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Suicídio: Vida e morte de mãos dadas

A morte é algo que nos assusta, e o suicídio como negação concreta da vida, nos choca! Mas será que o “fim” mais terrível só acontece por não termos tido a coragem de dar “fins” para o que não nos servia mais?

De acordo com um provérbio espanhol, “Quem vive bem morre bem, quem vive mal morre mal”. Se o escuro dá sentido ao claro e o fraco ao forte, então a morte dá sentido à vida. Na mesma proporção que a vida é nosso bem maior, a morte é nossa certeza maior. Mas na nossa cultura, a morte nos é escondida e falar sobre ela nos parece até ofensivo e, por consequência, não apreendemos sobre o verdadeiro valor e significado da vida.   

A morte não é só física

Ao longo da minha prática clínica como psicóloga, percebo que vida e morte caminham juntas. A morte física visível nos agride, mas ignoramos as muitas mortes psíquicas, invisíveis, e nos “matamos” quando não temos a coragem de colocar um fim no que não nos serve mais. Ou seja, quando atuamos buscando perfeições e aprovações, quando copiamos ou repetimos modelos sem questionarmos se nos são válidos, quando nos mantemos em relações afetivas fracassadas e nocivas ou quando o dever se impõe em nossas vidas e o prazer deixa de existir ou é vivenciado com culpa. Mas se muitas vezes a razão nos engana, o corpo não admite as enganações. Ele tudo registra, tudo guarda, tudo processa. Seja o enfrentamento de uma doença, a perda de alguém querido, um desemprego, ou outra perda qualquer.

Como consequência do conflito entre o que o corpo sente e o que a razão não dá conta, travamos uma guerra interna, que aumenta nosso estresse, que apresenta sintomas como uma depressão, ansiedade, ou outro transtorno que alimenta nas nossas entranhas um monstruoso sofrimento. E como se estivéssemos no centro de um furacão, experimentamos uma explosão de emoções como medos, angústias, inseguranças e tantas outras, que vão nos encurralando em um “beco sem saída” e “nosso mundo” fica pequeno, apertado, sufocante e sufocado, e matar “o corpo que sofre” pode parecer a única opção para acabar com a “dor de existir”.  Ou será a “dor de não existir”?

Escolha viver, ponha um fim no que não te faz bem!

Nossas vidas não se limitam a uma doença ou a um coração partido ou a um desemprego ou a outra perda qualquer. Precisamos entender que as perdas também fazem parte da vida, pois quando chegamos ao mundo, nosso cronômetro já está ligado: perdemos “o ninho seguro”, a infância, a inocência, a pele tenra, os dentes, entes queridos, empregos, amigos e tantas perdas mais! Que possamos nos permitir as dores do perder, para que não engulamos e sufoquemos nossas dores mais íntimas, caminhando em um mundo de faz de conta; que possamos desconstruir crenças e papéis quando estes não têm mais serventia, que não tenhamos que ser fortes e persistentes apenas para atender à uma sociedade que nos cobra. Mas que possamos ser fortes para lutarmos pelo o que acreditamos e assim podermos deixar para trás as âncoras que nos aprisionam, entendendo que a morte física inevitavelmente chegará e que enquanto ela não chega, podermos experimentar a vida com todo o seu esplendor de sentidos e paradoxos, com altos e baixos, dores e prazeres, ganhos e perdas, estando plenos na nossa caminhada e comprometidos com o nosso evoluir.

Logo, não vamos esperar que a dor simplesmente acabe. Não vamos empurrar para “baixo do tapete” algo que, quanto mais cedo for cuidado, menores serão os danos.  Pois, como afirmou Carl Gustav Jung, médico suíço, “A vida não vivida é uma doença que pode levar à morte”. Dê um fim ao que não serve mais! Escolha viver!

“Só aquilo que somos realmente tem o poder de curar-nos.” (JUNG)

¹ Os profissionais como psicólogos e psiquiatras ajudam no enfrentamento das dores psíquicas.
² Os sintomas geralmente são alertas de que algo não vai bem, que algo não serve mais, que algo precisa ser olhado, cuidado e modificado.

Dra. Ana Cristina Mascarenhas

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Setembro Amarelo – Luta pela prevenção ao suicídio

De acordo com o Ministério da Saúde, alguns dados alarmantes mostrados no Boletim Epidemiológico de Tentativas e Óbitos por Suicídio no Brasil, reforçam a necessidade de campanhas como o Setembro Amarelo, e mostram a gravidade do suicídio no cotidiano do povo brasileiro.

De acordo com o boletim, existe uma alta taxa de suicídio cometido por idosos com mais de 70 anos no Brasil. Foram registradas a média de 8,9 mortes por 100 mil pessoas nestes últimos seis anos. A média nacional era de 5,5 mortes por 100 mil pessoas.

Outro índice alarmante de suicídios se encontra entre os jovens, principalmente homens e indígenas. E para auxiliar o combate deste mal em crescimento no nosso país, que explicaremos neste artigo a importância da prevenção ao suicídio e do Setembro Amarelo.

Você sabe o que é Setembro Amarelo?

O Setembro Amarelo é uma campanha realizada pelo Centro de Valorização da Vida, e tem como intenção promover o diálogo a respeito do suicídio entre a sociedade. A campanha existe desde 2015 e vem sendo uma importante iniciativa de promoção da conscientização da prevenção ao suicídio.

No mundo inteiro estima-se que uma pessoa se suicida a cada 40 segundos, sendo no Brasil a quarta causa de morte entre jovens de 14 a 22 anos. E mesmo com número tão alarmantes como esse, o assunto ainda permanece como tabu na sociedade, o que confere ao tema características marginais às discussões. Ao não discutir o tema este torna-se refém do silêncio e falta de conhecimento, o que fatalmente incorre no aumento da estatística.

