Pratique a auto-observação

A capacidade de se perceber e respeitar o estado emocional em que você se encontra pode parecer simples, mas é um exercício que exige esforço, coragem e disponibilidade interior para se aproximar de si.

Quanto mais agitada a nossa vida, mais tendemos a prestar mais atenção para o que é externo: trabalhar, cuidar de si, cuidar dos filhos, e tantas outras coisas. Quando passamos por cima de nós mesmos, sem nos percebermos, a irritação e a insatisfação se instalam. Tendemos a nos irritar com as coisas, situações e pessoas demasiadamente. E quando projetamos toda a nossa irritação externamente é hora de parar e retomar a situação, buscando encontrar o que é realmente nosso e o que é do outro.

Para amenizar essa irritação é preciso praticar diariamente a auto-observação. Apenas reconhecendo o seu estado emocional já trará um certo alívio. Isso se chama respeito a si mesmo, uma espécie de auto gentileza por aquilo que somos ou como estamos.

A auto-observação é uma prática que traz muitos ganhos. A partir de uma boa observação de si mesmo, é possível fazer melhores escolhas para a vida e para as relações, ganhando mais bem-estar e autonomia.

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Relação amorosa: Eu, Tu e o Nós

Uma relação é formada por três sistemas, o Eu, o Tu e o Nós. Cada sistema é diferente e tem necessidades e mundos distintos. Por isso, para uma relação fluir, é preciso haver um respeito por estes três sistemas. Sem respeito, rapidamente a relação entra em desequilíbrio.

O Eu é aquele que já existia antes da relação. Tem a sua personalidade, os seus interesses, a sua vida e a sua independência. O Tu é a outra célula que partilha das mesmas peculiaridades do Eu. Já o Nós, é a nova construção, o novo núcleo, a célula mãe da relação, que se forma através da união do Eu e do Tu.

Sem o “Nós” não há relação. “Nós” tem a sua própria individualidade formada dos momentos vividos pelos sistemas Eu e Tu, que são o seu bem relacional mais precioso: os momentos que passaram juntos, os passeios que deram, os filhos de ambos, a sua casa, as suas músicas, os seus locais, os seus termos carinhosos. Tudo aquilo que dá uma identidade própria e única ao terceiro sistema.

Se o sistema Nós não for alimentado, então a relação inevitavelmente acaba.

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Terapia Sistêmica: o que é?

A Terapia Sistêmica é um tipo de terapia que compreende o indivíduo nas relações com os seus sistemas, sejam eles familiar, escolar, trabalho ou a comunidade em que vive ou participa.

É uma terapia indicada para todas as pessoas, de qualquer idade, e que esteja em sofrimento emocional (psíquico), com dificuldades ou conflitos. Essa terapia pode ser de forma indivudual, casal ou familiar, e propõe uma intervenção intensa, por tempo ilimitado, buscando modificar o padrão de relacionamento.

Na terapia sistêmica, o paciente analisa seus padrões de interação e reações automáticas, que só é possível através da análise da sua própria individualidade, poderes e responsabilidades.

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Não troque os momentos por likes

Quanto tempo você passa checando o seu celular? O vídeo “I Forgot my phone”, escrito por Charlene deGuzman, abre os nossos olhos ao criticar o excesso do uso do celular em todos os ambientes em que frequentamos.

Deveríamos utilizar os smartphones para que contribuam com a comunicação humana, mas o uso desordenado do aparelho e a necessidade de estar presente no mundo virtual acabou distanciando as pessoas do contato pessoal.

Essa necessidade de compartilhar instantaneamente cada ação do dia, checar feeds e mensagens instantâneas acabou diminuindo drasticamente a experiência de vivenciar o momento. Estamos superficialmente presentes e deixando de lado o que realmente importa, as pessoas que estão ao nosso redor.

Confira o vídeo:

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Você tem fome de quê?

Hoje viemos abordar um dos temas mais contemporâneos vistos nos consultórios: os transtornos alimentares.

No homem, o que opera é a instauração da demanda de amor. Assim, essa relação do homem com o alimento está submetida ao campo das trocas simbólicas, comer é, antes de tudo, dar e receber afeto. O que nos permite afirmar que o primeiro alimento não será o leite, mas o olhar e a voz que se imbricam para acolher o bebê.

