, chame os amigos para brincar, saliente as qualidades dela e se importe com as coisas que ela mais gosta. Sorria sempre e passe um tempo de qualidade com ela, promova sempre a harmonia no ambiente familiar com manifestações de amor e carinho.

Se ainda tiver dúvidas ou estiver procurando atendimento, a Clínica Holos dispõe de uma equipe de profissionais qualificados e especializados para o diagnóstico, acompanhamento e tratamento da depressão para todas as idades, entre em contato conosco.

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Como ser uma mulher forte

A força da mulher surge dentro dela mesma, é a força interior que a impulsiona em direção aos seus objetivos. Para isso, se torna fundamental que ela dedique a si mesma um tempo para cuidar-se e buscar satisfazer suas necessidades emocionais a cada dia.

Forte não é aquela mulher que suporta tudo, mas a que sabe impor limites e não se permite sofrer calada, pois sabe se posicionar de forma a ser ouvida. A mulher forte é aquela que têm consciência do seu valor e não se deixa desanimar por qualquer obstáculo que a vida a impõe.

Essas mulheres fortes também lidam com o stress, têm seus dias ruins e podem se sentir desanimadas ou tristes com algo que tenha ocorrido e isso não representa fragilidade ou desequilíbrio emocional. Todas as mulheres são antes de tudo seres humanos e têm seus altos e baixos ao longo da vida, o que determina a sua força é a vontade e o seu empenho em superar os momentos ruins.

Quando você acredita nas suas habilidades você se torna capaz de tudo. Por isso, acredite, seja perseverante e vá atrás dos seus sonhos. Confie em si mesma e na sua capacidade, sempre. Lembre-se sempre que não existem mulheres perfeitas, por isso, seja a sua melhor versão a cada dia.Fuja das expectativas surreais, é muito desgastante tentar ser a super mulher. Ela tem de ter a casa irretocável, os filhos mais perfeitos, os melhores bens, o melhor trabalho e ser uma pessoa perfeita. Essa super mulher não existe! Você não é uma máquina, por isso, não se pressione tanto. Você é real e tem dentro de si tudo que precisa para ser feliz. Muitas vezes podemos errar, isso acontece, mas levantamos e seguimos em frente. O que importa é assumir o papel de protagonista e tomar as rédeas da sua própria vida. Lembre-se: todas nós podemos ser mulheres fortes, acredite no seu potencial.

É essencial não descuidar de si mesma, por isso, cuide da sua saúde, do seu corpo e do seu psicológico, esses cuidados são fundamentais para que você alcance seus objetivos. Busque o autoconhecimento e, acima de tudo, ame-se!

 

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A psicanálise em tempos de carnaval

A psicanálise em tempos de carnaval

Com o passar do tempo, na vida adulta, assumimos certos compromissos, construímos uma identidade e tememos o olhar do outro. Somos cobrados o tempo todo, mas no carnaval tudo fica diferente.  As pessoas liberam os mais profundos e secretos desejos dando voz a emoções e impulsos escondidos.

No fim de semana de carnaval é permitido fantasiar. Segundo Freud, a fantasia é o substituto do que é o brincar para a criança, sendo que enquanto a criança exibe seu brinquedo, o adulto inibe suas fantasias.

No carnaval, as pessoas esquecem os problemas e dificuldades rotineiros e podem desfrutar de puro prazer e euforia. O carnaval abre alas no palco real da vida, admitindo a fantasia falar mais alto. Para as psicanalistas, a fantasia atrai o olhar do outro, faz chamar atenção. Há tanto prazer e felicidade em curtir este momento que desejo e realidade se misturam por isso, o inconsciente pode fluir sem extrapolar os limites da sociedade e de nossas cobranças pessoais.

As máscaras tomam o lugar das nossas aparências sociais, porque com os ornamentos nos disfarçamos ou nos revelamos podendo brincar sem medo independente de sermos lembrados no dia seguinte.

Mas, não exagere na curtição, costuma-se dizer que o superego é solúvel em álcool e ao renascer das cinzas todos voltam a sambar ao som da batucada das aflições do cotidiano.

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Viciado em games pode ser distúrbio da mente

Viciado em games? Pode ser distúrbio da mente

Todo mundo conhece alguém que é viciado em games, aquele indivíduo que passa o dia inteiro trancafiado no quarto jogando horas a fio, que fica de mau humor quando não pode jogar e que escolhe ficar em casa jogando em lugar de aproveitar um momento com a família ou amigos.

