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Nutrição – Aprenda como fazer reeducação alimentar

Existe hoje uma grande tendência na busca por manter o peso ideal. Contudo, muitas pessoas escolhem dietas extremamente restritivas, que não fornecem a energia necessária para manter o corpo em pleno funcionamento. O que muita gente não sabe, é que o peso ideal pode ser alcançado sem a necessidade de deixar de consumir nenhum alimento, mas apenas dosando as quantidades e controlando a ingestão de alguns deles. Para isso, basta saber como fazer reeducação alimentar.

Manter hábitos saudáveis, como ter uma alimentação balanceada, pode ser difícil se não houver dedicação. Mas, se você estiver disposto a fazer pequenos sacrifícios para melhorar a sua saúde, o impacto gerado poderá ultrapassar suas expectativas, independentemente de sua idade, sexo ou habilidade física.

Importância em manter hábitos saudáveis

Comer balanceadamente e praticar exercícios regularmente pode ajudá-lo a evitar o ganho de peso em excesso, e a se manter saudável. Estar fisicamente ativo é essencial para alcançar seus objetivos de perda de peso, além de proporcionar a melhora no sistema cardiovascular, impulsionar o sistema imunológico e aumentar o seu nível de energia.

A realização de exercícios contribui também para o bom funcionamento da mente. A execução de atividades físicas estimula a produção de endorfinas, que são substâncias químicas cerebrais responsáveis pelas sensações de felicidade e relaxamento. Além disso, quando acompanhada de uma dieta saudável, o exercício trará resultado também sobre a aparência física, o que pode refletir diretamente no aumento da sua confiança e autoestima. Os benefícios do exercício a curto prazo incluem diminuição do estresse e melhora da função cognitiva.

De modo geral, manter hábitos alimentares saudáveis ​​ajuda a prevenir doenças cardíacas, derrame e pressão alta. Também ajuda a manter o colesterol e a pressão arterial dentro em um intervalo ideal para o seu biotipo, além de preservar o sangue fluindo suavemente, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.

O que você precisa saber sobre como fazer reeducação alimentar

O conceito de uma reeducação alimentar está em aprender e moldar o comportamento por meio de orientações específicas de consumo equilibrado, para ingerir uma dieta nutritiva e que ofereça resultados consistentes no que se refere a perda de peso, acabando com o “efeito sanfona” – emagrecimento e ganho de massa corpórea em curtos intervalos de tempo, dificultando o estabelecimento do peso ideal.

A diferença entre uma reeducação alimentar para qualquer dieta, é que nesse processo você não abandona nenhum alimento, mas aprende o momento correto de consumi-lo, bem como quais são os alimentos que precisam ser inseridos na sua ingestão diária.

Dicas básicas de como fazer reeducação alimentar

  • Substitua o refrigerante e consuma mais água.
  • Substitua o pão branco por um pão escuro (que seja composto por multigrãos, centeio ou sementes).
  • Evite o consumo de açúcares.
  • Escolha produtos com baixo teor de gordura e de açúcares.
  • Abuse das frutas, principalmente no início, quando está se acostumando a viver sem a ingestão constante de açúcares.

Estas simples orientações podem ser seguidas por qualquer pessoa que busca saber como fazer reeducação alimentar, mas se você possui uma disfunção e/ou precisa de um plano personalizado, o indicado é agendar uma consulta com um nutricionista o quanto antes. A assistência de um profissional será ideal para te ajudar a tratar o seu problema.

Entenda o universo dos transtornos alimentares

Transtornos alimentares são doenças graves, provenientes de disfunções comportamentais alimentares, em que o indivíduo passa a ter uma visão distorcida sobre a sua aparência física. Pessoas com transtornos alimentares tipicamente se tornam excessivamente preocupadas com a comida ingerida e com o seu peso corporal.

Indivíduos com anorexia nervosa ou bulimia nervosa, tendem a ser perfeccionistas, com baixa autoestima, e são extremamente críticos de si mesmos e de seus corpos. Eles acreditam estar com sobrepeso, às vezes até mesmo que correm risco de vida devido à isso. Nos estágios iniciais desses distúrbios, os pacientes muitas vezes negam que possuem algum problema.

Em muitos casos, os transtornos alimentares ocorrem em conjunto com outros transtornos psíquicos, como ansiedade, pânico, transtorno obsessivo-compulsivo e uso abusivo de álcool ou drogas.

A falta de tratamentos adequados para os sintomas emocionais e físicos desses distúrbios podem resultar em desnutrição, problemas cardíacos e outras condições potencialmente fatais.

Agora que você já conhece um pouco mais sobre as disfunções alimentares e sabe como fazer reeducação alimentar é importante para sua qualidade de vida, sabia que pode contar com profissionais para fazer uma avaliação completa.

A Clínica Holos possui área de Nutrição composta por uma equipe experiente em tratar crianças, adolescentes, adultos, idosos, gestantes, esportistas, pessoas que apresentam transtornos alimentares, obesos, vegetarianos, desnutridos, dentre outros grupos que necessitam de ajuda para aprender a como fazer reeducação alimentar.

Para realizar uma avaliação completa e estruturar um programa customizado para o seu perfil, agende uma consulta.

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Tratamentos para câncer de próstata – Cura da mente pós diagnóstico

Viver com câncer de próstata pode ser difícil de lidar tanto fisicamente quanto emocionalmente, visto que há uma exigência histórica da comprovação da virilidade masculina, o que pode afetar a maneira como o homem se enxerga na sociedade. A partir desse paradigma, são despertados sentimentos que são comuns para quem está em meios aos tratamentos para câncer de próstata.

