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Setembro Amarelo – Luta pela prevenção ao suicídio

De acordo com o Ministério da Saúde, alguns dados alarmantes mostrados no Boletim Epidemiológico de Tentativas e Óbitos por Suicídio no Brasil, reforçam a necessidade de campanhas como o Setembro Amarelo, e mostram a gravidade do suicídio no cotidiano do povo brasileiro.

De acordo com o boletim, existe uma alta taxa de suicídio cometido por idosos com mais de 70 anos no Brasil. Foram registradas a média de 8,9 mortes por 100 mil pessoas nestes últimos seis anos. A média nacional era de 5,5 mortes por 100 mil pessoas.

Outro índice alarmante de suicídios se encontra entre os jovens, principalmente homens e indígenas. E para auxiliar o combate deste mal em crescimento no nosso país, que explicaremos neste artigo a importância da prevenção ao suicídio e do Setembro Amarelo.

Você sabe o que é Setembro Amarelo?

O Setembro Amarelo é uma campanha realizada pelo Centro de Valorização da Vida, e tem como intenção promover o diálogo a respeito do suicídio entre a sociedade. A campanha existe desde 2015 e vem sendo uma importante iniciativa de promoção da conscientização da prevenção ao suicídio.

No mundo inteiro estima-se que uma pessoa se suicida a cada 40 segundos, sendo no Brasil a quarta causa de morte entre jovens de 14 a 22 anos. E mesmo com número tão alarmantes como esse, o assunto ainda permanece como tabu na sociedade, o que confere ao tema características marginais às discussões. Ao não discutir o tema este torna-se refém do silêncio e falta de conhecimento, o que fatalmente incorre no aumento da estatística.

Como foi o início do Setembro Amarelo

O casal Dale Emme e Darlene Emme viveram uma grande tragédias em suas vidas, quando o seu filho Mike de apenas 17 anos se suicidou no ano de 1994. Mike era conhecido por ser um rapaz caridoso, e havia restaurado um mustang 68 e o pintado de amarelo, ao qual mantinha um grande apreço. Em seu funeral uma cesta de cartões com fitas amarelas foi colocada ali para quem quisesse pegá-los, e neles havia a mensagem: se você precisar, peça ajuda.

Os cartões se espalharam por todo os Estados Unidos da América, e em pouco tempo muitas ligações foram feitas por pessoas que precisavam de auxílio psicológico. Desde então a fita amarela foi escolhida como um símbolo do programa de auxílio à pessoas que tem pensamentos suicidas.

Qual a importância do Setembro Amarelo?

Estudos indicam que 90% dos suicídios no mundo poderiam ser evitados caso houvesse um tratamento médico adequado para as suas vítimas, e que 60% das pessoas que morreram por suicídio não buscaram ajuda. O Setembro Amarelo é uma campanha de prevenção ao suicídio, e tem desempenhado o papel  de propagadora e disseminadora de informação sobre o assunto no Brasil, onde nas casas de família e relações da sociedade, comportamentos suicidas não são percebidos, e se vistos, são diminuídos ou desacreditados.

Se traçássemos um paralelo entre a depressão e o comportamento suicida com outras doenças “convencionais”, conseguiríamos destacar o quanto o suicídio é amplamente ignorado em nossa sociedade.

Imagine se acontecesse de 60% das pessoas com fraturas decidissem não ir ao médico? Ou ainda, se 60% de pacientes com apendicite decidissem não ter o tratamento adequado? Todos nós na sociedade temos a nossa parcela de culpa nos números crescentes do suicídio, pois decidimos não falar sobre o assunto.

Números apontam que 17% dos brasileiros já pensaram seriamente em cometer suicídio, e que 4,8% chegaram a planejar como o fariam.

O suicídio é um comportamento ocasionado por uma doença psicológica grave, e deve receber a importância que é dada a uma doença grave fisiológica. É necessário que espalhemos a importância do Setembro Amarelo e disseminemos a conscientização sobre a prevenção ao suicídio.

Seja participante deste movimento e colabore com a promoção desta campanha voltada para ajudar a quem precisa. Esteja atento aos seus parentes e amigos, e os encoraje a procurar um tratamento adequado caso seja necessário.
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Sintomas de depressão – Para quais sinais devemos ficar alerta?

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Como o cérebro interpreta o sentimento de amor e paixão

Diversos são os estímulos que remetem para as relações humanas, para aquilo que agrada e desagrada, para o que une, desune, para o que dá prazer e para o que dói.

Na psicoterapia existem muitos casos que demonstram vivências de sofrimento psicológico devido a rompimento de relacionamentos. Já outros revelam alguma frustração pela percepção do desligamento gradual e diminuição da intensidade da relação que, diversas vezes é normal dentro do relacionamento.

Há vários posicionamentos de estudos científicos que levam a considerar que o amor ocorre no cérebro por meio de um conjunto de reações de natureza química.  A primeira fase é denominada “fase do desejo” e é iniciada pelos hormônios sexuais, o estrogénio nas mulheres e a testosterona nos homens.

Quase ao mesmo tempo acontece a “fase da paixão” e uma das primeiras reações é a secreção de um neurotransmissor denominado feniletilamina que gera sentimentos de estímulo ao prazer, originando também sentimentos de alegria. Esse neurotransmissor tem o controle sobre a passagem da fase do desejo para a fase do amor e tem um efeito importante sobre nós, tão influente, que pode tornar-se um vício. O corpo cria naturalmente a tolerância aos efeitos da feniletilamina e cada vez mais se torna necessária uma maior quantidade para desencadear o mesmo efeito. Paralelamente são liberados outros agentes químicos como a dopamina. Por outro lado, as glândulas suprarrenais liberam adrenalina que explicam a sensação de inquietação, como a dita “borboletas no estômago” que desencadeiam aceleração cardíaca e diferentes sinais que ocorrem quando um indivíduo está diante de ocasiões de ansiedade.

Depois ocorre a “fase de ligação”, um dos hormônios produzidos é a oxitocina, conhecido como o hormônio do carinho, fundamental na ligação maternal. Consolidada uma relação amorosa, o cérebro libera endorfinas que possuem efeito de relaxamento e gera os sentimentos de confiança e segurança. Quando a relação chega nesse patamar, os níveis de feniletilamina diminuem e os seus efeitos se enfraquecem gradativamente, o que faz com que diversas pessoas atendam que o relacionamento perdeu o “brilho” e acabam por buscar outra relação. Estudos apontam que a feniletilamina é degradada de forma rápida no sangue, desse modo não se vê a possibilidade de alcançar uma concentração alta desse composto químico no cérebro através da ingestão do mesmo.

Em resumo, no momento em que se conhece uma pessoa e diante de um novo estímulo desconhecido o cérebro reage de forma a perceber o novo por completo. Com o passar do tempo, diante do mesmo estímulo, como é o exemplo de um relacionamento, o cérebro investe gradativamente uma menor quantidade de energia para estar tento a todos os estímulos do cotidiano.

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