Como foi o início do Setembro Amarelo

O casal Dale Emme e Darlene Emme viveram uma grande tragédias em suas vidas, quando o seu filho Mike de apenas 17 anos se suicidou no ano de 1994. Mike era conhecido por ser um rapaz caridoso, e havia restaurado um mustang 68 e o pintado de amarelo, ao qual mantinha um grande apreço. Em seu funeral uma cesta de cartões com fitas amarelas foi colocada ali para quem quisesse pegá-los, e neles havia a mensagem: se você precisar, peça ajuda.

Os cartões se espalharam por todo os Estados Unidos da América, e em pouco tempo muitas ligações foram feitas por pessoas que precisavam de auxílio psicológico. Desde então a fita amarela foi escolhida como um símbolo do programa de auxílio à pessoas que tem pensamentos suicidas.

Qual a importância do Setembro Amarelo?

Estudos indicam que 90% dos suicídios no mundo poderiam ser evitados caso houvesse um tratamento médico adequado para as suas vítimas, e que 60% das pessoas que morreram por suicídio não buscaram ajuda. O Setembro Amarelo é uma campanha de prevenção ao suicídio, e tem desempenhado o papel  de propagadora e disseminadora de informação sobre o assunto no Brasil, onde nas casas de família e relações da sociedade, comportamentos suicidas não são percebidos, e se vistos, são diminuídos ou desacreditados.

Se traçássemos um paralelo entre a depressão e o comportamento suicida com outras doenças “convencionais”, conseguiríamos destacar o quanto o suicídio é amplamente ignorado em nossa sociedade.

Imagine se acontecesse de 60% das pessoas com fraturas decidissem não ir ao médico? Ou ainda, se 60% de pacientes com apendicite decidissem não ter o tratamento adequado? Todos nós na sociedade temos a nossa parcela de culpa nos números crescentes do suicídio, pois decidimos não falar sobre o assunto.

Números apontam que 17% dos brasileiros já pensaram seriamente em cometer suicídio, e que 4,8% chegaram a planejar como o fariam.

O suicídio é um comportamento ocasionado por uma doença psicológica grave, e deve receber a importância que é dada a uma doença grave fisiológica. É necessário que espalhemos a importância do Setembro Amarelo e disseminemos a conscientização sobre a prevenção ao suicídio.

Seja participante deste movimento e colabore com a promoção desta campanha voltada para ajudar a quem precisa. Esteja atento aos seus parentes e amigos, e os encoraje a procurar um tratamento adequado caso seja necessário.
Veja também:

Sintomas de depressão – Para quais sinais devemos ficar alerta?

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Ideação suicida, nunca minimizar!

Pode acontecer que a declaração de intenção de cometer um suicídio seja uma chantagem emocional, uma regressão, uma forma de chamar e ganhar atenção sobre si mesmo? Pode ser uma forma de obter afeto ou até mesmo algo material? Pode! Mas quem estará disposto a pagar pra ver?! Portanto, o melhor mesmo é não minimizar uma ideação suicida.

A ideação suicida é um pedido de socorro!

A ideação suicida é um grande pedido de socorro, seja porque o indivíduo não enxerga mais sentido na vida, seja porque queira acabar com o sofrimento. Muitas vezes os pensamentos estão tão confusos, que se perde a noção do ato praticado.

Existem várias causas para o suicídio, desde os problemas existenciais mais complicados até as psicoses, em que as pessoas ouvem voz de comando ordenando que elas se matem. São em momentos como esses, em que os pensamentos estão muito confusos, que o juízo  e discernimento de realidade são ofuscados e podem levar o indivíduo a cometer atos imutáveis. Contudo, este breve comentário não tem a intenção de analisar a questão de forma técnica, e sim apresentá-la sobre um olhar humanista.

Saiba mais sobre os tipos de depressão e como lidar com esse distúrbio.

É possível evitar um suicídio?

Sabemos hoje que (dada as devidas proporções) existe certa predisposição para ideações suicidas. Entretanto, se até a genética, que antes víamos como imutável, pode ser modificada pela epigenética, por que então não seríamos capazes de modificar uma ideação suicida?

É sobre este questionamento que está o papel das pessoas que estão em torno dos indivíduos que alimentam esses pensamentos. A família, os amigos, os colegas de trabalhos, todos estão aptos a perceberem e atuarem como suporte de apoio nessas circunstâncias, desde que existam dois sentimentos básicos, amor e empatia. Não uma empatia de ser socialmente simpático, mas uma empatia de se colocar no lugar do outro, de percebê-lo.

Não existe uma forma determinada ou uma fórmula para se fazer isto, ela surgirá na hora, à medida em que criarmos empatia pelo outro, que nos colocamos em seu lugar, levando em conta seus sentimentos e suas crenças.

Lembre-se, ninguém é infalível, se a gente agir com sentimento, com emoção e com compaixão, os caminhos se abrirão. E se no final não conseguirmos impedir, ficará a consciência de que se tentou fazer o melhor, pois ninguém é onipotente.

Seja no estágio inicial da ideação suicida, ou após o acontecimento do ato, a ajuda especializada será essencial como suporte para enfrentar esse momento.

Dra. Telma de Oliveira (Psiquiatra)

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Sintomas de depressão – Para quais sinais devemos ficar alerta?

É muito possível que você já tenha participado de uma conversa cujo assunto tenha sido os sintomas de depressão, ou sobre a depressão de forma genérica. E realmente são muito comuns as especulações feitas sobre o assunto e suas complicações, mas, de fato, pouquíssima informação verídica e construtiva é disseminada nas conversas entre amigos e nos “achismos” espalhados na internet.

Esta quantidade de informação equivocada espalhada tem sido responsável por incidentes lamentáveis e prejudiciais para o bem estar de quem convive com alguém depressivo, e obviamente para o próprio paciente. Os sintomas de depressão por muitas vezes são confundidos com a sintomática de outra patologia, assim piorando as confusões feitas sobre a doença.