Se conhecer alguém assim, fique atento. A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou recentemente que o vício em videogame agora faz parte da categoria de transtorno mental, o distúrbio está presente na última edição da Classificação Internacional das Doenças. Com essa iniciativa, a OMS tem como finalidade dar notoriedade ao assunto, facilitar o diagnóstico e o tratamento do problema, além de incentivar pesquisas sobre o tema.

Ainda de acordo com a OMS, o transtorno se caracteriza por um padrão de comportamento frequente ou persistente de vício em games, tão alarmante que leva a pessoa a dar preferência aos jogos a qualquer outro interesse; a não ter controle de intensidade, frequência e duração com que joga; e ficar jogando mais e mais apesar de consequências negativas que o excesso causa.

A organização recomenda que comportamentos típicos dos viciados em games devam ser observados por um tempo de mais de 12 meses para que um diagnóstico seja feito, entretanto o tempo poderá ser modificado de acordo com os sintomas.

Apesar disso é preciso ter cautela, nem todos que curtem jogar videogame com mais frequência possui o distúrbio e precisa ser tratado ou medicado. O que deve ser levado em consideração é: o jogo está comprometendo atividades básicas, como dormir, socializar, comer ou ir à escola? Se a resposta for sim, então, pode ser um problema e deve-se buscar ajuda através de profissionais qualificados.

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Saiba como lidar com a Síndrome pós-férias

Acordar cedo, fazer as lições de casa, colocar o material em ordem. A volta às aulas pode ser uma dor de cabeça para pais e filhos. Nesse contexto tem surgido com mais frequência nas consultas dos psicólogos casos de Síndrome pós-férias.

Essa síndrome é caracterizada por um conjunto de sintomas e sinais que podem acompanhar esse período de readaptação do relógio biológico e de reajuste do ritmo de vida na volta às aulas. Tristeza, apatia, sono, irritabilidade, cansaço, falta ou excesso de apetite e problemas de concentração são os sintomas mais comuns, segundo os especialistas. Na grande maioria dos casos  eles desaparecem em poucos dias ou em duas ou três semanas, nos casos mais extremos.

Para prevenir o estresse nesse período, a nova rotina deve ser planejada com tranquilidade e colaboração. Para tornar esse momento mais fácil algumas sugestões podem aliviar o estresse e a tristeza nos primeiros dias e valem tanto para os pais, quanto para os filhos:

  • Evite postura impaciente no trabalho e também a permissividade com as crianças. O melhor é aguardar que a rotina se restabeleça e tentar, como indicam os especialistas;
  • Os pais devem enfatizar o lado positivo de voltar às atividades escolares. Pois, na escola as crianças voltarão a encontrar seus amigos, irão se divertir com eles nos intervalos e retomarão suas atividades extra-escolares preferidas. Agindo com tranquilidade e positivismo as crianças também irão se adequar à sua vida cotidiana e será mais fácil para elas.
  • Separe um tempo para passar com as crianças, nem sempre é possível, mas ler um livro ou um quadrinho, jogar um jogo ou ver um filme calmo antes de dormir pode ajudar a manter o elo familiar e ainda distrai após um dia de trabalho. A retomada da rotina depois das férias não pode implicar não ter mais espaço para o descanso e brincadeira.
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A infância

A infância é caracterizada pelos primeiros anos de vida de um ser humano. Com o intuito de estudos e pesquisas, convencionou-se dividir a infância em três fases: a primeira infância, que corresponde de 0 a 3 anos, período em que se conhece o mundo ao seu redor por meio do toque, do gosto, do cheiro, da audição e da visão, no qual o núcleo familiar é o mais importante. Enquanto a criança vai experimentando esse mundo que o cerca e aprende os nomes das coisas e já é capaz de relacionar ou associar fatos ocorridos com os acontecimentos atuais. A segunda infância, que corresponde de 4 a 6 anos, a criança continua explorando o mundo via seus sentidos, porém, agora ela já é capaz, por meio de perguntas, de conhecer coisas que estão muito além daquilo que está disposto no seu mundo, por exemplo, questionar sobre a origem dos objetos, a curiosidade para saber como os bebês nascem etc, a família ainda é o centro. A partir dos 7 anos até os 11 anos é a fase conhecida com a terceira infância. Marca o fim da vida infantil com uma maior facilidade de raciocinar de forma mais complexa, já são capazes de formular ou esboçar pequenas teorias sobre a sua realidade. Outra marca importante é a socialização com outras crianças, trocas de experiências e o fortalecimento dos laços fraternos. Acredita-se que a infância (0 aos 11 anos) é a fase mais importante da vida do ser humano, é nesta fase que se constrói as bases da educação, da postura social, do seu desempenho cognitivo/profissional, bem como o seu caráter, sua personalidade e perfil. Deste modo, vale refletirmos sobre essa fase tão importante, para que, seja possível promover os melhores estímulos para nossas crianças, com mais atenção, carinho e respeito.