No momento em que é recebido o diagnóstico, os homens podem reagir das mais variadas maneiras e sensações nunca antes vividas são desenvolvidas ao longo dos tratamentos para câncer de próstata. Por isso, listamos os sentimentos mais comuns que são relatados pelos pacientes:

  • Choque, medo ou raiva: São os sentimentos mais comuns no momento em que se recebe o diagnóstico.
  • Negação: Pode ser difícil aceitar que está com câncer de próstata e que precisa iniciar os tratamentos.
  • Frustração e decepção: Mudança na maneira de pensar sobre si mesmo, sua vida e planos futuros.
  • Estresse: Dificuldade para decidir o tratamento a ser feito.
  • Preocupações com efeitos colaterais: Ocasionamento de problemas na vida sexual, no aparelho urinário, intestinal, dentre outros riscos.
  • Sensação de perda: A terapia hormonal pode causar alterações físicas no organismo, como ganho de peso, redução da força física ou alterações na vida sexual.
  • Mudança de identidade: Sentir-se impotente no contexto social por não poder trabalhar e manter a família durante o tratamento.
  • Mudanças de humor: A terapia hormonal pode causar baixa autoestima, mal humor, e raiva.
  • Ansiedade: Mesmo depois de terminado o tratamento, alguns homens sentem-se ansiosos e acham difícil seguir em frente e projetar planos para o futuro.

Todas essas maneiras de se sentir são muito comuns para pacientes em meio aos tratamentos para câncer de próstata, e alguns homens acreditam que isso mudará gradualmente com o passar do tempo. Porém, todo esse misto de sentimentos pode contribuir negativamente para tratamento físico, e é nesse momento que torna-se essencial recorrer ao auxílio de um profissional de saúde mental capacitado.

Principais preocupações pós diagnóstico

O desenvolvimento do câncer de próstata é silencioso. Ele geralmente é diagnosticado em estado mais avançado, devido a maioria dos homens terem medo do teste de diagnóstico, e dos tratamentos para câncer de próstata, visto que poderão afetar a sua sexualidade e continência.

Um diagnóstico de câncer apresenta desafios emocionais e psicológicos para pacientes e cuidadores, e o câncer de próstata tem alguns desafios únicos, pois afeta diretamente o potência sexual do homem. Em vários pontos ao longo da trajetória da doença, os homens precisam enfrentar decisões que podem ser estressantes, começando com a escolha do tratamento a ser iniciado.

Para aqueles homens que estão preocupados com a disfunção sexual, o primeiro passo deve ser uma consulta com um urologista especializado em disfunção sexual masculina. Outro tratamento indicado, é a terapia sexual com um terapeuta especializado. O acompanhamento psicológico será essencial para ajudar o homem a expressar os sentimentos engendrados por essa disfunção, e também ao casal, para descobrirem juntos formas alternativas de compartilhar a intimidade sexual.

Está sentindo que seria bom uma ajuda para lidar com isso? Um psicólogo pode te auxiliar a passar pela situação e melhorar. A Clínica Holos possui profissionais especializados e diferentes abordagens. Conheça a nossa equipe.

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Hiperatividade infantil – Causas, Sintomas e Tratamento

Se tornar pai ou mãe é adentrar em um universo desafiador, no qual muitas vezes não imaginamos os percalços que serão enfrentados durante toda a jornada.

Se deparar com complicações no desenvolvimento de um filho, como excesso de energia e agitação, baixa capacidade de concentração e reações agressivas, pode ser um sinal de alerta que gera ainda mais preocupação. Mas será que realmente esse comportamento é decorrente da hiperatividade infantil?

Acompanhe o artigo abaixo e conheça mais sobre os sintomas e causas da hiperatividade infantil.

O que é hiperatividade infantil?

É comum que a hiperatividade infantil seja associada ao PHDA ou TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), o que confunde ainda mais os pais em suas tentativas de entender a complexidade da situação que o filho está enfrentando. E, se conviver com uma criança que possua somente um dos sintomas da doença já exige bastante flexibilidade e atenção por parte da família, maior ainda terá que ser a dedicação, caso o diagnóstico de hiperatividade seja positivo.

A hiperatividade não é uma condição mental que pode ser administrada com disciplina e esforço, e também não se trata de um transtorno comportamental que poderá ser eliminado completamente  com a psicoterapia. Tentar fazer com que o hiperativo se organize e seja mais concentrado sozinho, é o mesmo que pedir a um míope que enxergue melhor sem utilizar óculos de grau.

A hiperatividade infantil se deve a má formação do cérebro, mais precisamente do corpo caloso, do cerebelo, dos lobos frontais, dos gânglios da base ou núcleos da base, do sistema dopaminérgico e noradrenérgico. Essas anomalias  ocasionam a má comunicação entre os neurônios, e também a falta de sincronia entre as áreas do cérebro.

Quais os sintomas da hiperatividade infantil?

Uma das características mais distinguíveis da hiperatividade tanto na criança como no adulto, é que o portador da doença não consegue atingir o ápice de suas capacidades. Em contrapartida, a maioria desses indivíduos possuem características intelectuais acima a média.

É comum que adultos e crianças com hiperatividade sejam pessoas extremamente inteligentes e carismáticas, com alto senso de humor e facilmente sociáveis, porém, são pessoas que não conseguem administrar suas capacidades em benefício próprio.

Estas são algumas das características da hiperatividade infantil:

  • Dificuldade em se organizar e ter disciplina.
  • Grande capacidade de concentração quando a tarefa é divertida e/ou interessante.
  • Capacidade intelectual acima da média, mas rendimento ruim em avaliações e testes de inteligência.
  • Dificuldade em concluir tarefas.
  • Baixa concentração.
  • Dificuldade de planejar a médio e longo prazos.
  • Melhor aprendizado com o auxílio visual e gestual.
  • Inquietude.
  • Ansiedade.
  • Impulsividade.
  • Grande capacidade criativa.
  • Possuem problemas com o sono.
  • Podem mudar de humor e se desmotivam com facilidade.

