O perfil da criança ansiosa e como ajudá-la a superar

Os distúrbios da Ansiedade estão entre as principais causas de consultas em consultórios de psicologia e, infelizmente, não é um problema exclusivo do adulto. Por isso, os pais devem ficar atentos a atitudes vistas muitas vezes como manha, elas podem ser sinais de que a criança está sofrendo de ansiedade.

Mas como diferenciar um pedido manhoso por atenção de um problema mais sério, que requer ajuda psicológica? Mesmo quando a criança não consegue elaborar seus sentimentos em forma de discurso, há sempre a demonstração de que algo não vai bem.

Os principais sintomas são: agitação, euforia, excitação, apego excessivo e intenso aos pais, problemas de relacionamento com conhecidos ou familiares, ataques de pânico e dificuldade de aprendizagem.

Em muitos casos, o corpo também dá sinais: dores de barriga, dores na cabeça, vômitos, suor excessivo, mãos frias e, em casos mais graves, palpitações, tonturas e falta de ar.

Uma dica prática para diferenciar uma ansiedade normal de ansiedade patológica é avaliar se a reação é de curta duração e relacionada ao estímulo do momento, ou não, e olhar a criança como um todo:

1) O jeito dela interagir;
2) O jeito de se relacionar;
3) E, principalmente, o jeito de brincar.

O momento de brincar é onde a criança vai se expressar, é no brincar que ela repete seus conflitos internos.

Quando os pais notam que algo não vai bem, é preciso levar a criança ao consultório psicológico especializado nessa faixa etária. O diagnóstico precoce é fundamental, pois evita que a criança desenvolva patologias mais graves no futuro, como transtorno obsessivo-compulsivo ou síndrome do pânico.

Marque logo uma consulta! Caso o quadro de ansiedade seja comprovado, a criança inicia a terapia. Neste caso, pais serão envolvidos e orientados sobre como agir.

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Obesidade infantil: uma questão de saúde pública

De acordo com o IBGE, 15% das crianças que possuem entre 5 e 9 anos no Brasil sofrem de obesidade. A cada três, uma está acima do peso considerado normal pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde. Este cenário não pode ser considerado apenas como uma consequência de maus hábitos familiares: esta é uma condição de saúde pública.

O portal da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) disponibiliza um mapa da obesidade e, de acordo com o levantamento, a região sudeste do país concentra o maior percentual de crianças da mesma faixa etária que estão acima do peso (38,8%), seguida da região centro oeste (35,15%), sudeste (35,9%), nordeste (28,15%) e norte (25,65%).

A incidência da obesidade na infância está diretamente ligada à evolução de doenças na vida adulta: diabetes, colesterol alto e hipertensão, além de depressão e baixa autoestima, são apenas alguns dos exemplos. Uma criança obesa convive, ainda, com a exclusão social que contribui para essas doenças psicológicas, ou em outras palavras, sofre bullying muitas vezes praticado por colegas.

Fatores como má alimentação, sedentarismo e pré-disposição genética contribuem para a evolução do quadro. O tratamento para obesidade infantil deve ser feito de maneira cautelosa, sempre sob o cuidado de um médico e nutricionista. Geralmente, os primeiros passos são a reeducação alimentar e a prática de exercícios. Se for necessário, o médico pode receitar alguma medicação para inibir o apetite.

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