A psicanálise em tempos de carnaval

A psicanálise em tempos de carnaval

Com o passar do tempo, na vida adulta, assumimos certos compromissos, construímos uma identidade e tememos o olhar do outro. Somos cobrados o tempo todo, mas no carnaval tudo fica diferente.  As pessoas liberam os mais profundos e secretos desejos dando voz a emoções e impulsos escondidos.

No fim de semana de carnaval é permitido fantasiar. Segundo Freud, a fantasia é o substituto do que é o brincar para a criança, sendo que enquanto a criança exibe seu brinquedo, o adulto inibe suas fantasias.

No carnaval, as pessoas esquecem os problemas e dificuldades rotineiros e podem desfrutar de puro prazer e euforia. O carnaval abre alas no palco real da vida, admitindo a fantasia falar mais alto. Para as psicanalistas, a fantasia atrai o olhar do outro, faz chamar atenção. Há tanto prazer e felicidade em curtir este momento que desejo e realidade se misturam por isso, o inconsciente pode fluir sem extrapolar os limites da sociedade e de nossas cobranças pessoais.

As máscaras tomam o lugar das nossas aparências sociais, porque com os ornamentos nos disfarçamos ou nos revelamos podendo brincar sem medo independente de sermos lembrados no dia seguinte.

Mas, não exagere na curtição, costuma-se dizer que o superego é solúvel em álcool e ao renascer das cinzas todos voltam a sambar ao som da batucada das aflições do cotidiano.

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