O que pode causar a hiperatividade infantil

As causas gerais da hiperatividade tanto no adulto quanto na criança são geradas a partir de fatores ambientais e genéticos.

Já é de conhecimento científico que a hiperatividade é hereditária. No caso do pai ou mãe da criança possuir hiperatividade, o filho do casal tem cerca de 30% de chances de ser hiperativo. Caso ambos os pais sejam hiperativos essas chances sobem para 50%.

Existem alguns fatores ambientais que podem influenciar no aparecimento da hiperatividade, como:

  • A mãe ser usuária de drogas, tabaco ou álcool.
  • Caso tenha havido um evento traumatizante, ou se a mãe foi submetida a estresse constante durante a gravidez.
  • Ainda, pode ocorrer caso haja a interrupção do oxigênio da criança na gestação.
  • Ou se o feto sofrer pancadas ou impacto forte.

A hiperatividade pode ser tratada?

Sim, existem tratamentos que demonstram ser eficazes no controle da hiperatividade a curto e longo prazos. Não existe um tratamento isolado que possa ser efetivo no combate a hiperatividade, mas, o método ideal é uma combinação de atividades físicas, emocionais e mentais.

Esses exercícios variam desde atividades lúdicas com jogos e dinâmicas laborais, até uma mudança na alimentação e rotina de exercícios. Tudo isto precisa ser rigorosamente acompanhado por profissionais durante todo o processo.

Se você identificou os sintomas apresentados durante a leitura deste artigo em seu filho ou filha, procure ajuda profissional para conquistar uma melhor qualidade de vida e bem estar para toda a família.

Quero saber mais sobre tratamento psicológico infantil.

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Como curar o trauma causado pelo câncer de mama?

O câncer de mama é uma doença devastadora, que quando diagnosticada, desencadeia fortes reações emocionais, tanto em quem sofre, quanto em quem está próximo do paciente.

É importante salientarmos que o câncer de mama quando descoberto no início possui grandes chances de cura, por isso o autoexame é fundamental para auxiliar no pré-diagnóstico. Mas para além das consequências físicas, quais são os danos psicológicos?

O câncer de mama e o trauma

Antes de falarmos dos traumas ocasionados pelo câncer de mama, você entende bem o que é um trauma?

Diariamente milhares de pessoas no mundo são submetidas a algum tipo de trauma de origem física ou emocional, que pode ter sido desencadeado por uma violência ou situação de intenso estresse. A estatística aponta que pelo menos 90% da população em todo o mundo já foi vítima de alguma situação potencialmente traumática durante a vida.

E o que irá tornar o evento adverso uma marca permanente ou uma situação de estresse superada, é a forma como o pós acontecimento é encarado. Quando, devido a razões multifatoriais, o indivíduo possui resiliência emocional para superar o ocorrido, o mesmo não trará marcas emocionais duradouras, mas nem sempre é isso que acontece.

O trauma é a raiz de todos os transtornos psicológicos, e os danos causados por ele podem até mesmo chegar a privar um indivíduo da sua saúde mental e restringí-lo a um determinado padrão comportamental. É intrínseco ao ser humano a capacidade de superar situações de grande estresse, no entanto, existem eventos que superam esta capacidade nata, e é neste momento que o trauma acontece.

Se uma situação que normalmente já deveria ter sido superada ainda o incomoda, é interessante que você procure um auxílio profissional para uma investigação, pois existe a possibilidade de ter sido desenvolvido um trauma.

O trauma psicológico é caracterizado pelos seguintes sintomas:

  • Hiperexcitação: caracterizada pela facilidade de se assustar em situações corriqueiras.
  • Irritabilidade ou surtos de raiva.
  • Isolamento e afastamento do convívio social.
  • Evitamento de situações que possam lembrar o evento que desencadeou o trauma.
  • Revivificação constante do momento que ocasionou o trauma (principalmente durante a noite e em situações de privação de sono).
  • Hipervigilância: estar sempre alerta para caso haja uma possível repetição do evento traumático.
  • Desinteresse pela própria vida ou planos futuros de natureza pessoal e profissional.

O medo da morte sempre poderá ser considerado uma situação de grande estresse, e estará presente em mulheres diagnosticadas com o câncer de mama. Neste momento, o acompanhamento psicoterapêutico agirá como um norteador trabalhando na recuperação da autoestima e interesse pela vida.

Dor física e trauma emocional

Você já deve ter ouvido a expressão “estou com um aperto no peito”, que geralmente é mencionada em situações de decepções amorosas ou perdas familiares, por exemplo. Por mais impressionante que possa parecer, os traumas psicológicos podem causar dores corporais reais e até mesmo ocasionar o aparecimento de doenças físicas, das quais o órgão mais afetado é o coração.

Segundo o estudo da Faculdade Imperial de Londres, o coração humano possui um dispositivo para lidar com altas cargas de adrenalina. Quando ele é acometido de um repentino enfraquecimento e uma de suas câmaras tem a sua forma modificada, provoca-se um movimento muscular, que é a tão conhecida “dor no coração”.

De forma correspondente, a mesma região do cérebro responsável por filtrar esta dor, também é responsável pela reação da dor física: o córtex cingulado anterior.

A importância do auxílio terapêutico na cura do câncer de mama

Através da psicoterapia é possível minimizar as reações desencadeadas a partir do trauma sofrido. Com o acompanhamento psicológico o indivíduo poderá compreender de forma concreta as emoções e reações de seu organismo, a fim de que possa melhor lidar com elas.

Contudo, existem algumas dicas que podem ajudar uma pessoa a curar-se de um trauma:

  • Converse com você mesmo: não fuja de seus pensamentos, dialogue internamente.
  • Não se vitimize: procure não se perguntar porque você sofre disso, ninguém merece passar por um trauma, certamente você também não. Foque seus esforços para que o trauma não se torne o centro de seus pensamentos.
  • Seja autoconfiante: você não é o trauma, não deixe que ele defina quem você é.
  • Procure ser consolado: se estiver mal, não existe problema em procurar ajuda de amigos e parentes. Você não é um incômodo e não precisa estar só.

