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Freud e o Complexo de Inferioridade

O termo popular “complexo de inferioridade” foi criado na psicanálise por Freud, Alfred Adler, para designar o estado neurótico que faz o indivíduo ter o sentimento de insuficiência ou incapacidade para enfrentar a vida e seus problemas.

Esse estado pode ser provocado por vários motivos que podem ser reais ou irreais, como um defeito físico, uma situação econômica ou social difícil, ou pela recordação de um fracasso perante um obstáculo que não foi possível vencer.

A pessoa com complexo de inferioridade procura compensar sua insuficiência real ou suposta pela tentativa de sobressair (reação positiva), ou procura vencer seu estado de inferioridade por artimanhas (reação negativa). Agindo consciente ou inconscientemente, apresenta aos outros características que não possui, o que pode agravar os sintomas de quem sofre deste mal, caso essas tentativas de compensação sejam mal sucedidas.

Dentre os sintomas do complexo de inferioridade, os mais comuns são:

  • Preocupação exacerbada com a opinião das outras pessoas;
  • Mania de se comparar com os outros;
  • Demonstrações de inveja;
  • Hábito de apontar defeitos nas pessoas para esconder os próprios;
  • Preferir ficar isolado;
  • Sensação de incapacidade e de inferioridade;
  • Súper sensibilidade à críticas;
  • Dificuldade de se relacionar;
  • Baixa autoestima; e,
  • Vitimismo.

Como curar o complexo de inferioridade

O primeiro passo para sair desse estado e deixar de sofrer devido ao complexo de inferioridade, é buscar ações que possam motivar e tragam à tona o real valor que a pessoa possui. Procurar ajuda profissional é uma atitude importante neste processo de enfrentamento ao problema e superação das dificuldades.  

Movimentos simples, mas que são eficazes, também são muito bem-vindos nesse processo de redescoberta. Trabalhe sua mente de maneira correta:

  • Comemore as conquistas – ainda que pequenas, cada vitória deve ser reconhecida e comemorada.
  • Pare de se comparar – cada indivíduo possui um conjunto de características diferentes, que o tornam singular. Ter uma qualidade ou defeito diferente de alguém que admira não o torna pior ou melhor, mas especial em sua excência.
  • Reconheça seu valor – comece a reparar tudo que já fez, o que conquistou, o que se tornou, e, principalmente, o que te diferencia. Se preciso, enumere cada coisa para se dar conta do potencial que tem. A ideia é tirar o foco do que está errado, e olhar para o que há de bom.

 

Leitura indicada: “Saiba porque fazer terapia pode ser a melhor solução!”

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Doenças psicossomáticas – entenda mais sobre elas

O homem é capaz de externalizar as suas emoções de diversas formas. Quando sua saúde psíquica está bem, é possível driblar os desafios diários e sentir-se fisicamente disposto. Mas, se for afetado por alguma das doenças psicossomáticas, passa a sofrer com múltiplos sintomas, que trazem prejuízos à saúde física e mental.

As doenças psicossomáticas são transtornos psiquiátricos, geralmente desencadeadas em situações de alto nível de estresse. Nesses casos, o estado emocional reflete no organismo, impactando negativamente na rotina diária, já que normalmente o paciente sente dores físicas, e tende a se isolar do seu meio social.

Principais sintomas físicos das doenças psicossomáticas

Para que haja um diagnóstico rápido, é importante que você perceba se está sofrendo com os sintomas provocados pelas doenças psicossomáticas. Dentre eles, destacam-se:

  • Sensação de falta de ar e sufocamento, que pode sugerir problemas pulmonares;
  • Tensão e dores musculares;
  • Sensação de dor no peito que pode ser confundida com infarto;
  • Diarreia ou prisão de ventre;
  • Dor e queimação no estômago, enjoo, piora da gastrite e da úlceras gástricas;
  • Crises de dor de cabeça, enxaqueca, alterações da visão, do equilíbrio, da sensibilidade, que podem facilmente ser relacionados à problemas neurológicos;
  • Piora da impotência e diminuição do desejo sexual.