Estudos indicam que cerca de 16% da população do mundo inteiro já sofreu com a depressão ao menos umas vez na vida. Tais estudos tiveram seu início no ano de 1920, e neste mesmo período, os relatórios já indicavam que, devido a fatores biológicos, as mulheres possuem o dobro de chances, em relação aos homens, de se tornarem depressivas. De acordo com a OMS (Organização mundial de saúde), até o ano de 2020 a depressão será a segunda maior causa de mortes por doença no país, perdendo apenas para as doenças cardíacas.

Porém, antes de falarmos sobre os sintomas da depressão vamos entender melhor o que é essa doença.

O que é depressão?

Ao contrário do que normalmente pode se pensar, a depressão nem sempre está ligada a tristeza, mas é comum que indivíduos depressivos sintam-se tristes por longos períodos, e que essa tristeza se apresente de forma muito mais intensa do que a sentida em uma situação “verídica”. Entende-se como natural a tristeza advinda de motivações reais e palpáveis, como a morte de um ente querido ou ruptura de um relacionamento duradouro, mas sentir-se triste sem motivos aparentes é algo anormal.

Fisiologicamente explicando, a depressão é um desequilíbrio do cérebro. Porém, apesar de também se tratar de uma doença com características físicas, a mesma não pode ser solucionada apenas com medicamentos, pois fôra ocasionada por uma soma de fatores psicológicos, sociais e biológicos. De forma sucinta: a forma com que você se relaciona com o mundo pode ser responsável pelo aparecimento da doença.

O suicídio

Como vimos acima, segundo os estudos feitos sobre a depressão, até 2020 esta será a maior causadora de mortes por doença no Brasil. Um dado assustador, principalmente pelo fato de que se houvesse conscientização e maior divulgação sobre o tema, este índice poderia ser reduzido drasticamente.

Esta informação é extremamente assustadora, e também nos alerta sobre o fantasma do suicídio, apontando para uma estatística assombrosa que poderá ser reduzida ou evitada, através da conscientização do povo.

Outro fator importante é a desmistificação relacionada a culpabilização direcionada a pessoas com depressão. Na tentativa de ajudar o outro, muitas pessoas intensificam fatores estimulantes à depressão, como minimizar as dores do outro ou compará-las com dores e acontecimentos de outras pessoas. Um grande exemplo é quando compara-se dificuldades e problemas, como “você tem tudo na vida, não há porque ficar triste, veja que aquela pessoa está passando por coisas bem piores que vocês”. É preciso respeitar a dor do outro para então poder ajudá-lo.

Fique alerta aos sintomas de depressão!

As tentativas de suicídio e sua reincidência na maioria das vezes  estão vinculadas a violentas doses de sofrimento, desespero e angústia, e tais fortes emoções se devem à crises de natureza afetiva ou situações de grande conturbação mental, tendo como sintomas de depressão delírios ou uma psicose num estágio bastante agudo.

É importante sabermos que o comportamento suicida em geral surge na decorrência de doenças psicológicas não tratadas, e tem crescido de forma assustadora entre pessoas antes dos 30 anos de idade. Ultrapassando os índices de morte por HIV, estima-se que o comportamento suicida tem afetado mais que a marca de 12 mil pessoas por ano no Brasil.

Vamos agora a uma listagem de possíveis comportamentos depressivos que podem indicar um comportamento suicida.

Mudança de comportamento repentina

Uma pessoa que esteja pensando em suicídio pode comportar-se de forma muito diferente do seu habitual, expressando-se de formas diferentes, com linguagens incomuns , e até mesmo perdendo a capacidade compreender o senso de humor em conversas. Também é comum que comece a se envolver em atividades perigosas, como  uso de drogas e a direção em alta velocidade.

Demonstrar grande tristeza e preferir se isolar

Estar triste por longos períodos é comum em estágios avançados de depressão, bem como também a falta de vontade de socializar. Alguém que a todo momento demonstra preferir se isolar pode ser um indício perigoso que aponta um comportamento suicida.

É muito comum que nesse estágio que a pessoa com  depressão não consiga perceber que está em um processo depressivo, e pode atribuir a si mesmo a incapacidade de socializar e a forma deprimida com que se sente. A frustração que essas percepções trazem podem causar desânimo, desmotivação, e a falta de vontade de viver.

Tratar de assunto não concluídos

É um tipo de atitude bem comum em pessoas que já planejam o suicídio. Este comportamento se manifesta na presença de  pessoas que não se vê há muito tempo, o pagamento de dívidas de longa data, ou simplesmente a entrega de objetos pessoais muito estimados como presentes. É importante procurar se existe alguma carta ou mensagem sendo escrita para após o suicídio, que neste estágio é possível que a mesma já esteja sendo desenvolvida.

Tranquilidade instantânea

Demonstrar grande tranquilidade e paz superficial, após um longo tempo de isolamento, tristeza ou ansiedade, é um indício alarmante do comportamento suicida. Este tipo de estágio se caracteriza quando a pessoa depressiva acredita ter encontrado a resposta para as suas dores e problemas através do suicídio.

Esperamos ter ajudado a você caso esteja procurando informação para ajudar um parente, um amigo, ou até mesmo o seu parceiro(a). Ou se você identifica algum desses sintomas de depressão em você mesmo, não se desespere, conte a quem você ama e procure por auxílio profissional. Através do tratamento adequado e da colaboração das pessoas mais próximas, esse quadro pode ser revertido e uma vida pode ser salva.

Saiba mais sobre os tipos de depressão e como lidar com esse distúrbio aqui.

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Setembro Amarelo: Mês da Prevenção ao Suicídio

O suicídio é um fenômeno social devido ao impacto que ele provoca nos familiares, amigos e na sociedade como um todo, considerando a relação Homem-Sociedade defendida por Durkheim, o suicídio pode ser considerado uma ação pública com efeitos privados, visto que não é o indivíduo que se mata e sim a sociedade através dele.

Números e estaísticas

O suicídio é um tema que mobiliza por significar a interrupção do ciclo da vida. Estudos comprovam que o ato suicida é crescente e as pesquisas não apontam procedimentos eficazes para contê-lo. Contudo, o manual do suicídio de Neury Botega oferece aos profissionais da área de saúde, mecanismos para identificarem a ideação suicida, na tentativa de reduzir o número de suicídios no Brasil – 32 / dia.