O tratamento terapêutico sempre será tão importante quanto o tratamento clínico nos casos de câncer de mama. Não existe como separar a saúde mental da física, portanto, busque ajuda profissional caso necessite.

Gostou desse conteúdo e quer continuar navegando em nosso blog? Recomendamos a leitura de Câncer de Mama – tratamentos para depressão pós trauma.

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Câncer de Mama – tratamentos para depressão pós trauma

Antes de conversarmos sobre os tratamentos para depressão, é importante desconstruirmos alguns conceitos errôneos atribuídos à psicoterapia e sua aplicação nas diversas frentes.

A psicologia e os tratamentos para depressão

A Psicologia ainda sofre preconceitos na atualidade: mesmo com o aumento das informações sobre doenças e tratamentos psicológicos, ainda existem pessoas que consideram psicólogos como médicos que tratam apenas de doenças psíquicas graves. Contudo, essa área do conhecimento continua avançando e tem se tornado um dos principais alicerces para a vida saudável do homem contemporâneo.

Em nossa sociedade, a rotina acelerada ocasiona situações de forte estresse, o que, com o passar do tempo, pode gerar danos à saúde mental, uma vez que situações difíceis e traumáticas, ainda que pontuais, são gatilhos que podem levar à transtornos psicológicos. Uma das doenças mentais mais abordadas atualmente é a depressão, porém, muitas vezes ainda de forma equivocada.

Devido a visão distorcida que há sobre esta disfunção, pessoas que precisam de tratamentos para depressão podem ser bastante prejudicadas, já que muitas delas sofrem com o transtorno, mas não buscam o auxílio de um profissional.

A psicoterapia é importantíssima não só para o tratamento da depressão, mas é fundamental em sua prevenção. No caso de um evento traumático como um câncer, por exemplo, o acompanhamento psicológico desde o momento da descoberta pode evitar o desenvolvimento da doença, o que ajuda a reduzir a gravidade do quadro do paciente.

Tratamento psicológico para o câncer de mama

Não há como mensurar o abalo psíquico que o câncer de mama pode causar em uma mulher. Porém, quando há o acompanhamento psicológico da paciente, ajudando-a a lidar com suas angústias e medos, a carga emocional é dissipada, impactando positivamente na recuperação da saúde durante e após o tratamento.

Uma vez diagnosticada com câncer de mama, muitas etapas se darão na vida da paciente, desde a forte rejeição e negação da doença, até a esperança de estar completamente curada. Por isso, é extremamente necessário o acompanhamento desde o diagnóstico até o término do tratamento.

O câncer é uma doença devastadora no que tange também a saúde mental dos familiares e amigos, logo, se faz necessário que as pessoas mais próximas ao paciente também sejam assistidos por um acompanhamento psicoterapêutico.

Os benefícios trazidos pela psicoterapia

São inúmeros os benefícios que a psicoterapia pode trazer à vida de uma pessoa. Vamos aqui citar alguns deles.

Melhora da autoestima

Pessoas que possuem autoestima baixa podem passar a ser vítimas da depressão e/ou do transtorno de ansiedade.

A psicoterapia ajuda o indivíduo a reconhecer as suas capacidades, desenvolver o amor próprio, no fortalecimento da inteligência emocional e da capacidade de lidar com situações controversas que ocorrerão ao longo da suas vidas.

Desenvolvimento pessoal e autoconhecimento

A partir do momento em que uma pessoa conhece as suas potencialidades e dificuldades, a mesma pode investir em seus pontos positivos, de forma a conseguir “driblar” os obstáculos que a impedem de alcançar a paz interior e o equilíbrio.   

Assim, poderá trabalhar para se tornar um ser humano cada vez melhor, aprendendo  sobre limitações e desafios, além de superação e esperança, na busca pelo autoconhecimento, felicidade e evolução, para si e para todos ao seu redor.

Superação de traumas

É inevitável que situações trágicas ou desagradáveis aconteçam na vida de qualquer pessoa, e para saber como lidar com elas e superá-las, que a psicoterapia vem em nosso auxílio. O acompanhamento psicoterápico ajuda na capacidade de reagir positivamente no tratamento da depressão, da tristeza e da frustração.

Nosso atendimento psicológico

A Clínica Holos conta com profissionais altamente competentes para auxiliar no desenvolvimento pessoal e no bem estar de seus pacientes.

A psicoterapia lida com o autoconhecimento e superação de traumas, por isto, se você está passando por um momento difícil, ou conhece alguém que busca por tratamentos para depressão, procure nossa ajuda. Estamos prontos para te dar o auxílio psicológico que você precisa.

Agende uma consulta com um de nossos especialistas.

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Cuide-se – Conheça os sintomas de câncer de mama

Muito se fala acerca dos sintomas de câncer de mama, e sobre o autoexame, mas pouco é conversado de fato sobre a doença e suas particularidades. Vamos então, através deste artigo, conhecer um pouco mais sobre essa patologia, os seus principais sintomas, o tratamento, e como prevenir este mal.

Sintomas de câncer de mama e definição da doença

O câncer de mama está entre os mais comuns sofridos pelas mulheres. A doença trata  da multiplicação desordenada e defeituosa das células contidas no tecido mamário, que resulta no aparecimento de um tumor de natureza maligna.

Os sintomas de câncer de mama normalmente não aparecem nos estágios iniciais da doença (ocorrem em raríssimos casos), por isso, a presença do tumor na maioria das vezes é descoberta através do exame realizado com as mãos.