Aspectos das doenças psicossomáticas

As doenças psicossomáticas caracterizam-se pela atribuição de um ou mais sintomas físicos (geralmente quem possui essa doença queixa-se de dor e cansaço extremo, entre outros) sem associá-los à instabilidade emocional. Quando uma pessoa sofre com as doenças psicossomáticas, ocorrem algumas situações em comum:

  • Há sensação real de dor;
  • Ao realizar exames clínicos ou laboratoriais não se encontram evidências que indiquem uma patologia que justifique os sintomas;
  • Normalmente confunde-se os sintomas com os de outras doenças (problemas gástricos, de coração, de pulmão, alergias, etc.);
  • O paciente tem dificuldade de aceitar o diagnóstico, o que dificulta o tratamento;
  • Há uma grande procura por médicos de especialidades diferentes e realização de exames variados.

Principais causas das doenças psicossomáticas

Alguns gatilhos como o estresse, a depressão e a ansiedade, são os principais geradores das doenças psicossomáticas, podendo alterar ainda mais o quadro psicológico em que o paciente se encontra se não forem tratadas de forma adequada.

O estresse

O estresse ocorre quando há aumento do cortisol na corrente sanguínea. Pessoas estressadas sentem sintomas como coração acelerado, respiração curta e aumento da pressão arterial. Ele pode atingir pessoas de todas as idades em diferentes níveis, a depender do meio social em que vivem e das atividades que realizam.

Saiba mais sobre os sintomas e causas do estresse

A depressão

A depressão é o estado de profunda tristeza em que a pessoa se encontra, onde o desânimo e o cansaço extremo são bastante evidentes. Ocorre quando há diminuição da serotonina, um neurotransmissor ligado ao bem-estar. Fisicamente, pessoas depressivas apresentam baixa imunidade e problemas inflamatórios.

Veja 6 sinais para identificar a depressão

A ansiedade

A ansiedade é um distúrbio causado pelo excesso de preocupação, de tensão e de medo em relação às pressões diárias no âmbito familiar, profissional, social ou financeiro ou antecipação exagerada de problemas futuros. O pessoa ansiosa tem nervosismo constante, insônia, problemas de concentração, dor no peito, respiração ofegante, entre outros sintomas.

Confira os sintomas do transtorno de ansiedade

Tratamento para doenças psicossomáticas

As doenças psicossomáticas podem se apresentar em diferentes níveis e intensidades a depender do histórico de vida do paciente diagnosticado, do meio em que está inserido e das relações interpessoais que estabelece, da visão de mundo que possui e principalmente da visão que tem sobre si mesmo.

Por se tratar de uma doença que atinge o estado psíquico, é imprescindível que haja o acompanhamento por um profissional da área da saúde mental, apesar do diagnóstico também poder ser realizado por médico clínico, pois o psiquiatra, o psicólogo ou psicoterapeuta estão mais aptos a indicar e promover ações que possam minimizar ou sanar as doenças psicossomáticas. Diante do grau de instabilidade emocional do paciente, o especialista da área deve indicar o tratamento mais adequado para cada caso, como:

  • Atendimento psicológico;
  • Psicoterapia;
  • Acompanhamento com psiquiatra, que pode indicar antidepressivos ou ansiolíticos;

Entre os tratamentos indicados, o atendimento psicológico é mais eficaz ao combate das doenças psicossomáticas, uma vez que o psicólogo atua de forma precisa para a melhora do convívio do paciente consigo mesmo e com o todo.

Se você tem dúvidas sobre estar sofrendo com as doenças psicossomáticas, não há melhor atitude que procurar um profissional para chegar a um diagnóstico preciso. Não espere mais para resolver algo que te incomoda tanto. Agende uma consulta, apenas a primeira, e converse sobre tudo que te aflige. Com certeza esse é o primeiro passo que te levará à paz interior.

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Cuide-se – Conheça os sintomas de câncer de mama

Muito se fala acerca dos sintomas de câncer de mama, e sobre o autoexame, mas pouco é conversado de fato sobre a doença e suas particularidades. Vamos então, através deste artigo, conhecer um pouco mais sobre essa patologia, os seus principais sintomas, o tratamento, e como prevenir este mal.

Sintomas de câncer de mama e definição da doença

O câncer de mama está entre os mais comuns sofridos pelas mulheres. A doença trata  da multiplicação desordenada e defeituosa das células contidas no tecido mamário, que resulta no aparecimento de um tumor de natureza maligna.

Os sintomas de câncer de mama normalmente não aparecem nos estágios iniciais da doença (ocorrem em raríssimos casos), por isso, a presença do tumor na maioria das vezes é descoberta através do exame realizado com as mãos.

