Como o cérebro interpreta o sentimento de amor e paixão

Diversos são os estímulos que remetem para as relações humanas, para aquilo que agrada e desagrada, para o que une, desune, para o que dá prazer e para o que dói.

Na psicoterapia existem muitos casos que demonstram vivências de sofrimento psicológico devido a rompimento de relacionamentos. Já outros revelam alguma frustração pela percepção do desligamento gradual e diminuição da intensidade da relação que, diversas vezes é normal dentro do relacionamento.

Há vários posicionamentos de estudos científicos que levam a considerar que o amor ocorre no cérebro por meio de um conjunto de reações de natureza química.  A primeira fase é denominada “fase do desejo” e é iniciada pelos hormônios sexuais, o estrogénio nas mulheres e a testosterona nos homens.

Quase ao mesmo tempo acontece a “fase da paixão” e uma das primeiras reações é a secreção de um neurotransmissor denominado feniletilamina que gera sentimentos de estímulo ao prazer, originando também sentimentos de alegria. Esse neurotransmissor tem o controle sobre a passagem da fase do desejo para a fase do amor e tem um efeito importante sobre nós, tão influente, que pode tornar-se um vício. O corpo cria naturalmente a tolerância aos efeitos da feniletilamina e cada vez mais se torna necessária uma maior quantidade para desencadear o mesmo efeito. Paralelamente são liberados outros agentes químicos como a dopamina. Por outro lado, as glândulas suprarrenais liberam adrenalina que explicam a sensação de inquietação, como a dita “borboletas no estômago” que desencadeiam aceleração cardíaca e diferentes sinais que ocorrem quando um indivíduo está diante de ocasiões de ansiedade.

Depois ocorre a “fase de ligação”, um dos hormônios produzidos é a oxitocina, conhecido como o hormônio do carinho, fundamental na ligação maternal. Consolidada uma relação amorosa, o cérebro libera endorfinas que possuem efeito de relaxamento e gera os sentimentos de confiança e segurança. Quando a relação chega nesse patamar, os níveis de feniletilamina diminuem e os seus efeitos se enfraquecem gradativamente, o que faz com que diversas pessoas atendam que o relacionamento perdeu o “brilho” e acabam por buscar outra relação. Estudos apontam que a feniletilamina é degradada de forma rápida no sangue, desse modo não se vê a possibilidade de alcançar uma concentração alta desse composto químico no cérebro através da ingestão do mesmo.

Em resumo, no momento em que se conhece uma pessoa e diante de um novo estímulo desconhecido o cérebro reage de forma a perceber o novo por completo. Com o passar do tempo, diante do mesmo estímulo, como é o exemplo de um relacionamento, o cérebro investe gradativamente uma menor quantidade de energia para estar tento a todos os estímulos do cotidiano.

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