Conforme as células defeituosas se multiplicam, podem surgir os seguintes sintomas:

  • Nódulo endurecido: é percebido algum nódulo endurecido na mama ou próximo das axilas.
  • Escorrimento de secreção no mamilo: pode escorrer algum líquido do mamilo quando pressionado, ou até mesmo sangue.
  • Ferida na mama: a mama possui alguma ferida que não cicatriza e/ou possui mau cheiro.
  • Tamanho irregular das mamas: as mamas apresentam formatos ou tamanhos diferentes do seu normal.
  • Vermelhidão ou inchaço: podem aparecer fortes coceiras em regiões avermelhadas e/ou inchadas da mama.

Autoexame e prevenção

É importante que os sintomas de câncer de mama sejam de conhecimento geral, e não só das mulheres, uma vez que o companheiro também pode ajudar na identificação dos mesmos.

O câncer de mama tem cura, mas a eficácia do tratamento pode variar de acordo com o estágio de desenvolvimento em que a doença é diagnosticada, sendo os meios mais eficazes para detecção deste mal o autoexame, que consiste na palpação da mama de forma periódica, realizada pela própria mulher, um médico ou seu parceiro(a), e na mamografia.

Diagnóstico

Apesar dos exames citados acima serem importantíssimos para um pré-diagnóstico, a existência da doença só poderá ser confirmada através de uma consulta com um mastologista para a realização de exames mais específicos, como a ressonância magnética ou ultrassonografia, e caso a dúvida persista, o especialista recomendará a realização de uma biópsia.

Tratamento do câncer de mama

Após a identificação dos sintomas de câncer de mama e da realização dos exames para diagnóstico da doença, é importante compreender que o tratamento pode variar de acordo com o estágio do câncer. Neste processo delicado, o oncologista indicará um tratamento específico para o quadro do paciente.

Os tipos de abordagens mais comuns são a radioterapia, a quimioterapia e a intervenção cirúrgica para a retirada do tumor. A ordem em que os processos irão ocorrer variará de acordo com cada paciente. Tanto o SUS, quando clínicas particulares disponibilizam esses tipos de tratamento.

No caso de cirurgias, haverá diferenças de acordo com o estágio em que o tumor se encontrar, podendo ser feita a retirada parcial da mama (ou mesmo toda ela), e também a extração dos nódulos linfáticos presentes nas axilas, caso os mesmos se encontrem comprometidos pelo o avanço do tumor.

O câncer de mama tem um efeito devastador na vida das pacientes e de todas as pessoas ao seu redor. Em consciência a essa realidade, o Outubro Rosa foi criado para que as mulheres se lembrem da importância do diagnóstico precoce, e que o autoexame é essencial para prevenir o avanço da doença.

Esperamos que este artigo possa ter te ajudado, e lembre-se: mulher, se toque!
Precisa de amparo psicológico especializado? Conheça nossa clínica!

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Tristeza profunda – o que fazer a respeito

Antes de mais nada, gostaríamos de iniciar este texto dizendo que não existe tristeza profunda o suficiente, que não permita alguém de encontrar a felicidade e de se libertar das situações ou motivos que ocasionam este sofrimento e dor.

Se você está lendo este texto, provavelmente está à procura de ajuda para alguma situação em sua vida com a qual você não sabe lidar, ou talvez se encontre neste estado de tristeza profunda.

Tudo bem, sempre na vida precisaremos de ajuda, e não há nada de mal em externar e procurar auxílio quando é necessário, pois pedir ajuda nunca é um sinal de fraqueza, derrota, ou um incômodo, e sim uma defesa inteligente para se ver livre de algo que incomoda.

É importante ressaltarmos, ainda que seja extremamente repetitivo, que sentir-se triste durante muito tempo não é algo natural. A nossa mente possui defesas que tornam possível reagir às situações que nos entristecem, e nosso organismo acompanha este processo nos deixando mais dispostos e novamente aptos a realizar as nossas tarefas do dia a dia.

Por isso, reconhecer-se neste estado de uma tristeza profunda e duradoura é um sinal que precisa ser dividido com quem ama, compartilhando a forma como você se sente, e o que tem enfrentado durante este período.

Você tem medo de falar sobre sua tristeza profunda, ou acredita ser um incômodo para os outros?

Existem muitas ideias e suposições que nos desestimulam, ou que nos levam ao isolamento. É comum nesta situação sentir-se constrangido ao tentar expressar o que se sente a parentes e amigos, mas, esse obstáculo é facilmente superado, uma vez que você externaliza sua dor.

Outro preconceito que pode lhe parar na tentativa de buscar ajuda, é o receio de procurar um profissional da área de psicologia embasado em alegações como “quem vai a psicólogo é quem tem problema sério”, ou argumentações que o façam acreditar que o seu problema se trata de uma fraqueza pessoal.

A tristeza profunda pode ser um sinal do seu corpo alertando que a sua saúde emocional não está em conformidade. Não tenha medo de procurar um psicólogo. Ele não irá te julgar, e dará direcionamentos que o ajudarão a compreender a natureza do que você tem passado, e também sugerir formas para que você lide melhor com a sua tristeza.

Vamos agora descrever alguns comportamentos e ideias para que você ponha em prática e supere a tristeza que tem te impedido de  viver bem, e também para que você possa desenvolver uma vida emocional mais saudável.

Atividades físicas

Pôr em ordem os horários e dedicar-se a uma atividade física ou um esporte traz benefícios para o seu corpo e mente. As atividades e exercícios estão diretamente ligadas a produção das “substâncias do prazer”, tais como a dopamina, noradrenalina e serotonina.

Estas substâncias normalmente se encontram em níveis muito baixos no organismo de pessoas que estão tristes ou deprimidas há muito tempo. Por isso, a prática de esportes e atividades físicas regulam o nosso organismo no que tange aos níveis necessários delas, e fornecem uma proteção fisiológica eficaz contra doenças como a depressão.