Conforme as células defeituosas se multiplicam, podem surgir os seguintes sintomas:

  • Nódulo endurecido: é percebido algum nódulo endurecido na mama ou próximo das axilas.
  • Escorrimento de secreção no mamilo: pode escorrer algum líquido do mamilo quando pressionado, ou até mesmo sangue.
  • Ferida na mama: a mama possui alguma ferida que não cicatriza e/ou possui mau cheiro.
  • Tamanho irregular das mamas: as mamas apresentam formatos ou tamanhos diferentes do seu normal.
  • Vermelhidão ou inchaço: podem aparecer fortes coceiras em regiões avermelhadas e/ou inchadas da mama.

Autoexame e prevenção

É importante que os sintomas de câncer de mama sejam de conhecimento geral, e não só das mulheres, uma vez que o companheiro também pode ajudar na identificação dos mesmos.

O câncer de mama tem cura, mas a eficácia do tratamento pode variar de acordo com o estágio de desenvolvimento em que a doença é diagnosticada, sendo os meios mais eficazes para detecção deste mal o autoexame, que consiste na palpação da mama de forma periódica, realizada pela própria mulher, um médico ou seu parceiro(a), e na mamografia.

Diagnóstico

Apesar dos exames citados acima serem importantíssimos para um pré-diagnóstico, a existência da doença só poderá ser confirmada através de uma consulta com um mastologista para a realização de exames mais específicos, como a ressonância magnética ou ultrassonografia, e caso a dúvida persista, o especialista recomendará a realização de uma biópsia.

Tratamento do câncer de mama

Após a identificação dos sintomas de câncer de mama e da realização dos exames para diagnóstico da doença, é importante compreender que o tratamento pode variar de acordo com o estágio do câncer. Neste processo delicado, o oncologista indicará um tratamento específico para o quadro do paciente.

Os tipos de abordagens mais comuns são a radioterapia, a quimioterapia e a intervenção cirúrgica para a retirada do tumor. A ordem em que os processos irão ocorrer variará de acordo com cada paciente. Tanto o SUS, quando clínicas particulares disponibilizam esses tipos de tratamento.

No caso de cirurgias, haverá diferenças de acordo com o estágio em que o tumor se encontrar, podendo ser feita a retirada parcial da mama (ou mesmo toda ela), e também a extração dos nódulos linfáticos presentes nas axilas, caso os mesmos se encontrem comprometidos pelo o avanço do tumor.

O câncer de mama tem um efeito devastador na vida das pacientes e de todas as pessoas ao seu redor. Em consciência a essa realidade, o Outubro Rosa foi criado para que as mulheres se lembrem da importância do diagnóstico precoce, e que o autoexame é essencial para prevenir o avanço da doença.

Esperamos que este artigo possa ter te ajudado, e lembre-se: mulher, se toque!
Precisa de amparo psicológico especializado? Conheça nossa clínica!

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Tristeza profunda – o que fazer a respeito

Antes de mais nada, gostaríamos de iniciar este texto dizendo que não existe tristeza profunda o suficiente, que não permita alguém de encontrar a felicidade e de se libertar das situações ou motivos que ocasionam este sofrimento e dor.

Se você está lendo este texto, provavelmente está à procura de ajuda para alguma situação em sua vida com a qual você não sabe lidar, ou talvez se encontre neste estado de tristeza profunda.

Tudo bem, sempre na vida precisaremos de ajuda, e não há nada de mal em externar e procurar auxílio quando é necessário, pois pedir ajuda nunca é um sinal de fraqueza, derrota, ou um incômodo, e sim uma defesa inteligente para se ver livre de algo que incomoda.

É importante ressaltarmos, ainda que seja extremamente repetitivo, que sentir-se triste durante muito tempo não é algo natural. A nossa mente possui defesas que tornam possível reagir às situações que nos entristecem, e nosso organismo acompanha este processo nos deixando mais dispostos e novamente aptos a realizar as nossas tarefas do dia a dia.

Por isso, reconhecer-se neste estado de uma tristeza profunda e duradoura é um sinal que precisa ser dividido com quem ama, compartilhando a forma como você se sente, e o que tem enfrentado durante este período.

Você tem medo de falar sobre sua tristeza profunda, ou acredita ser um incômodo para os outros?

