Linhas do tempo e autocuidado feminino: salve as mulheres de todos os dias!

Aproveitando a data comemorativa do Dia Internacional da Mulher, compreendemos que as datas comemorativas são como rituais necessários para reflexões mais amplas. É fato que algumas mulheres adoram ser homenageadas no dia 8 de março e outras não gostam dos mimos que recebem, a exemplo de flores, produtos de beleza. Algumas relatam enorme insatisfação com as comemorações neste dia, ao passo que outras amam receber flores ou outros presentes. Esta rica diversidade nos mostra não apenas uma, mas algumas possibilidades de se ser mulher nos dias atuais. Há aquelas que realizaram seus sonhos com o casamento, com a constituição da família. Outras, por sua vez, nunca idealizaram se casar ou ter filhos e encontraram a sua realização no campo profissional. Algumas tiveram seus sonhos frustrados com a separação conjugal. Nem todas optaram pelos recasamentos. Há aquelas ainda com orientação sexual diversa do padrão heteronormativo. Estas e outras configurações caracterizam a mulher dos dias atuais, melhor dizendo, as mil possibilidades de se ser mulher.

Podemos falar sobre a constituição da condição feminina desde a infância, quando estávamos recebendo “educação de menina”, para “meninas”. “Menina feche as pernas!” “Sente direito”. “Menina, isto é brincadeira de menino. Venha aprender a cozinhar”. Sabemos que apesar deste estilo educacional não ser predominante hoje em dia, ainda preserva muitos de seus valores.

E quem não se lembra da primeira menstruação? E aquelas que não receberam orientação familiar ou de algum profissional, viviam verdadeiros pânicos até imaginando ter uma doença grave. E assim segue a lista das inquietações femininas diante das experiências nas mais diversas faixas etárias: a coleguinha preferida na escola, a professora predileta ou o professor predileto, o brinquedo tão sonhado no Natal, o primeiro namorado, o primeiro beijo, a primeira relação sexual, o primeiro emprego, a entrada na universidade, as rugas que começavam a se esboçar no rosto, os primeiros fios de cabelo branco, os hormônios à flor da pele, as mil e uma obrigações e poucas pessoas para compartilhar. Poderíamos, aqui, tecer uma linha do tempo da infância à velhice, mas precisaríamos contextualizar para os dias de hoje. Com a quebra de muitos paradigmas, o jeito de se educar as meninas hoje é bem diferente do que era décadas atrás. Está certo que muitas famílias ainda conservam o modelo tradicional. Muitas mudanças também estão nos relacionamentos amorosos. É muito diferente a ideia do casamento, já que nem todas hoje fazem a opção pelo “casamento tradicional”. Muitas vão morar com seus namorados antes de oficializarem a união. Muitos relacionamentos são temporários. Há até quem mantenha relacionamentos amorosos à distância, quando ambos estão geograficamente distantes. E conforme as mulheres vão envelhecendo, novas questões vão surgindo, muitas delas relacionadas com problemas de saúde, com dificuldades nos relacionamentos familiares, nos relacionamentos amorosos, nas relações profissionais e problemas financeiros.

É evidente que não é um caminho fácil se tornar mulher da infância à velhice. Nem tudo o que idealizamos conseguimos realizar. Algumas frustrações nos trazem dificuldades afetivas, sociais, até profissionais e nem todas as mulheres visualizam boas perspectivas para a resolução de seus problemas. O autocuidado é algo que tem sido muito negligenciado pela maioria das mulheres. Em muitas situações, determinados serviços só são procurados em casos de agravamento e nem sempre são levados com êxito. Falar da condição feminina nesta matéria nos levou, ainda, a abordar sobre a ausência de autocuidado pela maioria das mulheres com a sua saúde psicológica e saúde sexual. Em países como a Tailândia, hábitos cotidianos como ginástica íntima são passados de mães para filhas. Aqui, no Brasil é um tabu, pouca gente ouviu falar sobre este tratamento que é tão eficaz na cura de doenças como queda de bexiga, incontinência urinária, as conturbadas cólicas menstruais, os miomas, evitando algumas cirurgias ou o uso de medicamentos. A ginástica íntima associada ao apoio fisioterapêutico, com a simulação de um parto, prepara gestantes, com o uso de aparelhos; o que contribui com um parto menos sofrido. Melhorando muito o tônus muscular vaginal, aumenta também o apetite sexual. Quantas mulheres que se imaginavam frígidas ou que sentiam dores nas relações sexuais curam estes problemas com este tratamento! Como exige uma rotina diária de cuidados e costuma interferir em aspectos emocionais, não o indicamos para aquelas que não estão em atendimento psicoterapêutico, considerando que a grande maioria acaba desistindo dos exercícios por falta de motivação, por dificuldades com os parceiros, por não saberem lidar com a nova libido gerada ou por outros problemas emocionais. Este é só um entre tantos outros exemplos que podem ser explorados num atendimento psicológico para valorização do autocuidado e a busca de novos sentidos na vida de uma mulher.

Dedicamos este texto a todas as mulheres que, da infância à velhice, buscam se posicionar numa sociedade com valores por demais contraditórios, levando algumas a distintos processos de sofrimento. Quem não gosta de ser acolhida, entendida, valorizada? A Clínica Holos aproveita o Dia Internacional das Mulheres para expressar o quanto você, menina ou mulher, cliente dos nossos serviços ou seguidora de nossas redes sociais, é importante para nós. Através da confiança que nos deposita, cuidamos de muitas de vocês, com muito zelo e respeito. Que esta data seja comemorada por vocês do jeito que lhes convierem, seja recebendo flores, cartões, seja realizando manifestações políticas, seja recebendo um abraço, compartilhando experiências. De nós, recebam esta mensagem sobre a importância de cuidar de si. Salve as mulheres de todos os dias!

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Postado por Clínica Holos

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