Ajude outras pessoas

Parece ser algo incoerente, uma vez que você acredita que você pode ser o necessitado de ajuda, mas existe um segredo valioso ligado a esquecer um pouco de si, e cuidar de alguém.

Todas as vezes que prestamos atenção no que está fora, tiramos um pouco o foco sobre nós mesmos, e com isso aliviamos as tensões e nos colocamos em uma dinâmica diferente da que estávamos acostumados.

Isto fará com que você se sinta útil, e também que olhe seus próprios problemas de forma diferente, uma vez que coisas que pareciam grandes, podem não ser mais tão ameaçadoras.

Trabalhe e crie compromissos para si mesmo

De fato, a ociosidade é uma terrível auxiliadora para a sua tristeza profunda. Não é à toa que a máxima conhecida por nossos avós “mente vazia é oficina do diabo”, possui algum sentido verídico.

Estar desocupado permite que estejamos revisitando constantemente as nossas tristezas e problemas, e este tempo desperdiçado deveria dar lugar a atividades que o fariam estar focado em outros contingentes, e por tabela o levaria a produtividade e ações que lhe trariam satisfação e bem estar. Ser útil para si mesmo e para os outros é uma grande arma contra a tristeza.

Coloque ao seu redor quem te ama e quer te ajudar

De fato, um dos melhores antídotos para a tristeza, a dor e o sofrimento, é o afeto. Estarmos rodeados de quem se importa com a nossa vida e quer nos fazer bem. Por isso, converse com seus amigos e parentes, desenvolva atividades interessantes com eles, os insira em suas dificuldades, não tenha receio de pedir “colo” a quem você se sente confortável e tem intimidade. O afeto faz bem e o ajudará a esquecer as sensações ruins e a tristeza que o aflige.

Aceite as coisas que te entristecem

Sei que parece contraditório, mas às vezes o que precisamos é viver o nosso momento de dor e aceitá-lo. Tente não se julgar durante esse período, e não use de artifícios, principalmente coisas que você não faria, para tentar se sentir melhor.

Dividia o que você sente com seus amigos e parentes e a forma com que você tem pensado. Continue a desenvolver as atividades que são construtivas para a sua vida, mas vivencie os momentos de tristeza sem tentar fugir deles a qualquer custo. Tudo ficará bem assim que o tempo necessário para a compreensão dos fatos passar.

Esteja certo que tudo realmente vai ficar bem, que para todo sofrimento existe um período de dor e um período de cura, e é necessário que vivamos estes com resiliência e esperança. E se você não estiver conseguindo lidar com o que está vivenciando, a melhor atitude é procurar a ajuda de um profissional, e comunicar aos seus amigos sobre esta decisão. Você merece ser feliz, e com certeza achará a sua felicidade.

Converse com um de nossos profissionais. Agende uma consulta.

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Conheça a chave de como ser feliz

É incontável a quantidade de livros que falam sobre como ser feliz, e é incrível que com o passar do tempo a busca pela felicidade tem sido mistificada, comercializada e sinalizada como um produto que pode facilmente ser comprado na prateleira de qualquer livraria. Manuais falam sobre a “conquista” da felicidade, e apontam o caminho do pote de ouro que certamente estará no final do arco íris. Longe das fórmulas mágicas e charlatanismos,  gostaríamos de lhe fazer uma pergunta: você sabe como ser feliz?

A busca sobre como ser feliz tem se tornado uma pesquisa séria

Uma da maiores faculdades do mundo, a Universidade Harvard, tem avançado na pesquisa sobre como ser feliz, e seus alunos já estão tendo a oportunidade de experimentar um curso destinado a corrente da psicologia conhecida como Psicologia Positiva. Corrente  amplamente aceita e presente no estudo da psicologia ao redor do mundo atualmente. O curso de Psicologia Positiva da Universidade de Harvard é lecionado pelo professor israelense  Tal Ben-Shahar, um especialista da área que apelidou a Psicologia Positiva como a “Ciência da felicidade”.

O professor afirma de forma veemente que a fórmula de como ser feliz pode ser aprendida, e a sua assimilação se dá como em qualquer outra atividade: um esporte, tocar um instrumento ou habilidades intelectuais. O professor alega que, assim como nessas outras atividades anteriormente citadas, é necessário prática e conhecimento técnico para que se desenvolva a capacidade de ser feliz. Ben-Shahar ainda desenvolveu um lema que correu o mundo, e também está presente em um de seus Best-Sellers (Being Happy): Não é preciso ser perfeito para se levar uma vida mais rica e feliz.

Segundo Ben-Shamar, a maior chave para se obter êxito em descobrir como ser feliz, reside na capacidade de aceitar a própria vida tal como ela é, tal conceito, segundo o mesmo trará a liberdade da necessidade de sempre ser vitorioso, e das expectativas ligadas a um perfeccionismo exagerado e irrealista. Brilhantemente, o professor Ben ressalta: é justamente a expectativa de sermos completa e perfeitamente felizes que não permite que o sejamos.

Pensando neste conceito de permitir-se não ser perfeitamente feliz, e abdicar desta busca insana, que podemos desfrutar das mínimas coisas que nos trazem prazer, conforto e satisfação.

Quais os passos para ser feliz

Sabendo que devemos aceitar os revezes trazidos pela vida e encontrar paz e tranquilidade no que temos, o que devemos fazer para que essas buscas desnecessárias parem de nos atormentar e roubar a nossa felicidade?

Vamos mostrar agora alguns simples passos que podem ajudá-lo a desligar-se das expectativas exageradas e escravizadoras.