Existem muitas ideias e suposições que nos desestimulam, ou que nos levam ao isolamento. É comum nesta situação sentir-se constrangido ao tentar expressar o que se sente a parentes e amigos, mas, esse obstáculo é facilmente superado, uma vez que você externaliza sua dor.

Outro preconceito que pode lhe parar na tentativa de buscar ajuda, é o receio de procurar um profissional da área de psicologia embasado em alegações como “quem vai a psicólogo é quem tem problema sério”, ou argumentações que o façam acreditar que o seu problema se trata de uma fraqueza pessoal.

A tristeza profunda pode ser um sinal do seu corpo alertando que a sua saúde emocional não está em conformidade. Não tenha medo de procurar um psicólogo. Ele não irá te julgar, e dará direcionamentos que o ajudarão a compreender a natureza do que você tem passado, e também sugerir formas para que você lide melhor com a sua tristeza.

Vamos agora descrever alguns comportamentos e ideias para que você ponha em prática e supere a tristeza que tem te impedido de  viver bem, e também para que você possa desenvolver uma vida emocional mais saudável.

Atividades físicas

Pôr em ordem os horários e dedicar-se a uma atividade física ou um esporte traz benefícios para o seu corpo e mente. As atividades e exercícios estão diretamente ligadas a produção das “substâncias do prazer”, tais como a dopamina, noradrenalina e serotonina.

Estas substâncias normalmente se encontram em níveis muito baixos no organismo de pessoas que estão tristes ou deprimidas há muito tempo. Por isso, a prática de esportes e atividades físicas regulam o nosso organismo no que tange aos níveis necessários delas, e fornecem uma proteção fisiológica eficaz contra doenças como a depressão.

Ajude outras pessoas

Parece ser algo incoerente, uma vez que você acredita que você pode ser o necessitado de ajuda, mas existe um segredo valioso ligado a esquecer um pouco de si, e cuidar de alguém.

Todas as vezes que prestamos atenção no que está fora, tiramos um pouco o foco sobre nós mesmos, e com isso aliviamos as tensões e nos colocamos em uma dinâmica diferente da que estávamos acostumados.

Isto fará com que você se sinta útil, e também que olhe seus próprios problemas de forma diferente, uma vez que coisas que pareciam grandes, podem não ser mais tão ameaçadoras.

Trabalhe e crie compromissos para si mesmo

De fato, a ociosidade é uma terrível auxiliadora para a sua tristeza profunda. Não é à toa que a máxima conhecida por nossos avós “mente vazia é oficina do diabo”, possui algum sentido verídico.

Estar desocupado permite que estejamos revisitando constantemente as nossas tristezas e problemas, e este tempo desperdiçado deveria dar lugar a atividades que o fariam estar focado em outros contingentes, e por tabela o levaria a produtividade e ações que lhe trariam satisfação e bem estar. Ser útil para si mesmo e para os outros é uma grande arma contra a tristeza.

Coloque ao seu redor quem te ama e quer te ajudar

De fato, um dos melhores antídotos para a tristeza, a dor e o sofrimento, é o afeto. Estarmos rodeados de quem se importa com a nossa vida e quer nos fazer bem. Por isso, converse com seus amigos e parentes, desenvolva atividades interessantes com eles, os insira em suas dificuldades, não tenha receio de pedir “colo” a quem você se sente confortável e tem intimidade. O afeto faz bem e o ajudará a esquecer as sensações ruins e a tristeza que o aflige.

Aceite as coisas que te entristecem

Sei que parece contraditório, mas às vezes o que precisamos é viver o nosso momento de dor e aceitá-lo. Tente não se julgar durante esse período, e não use de artifícios, principalmente coisas que você não faria, para tentar se sentir melhor.

Dividia o que você sente com seus amigos e parentes e a forma com que você tem pensado. Continue a desenvolver as atividades que são construtivas para a sua vida, mas vivencie os momentos de tristeza sem tentar fugir deles a qualquer custo. Tudo ficará bem assim que o tempo necessário para a compreensão dos fatos passar.

Esteja certo que tudo realmente vai ficar bem, que para todo sofrimento existe um período de dor e um período de cura, e é necessário que vivamos estes com resiliência e esperança. E se você não estiver conseguindo lidar com o que está vivenciando, a melhor atitude é procurar a ajuda de um profissional, e comunicar aos seus amigos sobre esta decisão. Você merece ser feliz, e com certeza achará a sua felicidade.

Converse com um de nossos profissionais. Agende uma consulta.

