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Como os alimentos interferem na saúde da mente

Quem nunca escutou a frase “mente saudável, corpo saudável”? Mesmo que repetida muitas vezes, a frase não deixa de ter credibilidade. Corpo e mente estão completamente relacionados e interferem diretamente um no outro. E tem ainda outra coisa capaz de interferir nos dois: alimentos.
Manter uma dieta equilibrada, introduzindo certo alimentos e eliminando outros na medida correta, pode ser justamente um dos segredos para garantir uma mente sã. Isso porque todos os alimentos possuem características e composições próprias que vão gerir efeito no organismo. Os alimentos são capazes de afetar o humor, as emoções, o estado de ânimo, a concentração e a memória.
Todos os alimentos vão produzir certos impactos a curto e longo-prazo sobre a função cerebral. Por tanto, às vezes ingerir um alimento que no momento te faça feliz e satisfeito, pode surgir efeitos contrários após algum tempo quando estes alimentos forem digeridos e suas propriedades passarem a fazer efeito no organismo.
Selecionamos alguns alimentos que possuem propriedades que alteram o funcionamento da mente:
– Frutas e Verduras:
São alimentos ricos em componentes que estimulam a produção de endorfinas e serotoninas no cérebro. A serotonina é um hormônio neurotransmissor que regula o humor e o sono, já a endorfina está diretamente ligada ao estado e sensação de felicidade.
– Leite e Derivados:
São ricos em zinco e falta desse componente no organismo pode gerar problemas de humor, além de baixa disposição e energia.
– Ovos:
A gema do ovo é rica em colina, um nutriente fundamental para a transmissão nervosa que, quando em escassez, pode comprometer o funcionamento do cérebro e da memória.
– Castanhas e similares:
São alimentos ricos em vitamina E e selênio, nutrientes que reduzem o estresse e melhoram o sistema imune.
– Peixes:
São fonte de ômega 3, substancia indispensável para a função neurológica, aprendizado e comportamento.
– Chocolate:
Só é benéfico se consumido em poucas quantidades e em baixa concentração de açúcar.

É importante ressaltar que o segredo, no entanto, é balancear os alimentos e que nem todas as nossas respostas emocionais estão ligadas ao que comemos. Os alimentos são apenas parte do segredo para manter uma mente e corpo são.

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Obesidade infantil: uma questão de saúde pública

De acordo com o IBGE, 15% das crianças que possuem entre 5 e 9 anos no Brasil sofrem de obesidade. A cada três, uma está acima do peso considerado normal pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde. Este cenário não pode ser considerado apenas como uma consequência de maus hábitos familiares: esta é uma condição de saúde pública.

O portal da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) disponibiliza um mapa da obesidade e, de acordo com o levantamento, a região sudeste do país concentra o maior percentual de crianças da mesma faixa etária que estão acima do peso (38,8%), seguida da região centro oeste (35,15%), sudeste (35,9%), nordeste (28,15%) e norte (25,65%).

A incidência da obesidade na infância está diretamente ligada à evolução de doenças na vida adulta: diabetes, colesterol alto e hipertensão, além de depressão e baixa autoestima, são apenas alguns dos exemplos. Uma criança obesa convive, ainda, com a exclusão social que contribui para essas doenças psicológicas, ou em outras palavras, sofre bullying muitas vezes praticado por colegas.

Fatores como má alimentação, sedentarismo e pré-disposição genética contribuem para a evolução do quadro. O tratamento para obesidade infantil deve ser feito de maneira cautelosa, sempre sob o cuidado de um médico e nutricionista. Geralmente, os primeiros passos são a reeducação alimentar e a prática de exercícios. Se for necessário, o médico pode receitar alguma medicação para inibir o apetite.

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Como funciona o cérebro na dieta

Um dos principais vilões das dietas é o cérebro. Diversos estudos apontam que ele é programado para burlar o esforço que fazemos ao nos privarmos de determinados alimentos. Na verdade, ele nos impulsiona para comermos mais e fazermos as piores escolhas.

Sempre que começamos uma dieta, a interpretação que nosso cérebro faz é que estamos passando fome; ele não compreende o objetivo de nossa restrição alimentar. Dessa maneira, ele entra em uma espécie de estado de emergência e busca estratégias para contornar essa situação, o que nós também conhecemos como “aquele momento que eu não resisti”.

Quando desejamos perder peso nossos esforços não podem estar unicamente concentrados na alimentação. A prática de atividades físicas ou meditação podem ser tão importantes quanto a reeducação alimentar na perda de peso, pois elas tiram o foco exclusivo que geralmente direcionamos para o que comemos.