Torne as coisas mais simples em sua vida

Muitas vezes travamos uma competição contra nós mesmos, e aceleramos o processo de nossas atividades profissionais ou do lar, na busca de um perfeccionismo que acreditamos que nos trará satisfação. Livre-se dos excessos, foque a sua energia no que realmente importa, nas atividades essenciais. Normalmente quem quer fazer muitas coisas e ao mesmo tempo, pretendendo ter um bom desempenho em toda elas, não conseguirá atender a nenhuma das duas propostas. Por isso, faça o pouco mas faça bem feito, isso lhe trará satisfação.

Comece a praticar algum esporte

O nosso cérebro necessita produzir endorfina e algumas outras substâncias naturais de nosso organismo, responsáveis por nos “nutrir” de felicidade. Estes hormônios produzidos por nosso cérebro, são também responsáveis por suprimir a sensação de dor e gerar prazer. Muitos esportistas já descobriram o quanto as suas vidas mudaram em qualidade psicológica desde que iniciaram as suas carreiras, e podem de forma verídica comprovar a máxima que diz “mente sã, corpo são”.

Entenda que todas as coisas possuem um término

Se você constantemente se vê revisitando momentos e desejando que eles possam ser revividos, provavelmente você não estará atento às coisas boas que acontecem no presente . Este tipo de comportamento gera expectativas sobre um futuro que pode não acontecer (criando assim um possível sentimento de frustração), ou uma nostalgia que não permite a objetividade necessária para se viver o agora e construir novos planos para o futuro.

Se perdoe!

Cometer erros é o caminho natural de todo ser humano para que se consiga realizar acertos. Aceite as emoções negativas, pois elas são parte da vida e não temos como fugir disso. Mas, ao mesmo tempo, não permita que elas lhe aprisionem em uma visão sobrecarregada e depreciativa sobre si mesmo. É visto em diversos estudos que o perdão tem um efeito restaurador em nossas vidas, e é observado que em pessoas com baixa capacidade de perdoar aos outros e a si mesmo, são muito mais comuns casos de doenças como a ansiedade e a depressão.

Dedique-se a ideais, não somente a atividades

O ser humano desenvolve auto defesas importantíssimas quando compreende que a sua existência possui uma motivação maior, que ele é necessário e importante para a sociedade ao seu redor, e quiçá, para o próprio mundo. Observe quais são as suas habilidades naturais e identifique quais suas possíveis aptidões. Escolha suas atividades e até mesmo a sua carreira profissional compreendendo que estas escolhas podem fazer a vida de outrem ainda melhor. Através disso, você encontrará satisfação e felicidade.

A nossa felicidade está diretamente relacionada ao nosso estado mental, e por muitas vezes acreditamos que a mesma está atrelada a estímulos exteriores. Os mesmos podem colaborar para lhe ocasionar bons momentos e até mesmo o prazer, mas jamais serão os responsáveis pela a sua felicidade. Cuide do seu interior, e procure não se cobrar a ponto de que cada falha seja motivo de um grande desânimo.

A felicidade não é algo a se conquistar, mas sim algo a “ser”. Se essas dicas te ajudaram a refletir e fugir das situações que roubam a sua felicidade, ou caso queira ter um acompanhamento especializado para te auxiliar a percorrer os caminhos que te levarão a ser feliz, fale com um de nossos especialistas.

Conheça nossos tratamentos aqui.

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Suicídio: Vida e morte de mãos dadas

A morte é algo que nos assusta, e o suicídio como negação concreta da vida, nos choca! Mas será que o “fim” mais terrível só acontece por não termos tido a coragem de dar “fins” para o que não nos servia mais?

De acordo com um provérbio espanhol, “Quem vive bem morre bem, quem vive mal morre mal”. Se o escuro dá sentido ao claro e o fraco ao forte, então a morte dá sentido à vida. Na mesma proporção que a vida é nosso bem maior, a morte é nossa certeza maior. Mas na nossa cultura, a morte nos é escondida e falar sobre ela nos parece até ofensivo e, por consequência, não apreendemos sobre o verdadeiro valor e significado da vida.   

A morte não é só física

Ao longo da minha prática clínica como psicóloga, percebo que vida e morte caminham juntas. A morte física visível nos agride, mas ignoramos as muitas mortes psíquicas, invisíveis, e nos “matamos” quando não temos a coragem de colocar um fim no que não nos serve mais. Ou seja, quando atuamos buscando perfeições e aprovações, quando copiamos ou repetimos modelos sem questionarmos se nos são válidos, quando nos mantemos em relações afetivas fracassadas e nocivas ou quando o dever se impõe em nossas vidas e o prazer deixa de existir ou é vivenciado com culpa. Mas se muitas vezes a razão nos engana, o corpo não admite as enganações. Ele tudo registra, tudo guarda, tudo processa. Seja o enfrentamento de uma doença, a perda de alguém querido, um desemprego, ou outra perda qualquer.

Como consequência do conflito entre o que o corpo sente e o que a razão não dá conta, travamos uma guerra interna, que aumenta nosso estresse, que apresenta sintomas como uma depressão, ansiedade, ou outro transtorno que alimenta nas nossas entranhas um monstruoso sofrimento. E como se estivéssemos no centro de um furacão, experimentamos uma explosão de emoções como medos, angústias, inseguranças e tantas outras, que vão nos encurralando em um “beco sem saída” e “nosso mundo” fica pequeno, apertado, sufocante e sufocado, e matar “o corpo que sofre” pode parecer a única opção para acabar com a “dor de existir”.  Ou será a “dor de não existir”?

Escolha viver, ponha um fim no que não te faz bem!