Segundo dados da OMS (2014) mais de 800 mil pessoas cometem suicídio no mundo a cada ano. A cada 40 segundos uma pessoa, e estima-se que para cada pessoa que consegue realizar o ato de matar-se, vinte tentam e não conseguem. É a segunda causa de morte entre pessoas com 15 a 29 anos.

Motivações que levam ao suicídio

Para Marback e Pelisoli (2014), o comportamento suicida envolve ideação, planejamento, tentativa e suicídio propriamente dito, comportamentos em geral motivados por crenças de desesperança, caracterizada por uma visão de futuro vazio, sem perspectivas.  

A Comissão de Prevenção de Suicídio da Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP (2009) chama atenção para as situações de vulnerabilidade como a depressão, isolamento social, crise conjugal e familiar e outros transtornos psíquicos.

Contudo, deve-se observar que a vinculação do ato suicida, como regra, à um transtorno mental, é uma forma de reduzir o sofrimento, a angústia e a desesperança à falta de saúde mental, como se a falta de perspectivas e sentido para o indivíduo continuar vivo pudessem ser enquadradas.

Essa leitura reducionista poderia aquietar a sociedade e o tema suicídio deixaria de ser discutido por outras questões e perspectivas, sendo vinculado apenas aos transtornos mentais, rotulando, ainda mais, as pessoas que o cometem.

Prevenção e posvenção do suicídio

Nós psicólogos devemos estar vigilantes e perceptivos a qualquer sinal de angústia e desesperança, visando organizar os pensamentos negativos das pessoas que, por ventura, apresentem sinais de ideação suicida, ressignificando as suas distorções cognitivas, agindo preventivamente e defendendo a ideia de que a saída para o sofrimento está na própria vida.

Se não for possível evitar essa decisão, a posvenção precisa ser realizada com o empenho necessário aos familiares dos que se foram e, principalmente, aos sobreviventes de si mesmo.

 

Iêda Domitilo

Psicóloga, Esp. em Psicologia Clínica: TCC, Esp. em Administração de RH.

 

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Falar sobre suicídio pode aumentar os índices?

Cansei de viver ou não estou dando conta de sofrer?

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Você sofre com carência afetiva? Descubra o que fazer!

É normal que as pessoas busquem pelo carinho e atenção daquelas que as circundam. Ter necessidade de contato e demonstração de emoções, são características que fazem parte da própria evolução do ser humano, pois foi o estreitamento das relações afetivas que garantiu a sobrevivência da espécie frente a predadores, além de permitir o desenvolvimento de uma complexa célula social. Contudo, a carência afetiva é uma busca incessante por carinho e atenção, de maneira a criar uma dependência direta com o estado de ânimo, humor e até mesmo a saúde física daqueles que a sentem.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope, por encomenda da empresa Johnson & Johnson, cerca de 62% dos brasileiros considera o afeto como fundamental para as suas vidas. Ainda, 28% dessa população afirma nunca ter recebido nenhum tipo de carinho.

Que saber quais os principais fatores que provocam a carência afetiva, seus principais sintomas e como evitá-la? Então continue lendo o post e descubra agora mesmo!

O que provoca a carência afetiva?

A carência afetiva pode ser organizada de acordo com as suas diversas fontes. Normalmente ela está ligada às relações familiares desenvolvidas desde a primeira infância, nas quais as percepções de carinho e atenção ainda não estão completamente desenvolvidas, mas podem deixar sequelas para toda a vida.

O que acontece é que, muitas vezes repetimos os padrões com os quais nos condicionamos desde essa fase, sejam eles comportamentais ou mentais. Assim, as dificuldades que enfrentamos na convivência com  pessoas que estiveram presentes em nossa infância , reverberam no nosso comportamento e na nossa afetividade quando adultos.

Essa sensação de dependência emocional pode afetar vários aspectos da vida, desde as relações interpessoais, amorosas e profissionais, até a própria auto estima da pessoa carente.

Cuidados excessivos, falta de independência com relação a atividades rotineiras e pouca responsabilidade durante a criação de crianças e adolescentes também pode gerar adultos carentes emotiva e afetivamente.

Quais os sintomas da carência afetiva?

Vários são os sintomas que podem determinar se uma pessoa sofre de carência afetiva. Contudo, o que é realmente necessário, é prestar atenção em fatores que estejam atrapalhando a independência do indivíduo, bem como suas relações sociais.

Vamos citar aqui alguns desses principais sintomas. Caso você se identifique com eles, procure um de nossos profissionais para ter ajuda especializada.

Necessidade de atenção

A sensação de dependência e carência emocional confere à pessoa carente a percepção de que é “invisível”, não notada pelos outros. Com isso, ela desenvolve uma necessidade de chamar a atenção de várias formas, seja positiva ou negativa.

Isso pode afetar diretamente o comportamento da pessoa, levando até ao uso de drogas e álcool, para se sentir menos inibida, querida e centro das atenções.

Tendências submissas

Ter tendência à submissão pode demonstrar uma grande carência afetiva das pessoas. Isso acontece, pois, essa sensação procede da percepção de inferioridade por parte do carente afetivo, o que o leva a ser submisso para não desagradar a pessoa que é objeto de sua carência.

Receio em desagradar as pessoas

Devemos ter cuidado para não magoar as pessoas que nos rodeiam com frases duras e entender suas individualidades e sentimentos. Contudo, a pessoa carente se anula completamente com medo de desagradar quem a rodeia e ficar sozinha.

Ciúmes em excesso

Ciúmes são naturais em quaisquer tipos de relacionamentos, mas em excesso podem causar grandes desgastes tanto ao objeto do ciúmes, quanto à pessoa que o sofre. Por isso, esse sentimento em excesso é muito prejudicial para qualquer pessoa e demonstra uma alta carência afetiva.