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Sintomas de depressão – Para quais sinais devemos ficar alerta?

É muito possível que você já tenha participado de uma conversa cujo assunto tenha sido os sintomas de depressão, ou sobre a depressão de forma genérica. E realmente são muito comuns as especulações feitas sobre o assunto e suas complicações, mas, de fato, pouquíssima informação verídica e construtiva é disseminada nas conversas entre amigos e nos “achismos” espalhados na internet.

Esta quantidade de informação equivocada espalhada tem sido responsável por incidentes lamentáveis e prejudiciais para o bem estar de quem convive com alguém depressivo, e obviamente para o próprio paciente. Os sintomas de depressão por muitas vezes são confundidos com a sintomática de outra patologia, assim piorando as confusões feitas sobre a doença.

Estudos indicam que cerca de 16% da população do mundo inteiro já sofreu com a depressão ao menos umas vez na vida. Tais estudos tiveram seu início no ano de 1920, e neste mesmo período, os relatórios já indicavam que, devido a fatores biológicos, as mulheres possuem o dobro de chances, em relação aos homens, de se tornarem depressivas. De acordo com a OMS (Organização mundial de saúde), até o ano de 2020 a depressão será a segunda maior causa de mortes por doença no país, perdendo apenas para as doenças cardíacas.

Porém, antes de falarmos sobre os sintomas da depressão vamos entender melhor o que é essa doença.

O que é depressão?

Ao contrário do que normalmente pode se pensar, a depressão nem sempre está ligada a tristeza, mas é comum que indivíduos depressivos sintam-se tristes por longos períodos, e que essa tristeza se apresente de forma muito mais intensa do que a sentida em uma situação “verídica”. Entende-se como natural a tristeza advinda de motivações reais e palpáveis, como a morte de um ente querido ou ruptura de um relacionamento duradouro, mas sentir-se triste sem motivos aparentes é algo anormal.

Fisiologicamente explicando, a depressão é um desequilíbrio do cérebro. Porém, apesar de também se tratar de uma doença com características físicas, a mesma não pode ser solucionada apenas com medicamentos, pois fôra ocasionada por uma soma de fatores psicológicos, sociais e biológicos. De forma sucinta: a forma com que você se relaciona com o mundo pode ser responsável pelo aparecimento da doença.

O suicídio

Como vimos acima, segundo os estudos feitos sobre a depressão, até 2020 esta será a maior causadora de mortes por doença no Brasil. Um dado assustador, principalmente pelo fato de que se houvesse conscientização e maior divulgação sobre o tema, este índice poderia ser reduzido drasticamente.

Esta informação é extremamente assustadora, e também nos alerta sobre o fantasma do suicídio, apontando para uma estatística assombrosa que poderá ser reduzida ou evitada, através da conscientização do povo.

Outro fator importante é a desmistificação relacionada a culpabilização direcionada a pessoas com depressão. Na tentativa de ajudar o outro, muitas pessoas intensificam fatores estimulantes à depressão, como minimizar as dores do outro ou compará-las com dores e acontecimentos de outras pessoas. Um grande exemplo é quando compara-se dificuldades e problemas, como “você tem tudo na vida, não há porque ficar triste, veja que aquela pessoa está passando por coisas bem piores que vocês”. É preciso respeitar a dor do outro para então poder ajudá-lo.

Fique alerta aos sintomas de depressão!

As tentativas de suicídio e sua reincidência na maioria das vezes  estão vinculadas a violentas doses de sofrimento, desespero e angústia, e tais fortes emoções se devem à crises de natureza afetiva ou situações de grande conturbação mental, tendo como sintomas de depressão delírios ou uma psicose num estágio bastante agudo.

É importante sabermos que o comportamento suicida em geral surge na decorrência de doenças psicológicas não tratadas, e tem crescido de forma assustadora entre pessoas antes dos 30 anos de idade. Ultrapassando os índices de morte por HIV, estima-se que o comportamento suicida tem afetado mais que a marca de 12 mil pessoas por ano no Brasil.

Vamos agora a uma listagem de possíveis comportamentos depressivos que podem indicar um comportamento suicida.

Mudança de comportamento repentina

Uma pessoa que esteja pensando em suicídio pode comportar-se de forma muito diferente do seu habitual, expressando-se de formas diferentes, com linguagens incomuns , e até mesmo perdendo a capacidade compreender o senso de humor em conversas. Também é comum que comece a se envolver em atividades perigosas, como  uso de drogas e a direção em alta velocidade.