Só fechar a boca pode não ser suficiente para emagrecermos, assim como apenas a prática de exercícios não vai proporcionar milagres quando você subir na balança. O equilíbrio entre exercícios e alimentação é o segredo para a real mudança na maneira que o cérebro interpreta nossa reeducação alimentar, ou seja, é o caminho para o sucesso.

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Alimentar-se: um caminho de vida

O alimento é o princípio básico da existência humana. Dele depende a nossa vida e a nossa saúde. É sabido por todos que “O homem é aquilo que come”. Sendo assim, a alimentação é uma das mais importantes fontes de energia, ao invés de ser banalizada, deve exigir de cada um de nós um profundo cuidado e reverência. Daí porque, faz-se necessária uma alimentação balanceada e saudável, baseada em uma orientação profissional criteriosa, capaz de proporcionar ao ser humano uma melhor absorção dos alimentos e, por conseguinte, uma melhor qualidade de vida.

Com as contingências da vida moderna, geradora de stress e de doenças; com a cristalização de velhos e equivocados hábitos alimentares, o ser humano tem se dado conta da urgência e da importância de cuidar da sua alimentação. Para isso, faz-se necessária uma reflexão mais profunda sobre a necessidade de mantermos uma dieta saudável alimentar compatível com o nosso modo de viver e de ver o mundo.

Não comemos apenas quantidades de nutrientes e calorias para manter o funcionamento corporal em nível adequado, pois há muito tempo os antropólogos afirmam que o comer envolve seleção, escolhas, ocasiões e rituais, imbrica-se com a sociabilidade, com idéias e significados, com as interpretações de experiências e situações. Para serem comidos, ou comestíveis, os alimentos precisam ser elegíveis, preferidos, selecionados e preparados ou processados pela culinária, e tudo isso é matéria cultural.

Recentemente, Claude Fischler (1990) disse que, pelo fato de sermos onívoros, a incorporação da comida é sempre um ato com significados, fundamental ao senso de identidade. Se as técnicas, as disponibilidades de recursos do meio, a organização da produção/distribuição na sociedade moderna imprimem as possibilidades, cada vez mais ampliadas, de produzir e consumir alimentos, cabe ao indivíduo definir o que é ou não comida, prescrever as permissões e interdições alimentares a que se submete, o que é adequado ou não, moldar o gosto, os modos de consumir e a própria comensalidade. As escolhas alimentares não se fazem apenas com os alimentos mais ‘nutritivos’, segundo a classificação da moderna nutrição, ou somente com os mais acessíveis e intensivamente ofertados pela produção massificada. Apesar das pressões forjadas pelo setor produtivo, como um dos mecanismos que interferem nas decisões dos consumidores, a cultura, em um sentido mais amplo, molda a seleção alimentar, impondo as normas que prescrevem, proíbem ou permitem o que comer.

As escolhas alimentares também são inculcadas muito cedo, desde a infância, pelas sensações táteis, gustativas e olfativas sobre o que se come, tornando-se pouco permeáveis à completa homogeneização imposta pela produção e pela distribuição massificadas. As análises sociológicas do consumo, que fazem uma interlocução com a cultura e também se preocupam com as escolhas alimentares, mostraram as contradições da cultura mercantilizada: a persistência das diferenças nas estruturas do consumo entre grupos de renda, classe, gênero e estágio de vida, bem como a indissolução dos constrangimentos ma teriais e das idiossincrasias individuais.

A comida foi e ainda é um capítulo vital na história do homem. Muito antes dos dias de hoje, o este procurou por toda parte transformar os antigos desejos por novos meios. As comidas têm histórias sociais, econômicas e simbólicascomplexas, diz Sidney Wilfred Mintz (2001), e o gosto do ser humano pelas substâncias não é inato, forjando-se no tempo e entre os interesses econômcos, os poderes políticos, as necessidades nutricionais e os significados culturais.

REFERÊNCIAS:
Canesqui, Ana Maria (org.)
Antropologia e nutrição: um diálogo possível. / organizado por Ana Maria
Canesqui e Rosa Wanda Diez Garcia. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ,
2005. 306p. (Coleção Antropologia e Saúde)
CASCUDO, C. História da Alimentação Brasileira. Belo Horizonte: Itatiaia,
1983.
FISCHLER, C. L’(H)omnivore. Paris: Odile Jacob, 1990.

Geísa Fialho Drummond, nutricionista, formada pela Universidade Federal da Bahia (1987),
pós-graduada em Nutrição Clínica pelo GANEP, 2007 e Gestão em Sistemas e Serviços de Saúde pela UNEB (2006), formação em Ortomolecular e extensão em Suplementação Magistral Funciona.Ex-aluna do Pathwork, metodologia do autoconhecimento, onde a busca dá-se pela descoberta e encontro si mesmo através do desenvolvimento do Eu Superior.

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