Então o que percebemos é essa relação com o Outro. Em um mundo onde todos nós queremos ser notados, desejados e amados, vivemos esse sofrimento interno! A busca pelo corpo dito “perfeito” pela mídia e pela sociedade também acarreta em uma distorção dos significantes e faz com que a gente, para de demandar amor, precise estar nessas condições, ditas aceitáveis. Então lhe questiono, você tem fome de quê?

Niliane Brito, Psicóloga CRP-03/IP12433

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Alimentar-se: um caminho de vida

O alimento é o princípio básico da existência humana. Dele depende a nossa vida e a nossa saúde. É sabido por todos que “O homem é aquilo que come”. Sendo assim, a alimentação é uma das mais importantes fontes de energia, ao invés de ser banalizada, deve exigir de cada um de nós um profundo cuidado e reverência. Daí porque, faz-se necessária uma alimentação balanceada e saudável, baseada em uma orientação profissional criteriosa, capaz de proporcionar ao ser humano uma melhor absorção dos alimentos e, por conseguinte, uma melhor qualidade de vida.
Com as contingências da vida moderna, geradora de stress e de doenças; com a cristalização de velhos e equivocados hábitos alimentares, o ser humano tem se dado conta da urgência e da importância de cuidar da sua alimentação. Para isso, faz-se necessária uma reflexão mais profunda sobre a necessidade de mantermos uma dieta saudável alimentar compatível com o nosso modo de viver e de ver o mundo.

Não comemos apenas quantidades de nutrientes e calorias para manter o funcionamento corporal em nível adequado, pois há muito tempo os antropólogos afirmam que o comer envolve seleção, escolhas, ocasiões e rituais, imbrica-se com a sociabilidade, com idéias e significados, com as interpretações de experiências e situações. Para serem comidos, ou comestíveis, os alimentos precisam ser elegíveis, preferidos, selecionados e preparados ou processados pela culinária, e tudo isso é matéria cultural.

Recentemente, Claude Fischler (1990) disse que, pelo fato de sermos onívoros, a incorporação da comida é sempre um ato com significados, fundamental ao senso de identidade. Se as técnicas, as disponibilidades de recursos do meio, a organização da produção/distribuição na sociedade moderna imprimem as possibilidades, cada vez mais ampliadas, de produzir e consumir alimentos, cabe ao indivíduo definir o que é ou não comida, prescrever as permissões e interdições alimentares a que se submete, o que é adequado ou não, moldar o gosto, os modos de consumir e a própria comensalidade. As escolhas alimentares não se fazem apenas com os alimentos mais ‘nutritivos’, segundo a classificação da moderna nutrição, ou somente com os mais acessíveis e intensivamente ofertados pela produção massificada. Apesar das pressões forjadas pelo setor produtivo, como um dos mecanismos que interferem nas decisões dos consumidores, a cultura, em um sentido mais amplo, molda a seleção alimentar, impondo as normas que prescrevem, proíbem ou permitem o que comer.

As escolhas alimentares também são inculcadas muito cedo, desde a infância, pelas sensações táteis, gustativas e olfativas sobre o que se come, tornando-se pouco permeáveis à completa homogeneização imposta pela produção e pela distribuição massificadas. As análises sociológicas do consumo, que fazem uma interlocução com a cultura e também se preocupam com as escolhas alimentares, mostraram as contradições da cultura mercantilizada: a persistência das diferenças nas estruturas do consumo entre grupos de renda, classe, gênero e estágio de vida, bem como a indissolução dos constrangimentos ma teriais e das idiossincrasias individuais.

A comida foi e ainda é um capítulo vital na história do homem. Muito antes dos dias de hoje, o este procurou por toda parte transformar os antigos desejos por novos meios. As comidas têm histórias sociais, econômicas e simbólicascomplexas, diz Sidney Wilfred Mintz (2001), e o gosto do ser humano pelas substâncias não é inato, forjando-se no tempo e entre os interesses econômcos, os poderes políticos, as necessidades nutricionais e os significados culturais.