Medo de ser solitário

Como já dito antes, a raça humana evoluiu para viver em sociedade e a solidão pode levar a vários problemas de auto estima, e, até interferir na produção hormonal e humor das pessoas. Contudo, ter muito medo de ser solitário é um sinal de uma carência afetiva exacerbada.

Muitas vezes, a pessoa que tem medo de ser solitária tem vários amigos, parentes e não está realmente só, mas possui a sensação que sem o objeto da sua carência, ela está completamente sozinha e abandonada.

Dependência do outro para ser feliz

A sensação que depende do outro para ser feliz é muito prejudicial para ambos componentes de um relacionamento. Todos os sintomas citados anteriormente convergem para essa dependência, muito prejudicial para todos os aspectos da vida das pessoas.

Como evitar a carência afetiva?

Saber identificar que sofre de carência afetiva é o primeiro passo na busca para se livrar desse mal que alcança tantas pessoas atualmente. Por isso, após essa primeira fase, descubra qual a fonte desse problema e busque maneiras de combatê-lo.

Vamos citar aqui as principais atitudes que as pessoas que buscam se livrar ou evitar a carência afetiva devem seguir para sentir-sem mais plenas.

Aproveite a sua própria companhia

Saber valorizar momentos e atividades que fazemos sozinhos é crucial para evitar a carência emocional. Sentir-se completo consigo mesmo, sem a dependência contínua da presença alheia nos faz sentir mais completos e independentes.

Programas como ler um livro, assistir a um filme e até fazer viagens sozinhos é importante para nos conhecermos melhor e saber nossos limites. Assim, podemos também aproveitar os melhores momentos das nossas companhias sem a carência afetiva atrapalhando.

Valorize-se mais

Elogie-se, arrume-se, faça exercícios, busque ver o melhor de si próprio sempre. A auto estima é uma grande aliada contra a carência afetiva. Ver em si várias qualidades e aprender a amar até os próprios defeitos, é um dos maiores passos que uma pessoa carente pode dar, principalmente por suas tendências negativistas com relação à si mesmo.

Não se relacione por carência

Caso você tenha tido um relacionamento no qual a carência afetiva foi a “protagonista”, não cometa o mesmo erro com outra pessoa. Antes de relacionar-se novamente, cuide de você, da saúde, aparência e se aproxime dos amigos e família.

Só após um “período de luto”, autoconhecimento e independência afetiva, busque relacionar-se com alguém de forma plena, evitando reincidir nos erros cometidos.

Busque ajuda especializada

A terapia, autoconhecimento e, em alguns casos, auxílio psiquiátrico, é muito importante para o tratamento da carência afetiva. Buscar um profissional especializado pode ajudar a pessoa que sofre dessa dependência a encontrar gatilhos que a ajudem a curar-se de forma mais rápida e completa.
Descobriu que sofre esse transtorno e quer diminuir sua carência afetiva? Então agende uma consulta conosco agora e comece o seu tratamento.

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tratamento de depressão

Você conhece os diferentes tratamentos de depressão?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão afeta cerca de 4,4% da população mundial. Já o Brasil, é líder na prevalência desse mal em toda a América Latina: quase 6% da população brasileira sofre com o problema (11,5 milhões de pessoas). E isso ocorre, em suma, porque a maioria das pessoas não conhece os tratamentos de depressão disponíveis atualmente.

A depressão é uma doença silenciosa e, caso não seja tratada, em casos extremos, ela pode levar ao suicídio. Por isso, é importante superar o preconceito que ainda a rodeia.

Então, se você ou alguém próximo tem apresentado sinais como mudança do sono, introspecção, sentimentos oscilantes, dentre outros, e desconfia que possa estar desenvolvendo um comportamento depressivo, procure ajuda especializada imediatamente.

Listamos abaixo alguns tratamentos de depressão existentes, suas principais recomendações e técnicas. Continue lendo e confira.

Psicologia (Psicoterapia)

A Psicologia, ou psicoterapia, é considerada um processo de autoconhecimento. Ela é exercida por psicólogos especializados na cura da mente humana (psique), tanto sua parte consciente quanto inconsciente.

O tratamento de depressão baseado na psicoterapia, consiste em escutar os problemas e conflitos do paciente no ambiente clínico, criando um diálogo para pôr em perspectiva suas dificuldades e angústias, ajudando-o a traçar um planejamento para lidar com elas.

Assim, estimula-se o equilíbrio psíquico, físico, mental, emocional, espiritual e social do indivíduo, apoiando-o para que o indivíduo alcance a sua harmonia.

Análise Bioenergética

A análise – ou psicoterapia – bioenergética utiliza a integração entre a mente e o corpo no tratamento de depressão. De acordo com essa linha terapêutica, sentimentos reprimidos na infância geram tensões musculares no indivíduo e afetam a sua relação pessoal e interpessoal.

Assim, essa análise utiliza técnicas para estimular a expressão de sentimentos do paciente, com o objetivo de quebrar bloqueios físico-emocionais, como exercícios e toques corporais.

Psicanálise

A Psicanálise é um campo de investigação da mente humana proveniente da medicina. Ela foi criada no Século XIX pelo neurologista austríaco, Sigmund Freud. Considerada uma prática médica e não uma ciência, ela utiliza, entre outras técnicas, a hipnose.

O objetivo dessa terapia é trazer ao consciente do paciente situações, memórias e traumas passados, presentes em seu inconsciente, mas que afetam diretamente a sua vida. Assim, o próprio indivíduo passa a conhecer as causas dos seus problemas para agir sobre elas.

Em tratamento de depressão, essa técnica pode ser eficiente para a descoberta de problemas relacionados à infância e traumas comportamentais, que podem ter relação direta com o desenvolvimento da doença, como o bullying.

Terapia Junguiana

A terapia Junguiana, também chamada de analítica, foi criada no início do século XX, a partir das ideias e estudos sobre o inconsciente humano do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung.

Análise Bioenergética

A análise – ou psicoterapia – bioenergética utiliza a integração entre a mente e o corpo no tratamento de depressão. De acordo com essa linha terapêutica, sentimentos reprimidos na infância geram tensões musculares no indivíduo e afetam a sua relação pessoal e interpessoal.