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Câncer de mama: Um toque sobre esse assunto

O câncer de mama pode ser detectado nos estágios iniciais, aumentando 95% as chances de  cura (ONCOGUIA, 2012), contudo, no Brasil 60% dos casos ainda são diagnosticados tardiamente. O câncer de mama causa impacto significativo na vida das mulheres, não apenas pela doença em si, mas pela falta de informação que induz dúvidas e fantasias as quais rotulam câncer como sendo doloroso e mortal.

Por ser na mama a autoestima da mulher, sua sexualidade e feminilidade podem ser afetadas, já que o seio é uma das partes do corpo que possui diversos simbolismos e representações. Diante disso, é bastante comum que em algum momento angústias, ansiedade e depressão possam aparecer.

O acompanhamento psicológico é de extrema importância como forma de proporcionar a mulher uma reflexão para melhor enfrentamento do câncer, tratamento, possível cirurgia de mastectomia (retirada da mama), dentre outras situações mobilizadoras.

Nestes momentos vários pensamentos podem surgir como o medo de ser rejeitada ao saberem de sua doença, a possibilidade de disseminação do câncer, a queda do cabelo devido ao tratamento, o futuro incerto, interferência na sexualidade e em seus relacionamentos, dentre outros.

Estudos comprovam que o apoio psicológico interfere positivamente no ajustamento emocional e na qualidade de vida das pacientes. Trabalhar para fortalecer a autoestima dessa mulher, a identidade e autonomia gera uma participação mais ativa e positiva da paciente durante esse processo. Quando a mulher começa a perceber a complexidade da feminilidade e a si (re)conhecer, ela consegue reelaborar o conceito de “feminino”, de ser mulher.

Kelly Leal (CRP 03/14123)
Psicóloga Clínica, Pós-Graduanda em Terapia Cognitivo-Comportamental.

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Cansei de viver ou não estou dando conta de sofrer?

A frequência do número de pessoas que relatam sobre a vontade de acabar com a própria vida vem aumento consideravelmente. Tem sido muito recorrente esse tipo fala em nosso convívio e até mesmo dentro dos consultórios.
Hoje o suicídio é reconhecido como a segunda maior causa de morte entre os jovens no mundo, de acordo com a OMS, e é considerada a terceira causa de morte no Brasil. Contudo, vale ressaltar que esse fato não se limita apenas aos jovens.
Percebe-se, a partir do discurso de pessoas que buscam suporte, uma fala sobre a perda de vontade, que nesse caso se direcionada para a perda da vontade de viver. Muitas vezes essa fala está relacionada a uma dificuldade de encontrar novas possibilidades para conseguir dar conta de algum sofrimento, seja ele físico ou psíquico. Também é muito frequente ao relatarem sobre esse assunto, trazem vergonha e a culpa associadas ao quadro, ou seja, há uma grande barreira em buscar suporte devido ao sentimento de culpa e vergonha que são desencadeados nesse processo.
Diante desses fatos, setembro foi eleito como o mês de referência para a prevenção do suicídio e a valorização da vida. Nós, profissionais de psicologia e de saúde mental, estamos nos disponibilizando ainda mais para ajudar a todos que precisarem, esclarecendo dúvidas e oferecendo possibilidades e suporte diante do tema.
Falar é a melhor solução!

 

Por Tarcísio Martins
Psicólogo Clínico – CRP: 03/13946
Especializando em Dor e Cuidado Paliativos

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Falar sobre suicídio pode aumentar os índices?

