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Como curar o trauma causado pelo câncer de mama?

O câncer de mama é uma doença devastadora, que quando diagnosticada, desencadeia fortes reações emocionais, tanto em quem sofre, quanto em quem está próximo do paciente.

É importante salientarmos que o câncer de mama quando descoberto no início possui grandes chances de cura, por isso o autoexame é fundamental para auxiliar no pré-diagnóstico. Mas para além das consequências físicas, quais são os danos psicológicos?

O câncer de mama e o trauma

Antes de falarmos dos traumas ocasionados pelo câncer de mama, você entende bem o que é um trauma?

Diariamente milhares de pessoas no mundo são submetidas a algum tipo de trauma de origem física ou emocional, que pode ter sido desencadeado por uma violência ou situação de intenso estresse. A estatística aponta que pelo menos 90% da população em todo o mundo já foi vítima de alguma situação potencialmente traumática durante a vida.

E o que irá tornar o evento adverso uma marca permanente ou uma situação de estresse superada, é a forma como o pós acontecimento é encarado. Quando, devido a razões multifatoriais, o indivíduo possui resiliência emocional para superar o ocorrido, o mesmo não trará marcas emocionais duradouras, mas nem sempre é isso que acontece.

O trauma é a raiz de todos os transtornos psicológicos, e os danos causados por ele podem até mesmo chegar a privar um indivíduo da sua saúde mental e restringí-lo a um determinado padrão comportamental. É intrínseco ao ser humano a capacidade de superar situações de grande estresse, no entanto, existem eventos que superam esta capacidade nata, e é neste momento que o trauma acontece.

Se uma situação que normalmente já deveria ter sido superada ainda o incomoda, é interessante que você procure um auxílio profissional para uma investigação, pois existe a possibilidade de ter sido desenvolvido um trauma.

O trauma psicológico é caracterizado pelos seguintes sintomas:

  • Hiperexcitação: caracterizada pela facilidade de se assustar em situações corriqueiras.
  • Irritabilidade ou surtos de raiva.
  • Isolamento e afastamento do convívio social.
  • Evitamento de situações que possam lembrar o evento que desencadeou o trauma.
  • Revivificação constante do momento que ocasionou o trauma (principalmente durante a noite e em situações de privação de sono).
  • Hipervigilância: estar sempre alerta para caso haja uma possível repetição do evento traumático.
  • Desinteresse pela própria vida ou planos futuros de natureza pessoal e profissional.

O medo da morte sempre poderá ser considerado uma situação de grande estresse, e estará presente em mulheres diagnosticadas com o câncer de mama. Neste momento, o acompanhamento psicoterapêutico agirá como um norteador trabalhando na recuperação da autoestima e interesse pela vida.

Dor física e trauma emocional

Você já deve ter ouvido a expressão “estou com um aperto no peito”, que geralmente é mencionada em situações de decepções amorosas ou perdas familiares, por exemplo. Por mais impressionante que possa parecer, os traumas psicológicos podem causar dores corporais reais e até mesmo ocasionar o aparecimento de doenças físicas, das quais o órgão mais afetado é o coração.

Segundo o estudo da Faculdade Imperial de Londres, o coração humano possui um dispositivo para lidar com altas cargas de adrenalina. Quando ele é acometido de um repentino enfraquecimento e uma de suas câmaras tem a sua forma modificada, provoca-se um movimento muscular, que é a tão conhecida “dor no coração”.

De forma correspondente, a mesma região do cérebro responsável por filtrar esta dor, também é responsável pela reação da dor física: o córtex cingulado anterior.

A importância do auxílio terapêutico na cura do câncer de mama

Através da psicoterapia é possível minimizar as reações desencadeadas a partir do trauma sofrido. Com o acompanhamento psicológico o indivíduo poderá compreender de forma concreta as emoções e reações de seu organismo, a fim de que possa melhor lidar com elas.

Contudo, existem algumas dicas que podem ajudar uma pessoa a curar-se de um trauma:

  • Converse com você mesmo: não fuja de seus pensamentos, dialogue internamente.
  • Não se vitimize: procure não se perguntar porque você sofre disso, ninguém merece passar por um trauma, certamente você também não. Foque seus esforços para que o trauma não se torne o centro de seus pensamentos.
  • Seja autoconfiante: você não é o trauma, não deixe que ele defina quem você é.
  • Procure ser consolado: se estiver mal, não existe problema em procurar ajuda de amigos e parentes. Você não é um incômodo e não precisa estar só.

O tratamento terapêutico sempre será tão importante quanto o tratamento clínico nos casos de câncer de mama. Não existe como separar a saúde mental da física, portanto, busque ajuda profissional caso necessite.

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