Assim, essa análise utiliza técnicas para estimular a expressão de sentimentos do paciente, com o objetivo de quebrar bloqueios físico-emocionais, como exercícios e toques corporais.

Psicanálise

A Psicanálise é um campo de investigação da mente humana. Ela foi criada no Século XIX pelo neurologista austríaco, Sigmund Freud. Considerada uma prática médica e não uma ciência, ela utiliza, entre outras técnicas, a hipnose.

O objetivo dessa terapia é trazer ao consciente do paciente memórias passadas, presentes em seu inconsciente, mas que afetam diretamente a sua vida. Assim, o próprio indivíduo passa a conhecer as causas dos seus problemas para agir sobre elas.

Em tratamento de depressão, essa técnica pode ser eficiente para a descoberta de problemas relacionados à infância e traumas comportamentais, como o bullying.

Terapia Junguiana

A terapia Junguiana, também chamada de analítica, foi criada no início do século XX, a partir das ideias e estudos sobre o inconsciente humano do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung.

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Eu tenho ansiedade? Confira os sintomas do transtorno

 

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é a nação campeã em pessoas que sofrem algum tipo de transtorno de ansiedade: mais de 9% da população do país.

Esse mal já é considerado um problema sério de saúde pública no mundo, afetando diretamente os gastos públicos no setor e índices econômicos, pois causa queda de produtividade e concentração nos indivíduos acometidos por ela.

A ansiedade é caracterizada por sentimentos exacerbados de antecipação com relação à um fato que pode acontecer no futuro. Isso gera medo e tensão, que se refletem de forma psicológica e até física, como a aceleração dos batimentos cardíacos, dentre outras sintomas.

Ela se torna um transtorno quando essa sensação se repete com muita frequência ou por longos períodos, afetando diretamente a vida e o convívio social das pessoas.

Se você se pergunta continuamente “eu tenho ansiedade?” e que saber mais sobre o assunto, continue lendo esse post e descubra tudo que é preciso sobre tal transtorno, seus sintomas, tipos e tratamentos!

Como saber se eu tenho ansiedade?

Medo e ansiedade são sentimentos completamente normais para os seres humanos. Foram eles que fizeram com que nossos ancestrais se dessem conta dos perigos do mundo das cavernas.

Assim, eles fabricaram armas, se organizaram em vilas e cidades para se proteger melhor. Isso cooperou no desenvolvimento das sociedades durante a história do homem.

Contudo, quando a ansiedade contínua atrapalha a vida do indivíduo, a ponto de impedi-lo de cumprir certas atividades ou frequentar lugares específicos, ela é considerada um transtorno.

No sentido fisiológico, ela age no nosso corpo como uma reação instintiva e irracional, quase como um reflexo, igual ao ato de se aparar com as mãos em uma queda ou quando protegemos o rosto, caso lancem algum objeto em nossa direção.

Essas ações ativam o chamado Sistema Nervoso Simpático, responsável por ações ligadas ao estresse, como iniciar uma discussão, fugir de uma situação ou local perigoso ou desagradável, dentre outros.

Sintomas da ansiedade

A ativação da área Simpática do nosso Sistema Nervoso, promove a liberação da adrenalina, que promove vários estímulos, tanto físicos, quanto psicológicos. Dentre eles, estão:

  • dificuldade para se concentrar;
  • sensação exagerada de medo;
  • nervosismo;
  • distúrbios no sono;
  • sentimento de descontrole;
  • aumento da irritabilidade;
  • intensificação dos batimentos cardíacos;
  • dificuldade de respirar;
  • sudorese;
  • cansaço;
  • fraqueza;
  • tremores;
  • frieza nas extremidades do corpo (mãos e pés);
  • diarreia;
  • boca seca;
  • náusea;
  • tensão muscular.

Além de todos esses sintomas, o transtorno de ansiedade pode gerar ataques de pânico, o que pode levar a doenças ainda mais graves e que exigem um tratamento especializado contínuo, como a Síndrome do Pânico.

Quais os principais tipos de transtornos de ansiedade?

Os transtornos de ansiedade podem ser classificados em diferentes níveis e tipos de acordo com a sua recorrência, intensidades e outros fatores. Aqui, vamos listar os principais deles, suas características e como identificá-los da maneira correta.

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

O TAG é a preocupação excessiva e contínua sobre vários aspectos da vida de uma pessoa. Ele não possui um gatilho específico para atuar pois a pessoa vive constantemente tensa com tudo que acontece ao seu redor.

Apesar de suas causas exatas ainda não serem conhecidas, esse transtorno tende a atingir mais as mulheres. Entre os outros fatores estão a menopausa, distúrbios na tireoide, propensões genéticas e traumas na infância.

Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)

O TEPT é causado por sinais físicos, mentais ou emocionais que relembram ao indivíduo situações traumáticas vividas anteriormente, como um acidente, violência sofrida, morte de um ente querido, dentre várias situações.

Na memória do indivíduo, aquela situação desencadeia uma sensação de perigo, tanto para si quanto para os que o rodeiam.

Transtorno obsessivo compulsivo (TOC)

O TOC, por sua vez é considerado um transtorno de ordem psiquiátrica e, portanto, necessita de tratamento psicoterapêutico aliado ao medicamentoso. Ele é marcado pela sequência de comportamentos de forma repetitiva, compulsiva e, muitas vezes, obsessiva.

Dentre os tipos mais conhecidos de TOC estão a mania de limpeza obsessiva, organização rígida e exagerada e a ocorrência contínua de pensamentos negativos, agressivos, de cunho sexual ou religioso.