Muitos ainda acreditam que falar sobre suicídio pode encorajar ao ato, e por isso evitam. Mas se fosse assim, como explicaríamos os crescentes índices de suicídio e tentativas de suicídio se existe um grande tabu sobre abordar este tema?!
A verdade é que ao falar sobre suicídio é feito uma psicoeducação, o que pode auxiliar alguém com a ideação e que queira ajuda, mas não sabe como e onde buscar.
É necessário que se tenha abertura para falar e debater sobre o suicídio. Hillman (2011) diz que essa abertura não é de fácil conquista, uma vez que algumas religiões ainda o considera como pecado, a sociedade o evita e o sobrecarrega com preconceitos. Hillman ainda comenta que já virou hábito ocultar o suicídio sob o manto da insanidade, não procurando entender o sofrimento daquela pessoa ou até mesmo a dimensão do problema, do suicídio como um todo.
A morte em si já não costuma ser falada de forma natural em nossa sociedade. Áries (1989, APUD Marquetti et al, 2015) relata que houve transformações sociais em relação a morte, que ao passar dos tempos foi se transformando de um evento familiar e próximo a qualquer um, para um fenômeno que causa nojo, medo e vergonha. O autor pontua que é no século XIX onde a morte deixa ser falada com frequência e se torna um tema a ser escondido. A morte passa então a ser vista como o rompimento de toda felicidade e harmonia vivida pelo indivíduo, sendo agora pouco discutida. E o lugar onde a morte se coloca de maneira mais veemente é através do suicídio.
Geralmente, na sociedade ocidental, quando se pensa em suicídio, algumas relações veem em mente. Sejam elas com a covardia, fraqueza, alguma doença mental, pecado, entre outros, criando assim os preconceitos encontrados nos discursos da população.
Precisamos ter o discernimento para saber o que é mito e tabu e o que, de fato, é real sobre o suicídio. Ao falar sobre este tema é necessário se despir de vários pré-conceitos já formados e perpetuados em nossa cultura. O suicídio é um tema delicado que precisa ser falado, precisa se tornar conhecido para que saibamos mudar estes índices alarmantes.

 

Por Tainá Sena

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O Desejo de Morrer

Em 1914 Freud escreveu um texto chamado “Nossa Atitude perante a morte”, no qual revela a maneira como parecemos encarar essa etapa da vida. Ele observou que apesar da morte ser considerada um fim inescapável, do qual todos temos que acertar as contas, nós parecemos viver como se não fossemos morrer. Temos uma tendência de deixar o tema da morte de lado, de não falar sobre ela com pessoas que estejam gravemente doentes e, sobretudo, temos muita dificuldade em pensar na nossa própria morte. O inevitável se torna o impensável: no nosso inconsciente somos imortais. Mas o que está em jogo nessa atitude diante da morte? E o que dizer do suicídio, como a nossa maneira de dar sentido a morte afeta o modo de lidar com o desejo de morrer?
A ideia da morte, uma vez considerada insuportável (principalmente a nossa própria, ou a de pessoas que amamos), seria banida de nossa vida consciente e estaria destinada ao inconsciente. Se o inconsciente não nos afetasse, isso não seria um problema. Mas o homem, que é afetado pelo inconsciente, mostra esses sinais todas as vezes em que a morte se anuncia no horizonte do real. Sentimos medo pavoroso diante da possibilidade da morte, descargas emocionais nos paralisam, somos acometidos por tristezas profundas, estupor. Diante da morte de um ente querido produzimos luto, perdemos nós também o sentido da vida. Fazemos sintomas com a morte pois de saída ela foi reprimida no inconsciente e não podemos falar sobre ela, não tivemos a chance de elaborar. A psicanálise não cessa de oferecer essa oportunidade: fale, pois dizer diz(solve) sintomas.
Nossa atitude diante da morte explica as razões de termos tanta dificuldade em lidar com o tema do suicídio. Se morrer é o insuportável, o suicídio é o desejo do insuportável? Freud separou duas tendências observáveis no funcionamento psíquico do homem, por um lado a tendência para vida, orientada para a satisfação, a qual chamou pulsão de vida; e por outro lado a tendência para a destruição, a qual chamou de pulsão de morte. Somos constituídos por essas duas tendências e em situações específicas pode-se observar a prevalência de uma delas. O que ocorre na maioria dos casos de suicídio é uma predominância da pulsão de morte pelo surgimento de questões inconscientes que não puderam ser elaboradas em algum momento passado do indivíduo. Voltamos assim ao insuportável. A realização de uma psicanálise é a possibilidade de falar e entrar em contato com os elementos inconscientes que estão vinculados ao desejo de morrer e, dessa forma, reequilibrar a dinâmica da relação entre pulsão de vida e pulsão de morte.

 

Por Raphael Dela Cela

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