Nossas vidas não se limitam a uma doença ou a um coração partido ou a um desemprego ou a outra perda qualquer. Precisamos entender que as perdas também fazem parte da vida, pois quando chegamos ao mundo, nosso cronômetro já está ligado: perdemos “o ninho seguro”, a infância, a inocência, a pele tenra, os dentes, entes queridos, empregos, amigos e tantas perdas mais! Que possamos nos permitir as dores do perder, para que não engulamos e sufoquemos nossas dores mais íntimas, caminhando em um mundo de faz de conta; que possamos desconstruir crenças e papéis quando estes não têm mais serventia, que não tenhamos que ser fortes e persistentes apenas para atender à uma sociedade que nos cobra. Mas que possamos ser fortes para lutarmos pelo o que acreditamos e assim podermos deixar para trás as âncoras que nos aprisionam, entendendo que a morte física inevitavelmente chegará e que enquanto ela não chega, podermos experimentar a vida com todo o seu esplendor de sentidos e paradoxos, com altos e baixos, dores e prazeres, ganhos e perdas, estando plenos na nossa caminhada e comprometidos com o nosso evoluir.

Logo, não vamos esperar que a dor simplesmente acabe. Não vamos empurrar para “baixo do tapete” algo que, quanto mais cedo for cuidado, menores serão os danos.  Pois, como afirmou Carl Gustav Jung, médico suíço, “A vida não vivida é uma doença que pode levar à morte”. Dê um fim ao que não serve mais! Escolha viver!

“Só aquilo que somos realmente tem o poder de curar-nos.” (JUNG)

¹ Os profissionais como psicólogos e psiquiatras ajudam no enfrentamento das dores psíquicas.
² Os sintomas geralmente são alertas de que algo não vai bem, que algo não serve mais, que algo precisa ser olhado, cuidado e modificado.

Dra. Ana Cristina Mascarenhas

Está em busca de ajuda profissional? Agende uma consulta com a gente. Falar a respeito é sempre a melhor solução.

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Setembro Amarelo – Luta pela prevenção ao suicídio

De acordo com o Ministério da Saúde, alguns dados alarmantes mostrados no Boletim Epidemiológico de Tentativas e Óbitos por Suicídio no Brasil, reforçam a necessidade de campanhas como o Setembro Amarelo, e mostram a gravidade do suicídio no cotidiano do povo brasileiro.

De acordo com o boletim, existe uma alta taxa de suicídio cometido por idosos com mais de 70 anos no Brasil. Foram registradas a média de 8,9 mortes por 100 mil pessoas nestes últimos seis anos. A média nacional era de 5,5 mortes por 100 mil pessoas.

Outro índice alarmante de suicídios se encontra entre os jovens, principalmente homens e indígenas. E para auxiliar o combate deste mal em crescimento no nosso país, que explicaremos neste artigo a importância da prevenção ao suicídio e do Setembro Amarelo.

Você sabe o que é Setembro Amarelo?

O Setembro Amarelo é uma campanha realizada pelo Centro de Valorização da Vida, e tem como intenção promover o diálogo a respeito do suicídio entre a sociedade. A campanha existe desde 2015 e vem sendo uma importante iniciativa de promoção da conscientização da prevenção ao suicídio.

No mundo inteiro estima-se que uma pessoa se suicida a cada 40 segundos, sendo no Brasil a quarta causa de morte entre jovens de 14 a 22 anos. E mesmo com número tão alarmantes como esse, o assunto ainda permanece como tabu na sociedade, o que confere ao tema características marginais às discussões. Ao não discutir o tema este torna-se refém do silêncio e falta de conhecimento, o que fatalmente incorre no aumento da estatística.

Como foi o início do Setembro Amarelo

O casal Dale Emme e Darlene Emme viveram uma grande tragédias em suas vidas, quando o seu filho Mike de apenas 17 anos se suicidou no ano de 1994. Mike era conhecido por ser um rapaz caridoso, e havia restaurado um mustang 68 e o pintado de amarelo, ao qual mantinha um grande apreço. Em seu funeral uma cesta de cartões com fitas amarelas foi colocada ali para quem quisesse pegá-los, e neles havia a mensagem: se você precisar, peça ajuda.

Os cartões se espalharam por todo os Estados Unidos da América, e em pouco tempo muitas ligações foram feitas por pessoas que precisavam de auxílio psicológico. Desde então a fita amarela foi escolhida como um símbolo do programa de auxílio à pessoas que tem pensamentos suicidas.

Qual a importância do Setembro Amarelo?

Estudos indicam que 90% dos suicídios no mundo poderiam ser evitados caso houvesse um tratamento médico adequado para as suas vítimas, e que 60% das pessoas que morreram por suicídio não buscaram ajuda. O Setembro Amarelo é uma campanha de prevenção ao suicídio, e tem desempenhado o papel  de propagadora e disseminadora de informação sobre o assunto no Brasil, onde nas casas de família e relações da sociedade, comportamentos suicidas não são percebidos, e se vistos, são diminuídos ou desacreditados.

Se traçássemos um paralelo entre a depressão e o comportamento suicida com outras doenças “convencionais”, conseguiríamos destacar o quanto o suicídio é amplamente ignorado em nossa sociedade.

Imagine se acontecesse de 60% das pessoas com fraturas decidissem não ir ao médico? Ou ainda, se 60% de pacientes com apendicite decidissem não ter o tratamento adequado? Todos nós na sociedade temos a nossa parcela de culpa nos números crescentes do suicídio, pois decidimos não falar sobre o assunto.

Números apontam que 17% dos brasileiros já pensaram seriamente em cometer suicídio, e que 4,8% chegaram a planejar como o fariam.

O suicídio é um comportamento ocasionado por uma doença psicológica grave, e deve receber a importância que é dada a uma doença grave fisiológica. É necessário que espalhemos a importância do Setembro Amarelo e disseminemos a conscientização sobre a prevenção ao suicídio.

Seja participante deste movimento e colabore com a promoção desta campanha voltada para ajudar a quem precisa. Esteja atento aos seus parentes e amigos, e os encoraje a procurar um tratamento adequado caso seja necessário.
Veja também:

Sintomas de depressão – Para quais sinais devemos ficar alerta?

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