Fobias

A fobia é considerada um medo totalmente ilógico de alguma situação, animal, objetivo ou atividade. Ela normalmente é totalmente ilógica e descolada da realidade, muitas vezes não sendo o objetivo da fobia realmente nocivo ao indivíduo. Entre as fobias mais conhecidas, estão:

  • aracnofobia: medo de aranhas;
  • agorafobia: medo de ficar sozinho em lugares amplos ou públicos;
  • acrofobia: medo de altura;
  • aicmofobia: medo de agulhas;
  • claustrofobia: medo de lugares fechados;
  • catsaridafobia: medo de barata;
  • coulrofobia: medo de palhaços;
  • fobia social: medo exacerbado de lugares públicos ou outras situações de interação social;
  • nictofobia: medo do escuro.

Como é realizado o tratamento contra a ansiedade?

Muitos tratamentos são recomendados para melhorar os problemas provocados pela ansiedade. Contudo, é necessário o acompanhamento de um profissional especializado na área. É ele quem vai indicar, a partir do diagnóstico do transtorno com o qual o paciente sofre, a melhor forma de tratá-lo, com psicoterapia e medicamentos ou não.

Entre os medicamentos tradicionais alopáticos mais usados estão os ansiolíticos, antidepressivos e antipsicóticos, adotados de acordo com o tipo e a intensidade do transtorno.

Existem também os medicamentos e técnicas naturais utilizados para acalmar a ansiedade. Entre elas estão fitoterápicos, florais, chás de ervas especiais, como a raiz de Valeriana e Camomila, sucos, técnicas de meditação respiração e relaxamento, como Yoga e Pilates, além de terapias em grupo e maneiras pessoais para encontrar o relaxamento (como pessoas que usam banhos mornos para tal).

Ficou curioso e se perguntando “será que eu tenho ansiedade mesmo?”. Então confira agora o nosso quiz e descubra se você sofre desse transtorno e qual o próximo passo para tratá-lo!

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Como saber se eu tive um ataque de pânico?

Com o estresse, correria e ritmo frenético da vida moderna, o cotidiano das pessoas mudou completamente comparado ao de seus avós, por exemplo. Somos cobrados a todo o tempo seja na vida profissional, nos estudos, nos objetivos pessoais, família e na nossa aparência. Com toda essa pressão, algumas pessoas chegam ao que consideram o seu limite, com quadros de medo e angústia extremos, e se perguntam: Eu tive um ataque de pânico?

Antes de desesperar-se, é necessário contextualizar essa situação. Só no Brasil, cerca de 18 milhões de pessoas sofre de algum transtorno de ansiedade, o que, em casos agudos, pode levar a quadros de pânico, que assola cerca de 11% de adultos todos os anos. Por isso, é necessário diferenciar os sintomas do transtorno de ansiedade, de crises, como um ataque de pânico e da síndrome de pânico, muito mais grave e delicada.

Neste artigo vamos abordar a diferença entre esses quadros, como diferenciá-los, seus sintomas e indícios, além de orientações de onde e como procurar um especialista para o caso. Continue lendo e descubra.

O que é o transtorno de ansiedade?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), quase 250 milhões de pessoas no mundo sofrem de transtorno de ansiedade. O Brasil é campeão nesse aspecto, com uma taxa três vezes maior que a média mundial: cerca de 9% da população sofre desse mal.

A ansiedade é considerada uma resposta normal e instintiva dos seres humanos, fruto da evolução da espécie, visando defender sua sobrevivência. Ela vem do medo e da percepção de que algo potencialmente perigoso se aproxima, desencadeando várias reações físicas, como aumento dos batimentos cardíacos, maior irrigação sanguínea, da força muscular e promove uma percepção mais aguçada de todos os sentidos.

Isso significa que, ainda na época das cavernas, o medo e a ansiedade serviram como armas para a sobrevivência. Foram eles que fizeram nossos ancestrais fugir ou atacar animais perigosos, andar em conjunto para se protegerem mutuamente, criar armas e, até começar a se abrigar em cavernas, para se protegerem melhor.

O transtorno de ansiedade é evidente quando as situações se tornam frequentes, desproporcionais, duram por muito tempo e afetam o cotidiano e as relações das pessoas. Normalmente, quadros agudos podem causar ataques de ansiedade, os chamados “ataques esperados”. Por exemplo, se alguém tem fobia à sapos, é completamente natural ela se desesperar ao encontrar um.

Contudo, a ansiedade exacerbada também pode levar a outro caso extremo, sem conexão direta à um medo específico ou situação lógica determinada. Esses quadros agudos são chamados de ataques de pânico.

Afinal, eu tive um ataque de pânico?

O ataque do pânico é fruto de uma reação extrema do organismo ocasionada pela ansiedade causada por uma determinada situação, que não necessariamente oferece perigo ao indivíduo.

Apesar de mais comum do que se imagina, a recorrência de crises desse tipo é perigosa para as pessoas, pois podem desenvolver traumas e quadros paranoicos, pelo medo de sentir novamente a sensação anterior. Quadros muito recorrentes desses ataques podem levar ao desenvolvimento da síndrome do pânico.

Abaixo, vamos falar dos principais sintomas e do tratamento para esse quadro.

Principais sintomas dos ataques de pânico

No parâmetro fisiológico, os ataques ou crises de pânico acontecem decorrentes de uma grande descarga hormonal no corpo que causam diversos sintomas, que variam para cada pessoa. Dentre os principais, estão:

  • Sentimento de perigo de forma iminente;
  • aumento na sudorese de forma intensa;
  • intensificação dos batimentos do coração que, muitas vezes, pode ser confundido com um ataque cardíaco, com uma intensa dor no peito;
  • calafrios e tremores no corpo;
  • medo intenso e ilógico da morte ou tragédias;
  • sensação de “perda de controle”;
  • pensamentos de “estar enlouquecendo”;
  • sentimentos de despersonalização, como se a pessoa “saísse de si mesmo”;
  • sentimentos de “irrealidade” com relação à situação vivida;
  • sensação de sufocamento e falta de ar;
  • sensações de formigamento ou dormência, a chamada parestesia;
  • desconforto na barriga;
  • náuseas;
  • tontura, sensação de desmaio e instabilidade;
  • sensação de ondas intensas de calor;
  • sensação de indiferença às pessoas ao redor;
  • hiperventilação;
  • sensação de fechamento da garganta;
  • problemas para deglutir;
  • alterações severas no sono.