REFERÊNCIAS:
Canesqui, Ana Maria (org.)
Antropologia e nutrição: um diálogo possível. / organizado por Ana Maria
Canesqui e Rosa Wanda Diez Garcia. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ,
2005. 306p. (Coleção Antropologia e Saúde)
CASCUDO, C. História da Alimentação Brasileira. Belo Horizonte: Itatiaia,
1983.
FISCHLER, C. L’(H)omnivore. Paris: Odile Jacob, 1990.

Geísa Fialho Drummond, nutricionista, formada pela Universidade Federal da Bahia (1987),
pós-graduada em Nutrição Clínica pelo GANEP, 2007 e Gestão em Sistemas e Serviços de Saúde pela UNEB (2006), formação em Ortomolecular e extensão em Suplementação Magistral Funciona.Ex-aluna do Pathwork, metodologia do autoconhecimento, onde a busca dá-se pela descoberta e encontro si mesmo através do desenvolvimento do Eu Superior.

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A psicanálise: um processo de “re-construção”

A psicanálise é um tipo de terapia de teorias e técnicas particulares. O paciente que procura esse tipo terapia busca autoconhecimento, eliminar sentimento de angústia, depressão, ou até mesmo se livrar de sintomas físicos dos mais diversos, sem origem conhecida.

Mas, ainda mais importante do que de onde se parte o motivo é para onde se deseja chegar. Nesse sentido, a psicanálise é um (ótimo) processo de autoconhecimento, já que é a análise de si mesmo com a ajuda de um profissional psicanalista.

Os sintomas, quaisquer que sejam suas formas de aparecer na vida da pessoa, são substitutos de processos inconscientes, traumas, desejos não revelados, que permanecem a margem de nosso conhecimento.

Com uma ajuda profissional é possível ter contato com os processos inconscientes e os integrar, de forma harmônica, ao nosso psiquismo, para que então, esses sintomas desapareçam.

A psicanálise é um processo de “re-construção” de nós mesmos, é a investigação do inconsciente. Busque a informação!

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Aliviando tensões com a música

Há quase 20 anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu a importância de inserir a musicoterapia nos centros de saúde. Mas foi há séculos que o homem começou a utilizar dessa arte também para essa finalidade.

Entre os benefícios da técnica, existe o fortalecimento do vínculo afetivo entre mães e bebês e a promoção do autoconhecimento entre adultos, além de ajudar em casos de reumatismo, Parkinson, fibromialgia, esclerose múltipla, disfunções vocais e de fala, depressão, insônia, pânico, problemas respiratórios, entre outras disfunções.

O efeito é real e se dá pela vibração do som, que desbloqueia o sistema nervoso, ativa o sistema glandular, leva ritmo ao sistema cardiopulmonar, libera tensões musculares e coloca em movimento o sistema metabólico-locomotor.

Seja qual for a indicação, cada caso envolve uma prescrição específica de melodias escolhidas conforme o tratamento a ser realizado e as características físicas, mentais e sociais do paciente. Não há restrição de estilos ou gêneros, o importante é que a música atue como um meio de transformação e nunca reforçando a patologia.

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Outubro Rosa

Todos já perceberam que o mundo está mais cor-de-rosa durante os meses de outubro. É a campanha Outubro Rosa, um movimento importante que acontece todo ano para chamar a atenção, principalmente da população feminina, com relação ao câncer de mama e sobre a importância do diagnóstico precoce a fim de reduzir os riscos e o avanço da doença.

O câncer de mama é uma doença temida pelas mulheres devido à grande frequência com que ocorre e os seus efeitos psicológicos, que afetam a sexualidade, a imagem pessoal da mulher, além do sofrimento que é para todos que amam e convivem com ela. É um momento de intensa angústia, sofrimento e ansiedade.  Por isso, se faz necessário um bom atendimento psicológico, principalmente durante o diagnostico e tratamento, como forma de possibilitar enfrentar a situação.

É preciso dar o apoio necessário para a paciente enfrentar a mastectomia, fortalecer a autoestima, a identidade e autonomia de quem enfrenta a doença. Faça o autoexame e previna-se contra o câncer de mama!

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