Tratamentos para os ataques de pânico

O paciente pode ser considerado passível de ataques de pânico quando dois ou mais dos sintomas descritos acima possam ser observados agindo conjuntamente. Em geral, ataques desencadeados sem motivos aparentes, como fobia real ou perigos eminentes, que tenham sua ocorrência por 10 minutos ou mais e que geram ansiedade e medo com relação a um novo ataque ao paciente, podem ser fortes indícios.

É necessário levar em consideração também se o indivíduo fez uso de substâncias que desencadeiam tais efeitos, como certos medicamentos, álcool e drogas ilícitas. Elas podem ser a causa desses ataques, principalmente em adolescentes, mais suscetíveis por culpa de todas as mudanças hormonais e psicológicas da fase.

Para o seu tratamento, é necessário buscar ajuda de um especialista, que irá indicar qual a abordagem mais adequada para o perfil do paciente e a intensidade das crises. Para alguns, somente a psicoterapia já causa efeitos benéficos e evita o aparecimento de novos ataques. Em outros casos, é necessário associar o tratamento psicoterápico ao psiquiátrico, com a introdução de medicamentos.

Quais as diferenças entre ataque e síndrome do pânico?

Enquanto nos ataques de pânico o indivíduo reage de forma exacerbada à ansiedade causada por um fato ou contexto, na síndrome do pânico essa sensação torna-se generalizada e muito mais recorrente. Em certos casos, ela leva à reclusão social da pessoa, por medo que a situação se repita.

Segundo dados da Universidade de São Paulo (USP), cerca de 10% da população tem a propensão de passar por crises sem causa aparente. Dessas, em média 3,5% podem desenvolver a síndrome do pânico.

As causas concretas dessa síndrome ainda não são claras. Dentre os fatores possíveis de desencadeamento estão fatores genéticos, tendência à irritabilidade constante, o estresse cotidiano e até questões neurológicas, como a maneira como o cérebro assimila e interpreta certos estímulo e contextos.

Em geral, o número de mulheres afetadas pela síndrome do pânico é três vezes maior. Entre as faixas etárias mais atingidas estão jovens recém-saídos da adolescência e adultos com cerca de 30 anos de idade. Seu tratamento deve ser acompanhado de perto por um equipe multiprofissional, composta tanto por psicoterapeuta quanto por psiquiatra, para suporte medicamentoso.

Se você se  fizer a pergunta “Eu tive uma crise de pânico?”, cuide-se e agende consulta com um especialista. Conhecer-se e prevenir-se de complicações que podem afetar o seu bem-estar e qualidade de vida é sempre o melhor caminho!

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10 dicas de como ser feliz no trabalho

Para trabalhar motivado, é imprescindível que a rotina profissional esteja presente nos seus sonhos. Muitas vezes, não percebemos o quanto o trabalho pode ser uma fonte de felicidade e satisfação. Com o objetivo de auxiliar você a estabelecer uma rotina de trabalho feliz e harmoniosa, preparamos uma lista com 10 dicas de como ser feliz no trabalho.

1. Tenha um trabalho apaixonante
Você precisa gostar do que faz, descubra qual é a sua fonte de motivação. A partir desse autoconhecimento é possível ter a ocupação que realmente lhe trará felicidade

2. Defina os seus objetivos
O planejamento da carreira é um passo importante. Definir quais os seus e qual caminho será necessário percorrer para alcança-los é fundamental. Tenha um tempo para você mesmo e reflita sobre quais são os seus planos para o futuro profissional.
Lembre-se que mesmo que você tenha determinado claramente os seus objetivos, isso não significa que tudo dará em todo o tempo. Tenha ânimo e persista!

3. Lembre-se que “a felicidade não é um ponto final”
Somos levados a pensar que seremos felizes apenas quando tivermos aquele cargo almejado ou aquele salário dos sonhos. Somos todos movidos por desejos e sempre que conquistamos algo, passamos a almejar algo maior.
Então, não espere atingir uma determinada meta para, a partir daí, passar a ser feliz. Aproveite os aprendizados da sua jornada e sinta-se feliz com as pequenas conquistas no caminho.

4. Se desafie sempre
No momento em que você põe suas capacidades e competências à prova, a felicidade e a emoção sentidas fazem com que suas tarefas sejam melhores desempenhadas e reflitam toda a sua potencialidade.

5. Procure um chefe líder ou se torne um líder
A maior parte da insatisfação profissional está relacionada à figura do chefe. As pessoas que precisam trabalhar com alguém que só sabe criticar, dar ordens, e impedir o desenvolvimento profissional não alcançará a plenitude no trabalho, mesmo que as funções e atividades sejam prazerosas.

6. Não tenha medo de falar “não”
É fundamental aprender a falar “não” no trabalho para que você não fique sobrecarregado ao assumir diversas tarefas ao mesmo tempo e passar a viver apenas para o trabalho.

7. Tenha um propósito
Para trabalhar feliz e satisfeito, é fundamental que você tenha um propósito. Encontre aquilo que te estimula, somente assim será possível levantar todo dia motivado.

8. Deixe seus problemas pessoais em casa.
Por mais que seja não seja fácil ficar feliz no trabalho quando se está atribulado com algo de cunho pessoal, você deve aprender a afastar esses assuntos das suas atividades profissionais.

9. Tenha postura ao sentar e movimente-se
Sentar-se do modo correto pode te garantir mais energia e disposição. Movimentar-se de vez em quando também ajuda a alongar o corpo. Lemre-se de dar uma pausa para tomar fôlego e aproveite para relaxar um pouco. Esse tipo de atitudes pode transformar o seu dia a dia e, tornar sua jornada de trabalho bem mais feliz.

10. Invista em sua carreira
Líderes percebem o interesse no crescimento profissional. Portanto, invista no aperfeiçoamento de seus conhecimentos e no desenvolvimento de suas aptidões.

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