Demonstrar grande tristeza e preferir se isolar

Estar triste por longos períodos é comum em estágios avançados de depressão, bem como também a falta de vontade de socializar. Alguém que a todo momento demonstra preferir se isolar pode ser um indício perigoso que aponta um comportamento suicida.

É muito comum que nesse estágio que a pessoa com  depressão não consiga perceber que está em um processo depressivo, e pode atribuir a si mesmo a incapacidade de socializar e a forma deprimida com que se sente. A frustração que essas percepções trazem podem causar desânimo, desmotivação, e a falta de vontade de viver.

Tratar de assunto não concluídos

É um tipo de atitude bem comum em pessoas que já planejam o suicídio. Este comportamento se manifesta na presença de  pessoas que não se vê há muito tempo, o pagamento de dívidas de longa data, ou simplesmente a entrega de objetos pessoais muito estimados como presentes. É importante procurar se existe alguma carta ou mensagem sendo escrita para após o suicídio, que neste estágio é possível que a mesma já esteja sendo desenvolvida.

Tranquilidade instantânea

Demonstrar grande tranquilidade e paz superficial, após um longo tempo de isolamento, tristeza ou ansiedade, é um indício alarmante do comportamento suicida. Este tipo de estágio se caracteriza quando a pessoa depressiva acredita ter encontrado a resposta para as suas dores e problemas através do suicídio.

Esperamos ter ajudado a você caso esteja procurando informação para ajudar um parente, um amigo, ou até mesmo o seu parceiro(a). Ou se você identifica algum desses sintomas de depressão em você mesmo, não se desespere, conte a quem você ama e procure por auxílio profissional. Através do tratamento adequado e da colaboração das pessoas mais próximas, esse quadro pode ser revertido e uma vida pode ser salva.

Saiba mais sobre os tipos de depressão e como lidar com esse distúrbio aqui.

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tratamento de depressão

Você conhece os diferentes tratamentos de depressão?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão afeta cerca de 4,4% da população mundial. Já o Brasil, é líder na prevalência desse mal em toda a América Latina: quase 6% da população brasileira sofre com o problema (11,5 milhões de pessoas). E isso ocorre, em suma, porque a maioria das pessoas não conhece os tratamentos de depressão disponíveis atualmente.

A depressão é uma doença silenciosa e, caso não seja tratada, em casos extremos, ela pode levar ao suicídio. Por isso, é importante superar o preconceito que ainda a rodeia.

Então, se você ou alguém próximo tem apresentado sinais como mudança do sono, introspecção, sentimentos oscilantes, dentre outros, e desconfia que possa estar desenvolvendo um comportamento depressivo, procure ajuda especializada imediatamente.

Listamos abaixo alguns tratamentos de depressão existentes, suas principais recomendações e técnicas. Continue lendo e confira.

Psicologia (Psicoterapia)

A Psicologia, ou psicoterapia, é considerada um processo de autoconhecimento. Ela é exercida por psicólogos especializados na cura da mente humana (psique), tanto sua parte consciente quanto inconsciente.

O tratamento de depressão baseado na psicoterapia, consiste em escutar os problemas e conflitos do paciente no ambiente clínico, criando um diálogo para pôr em perspectiva suas dificuldades e angústias, ajudando-o a traçar um planejamento para lidar com elas.

Assim, estimula-se o equilíbrio psíquico, físico, mental, emocional, espiritual e social do indivíduo, apoiando-o para que o indivíduo alcance a sua harmonia.

Análise Bioenergética

A análise – ou psicoterapia – bioenergética utiliza a integração entre a mente e o corpo no tratamento de depressão. De acordo com essa linha terapêutica, sentimentos reprimidos na infância geram tensões musculares no indivíduo e afetam a sua relação pessoal e interpessoal.

Assim, essa análise utiliza técnicas para estimular a expressão de sentimentos do paciente, com o objetivo de quebrar bloqueios físico-emocionais, como exercícios e toques corporais.

Psicanálise

A Psicanálise é um campo de investigação da mente humana proveniente da medicina. Ela foi criada no Século XIX pelo neurologista austríaco, Sigmund Freud. Considerada uma prática médica e não uma ciência, ela utiliza, entre outras técnicas, a hipnose.

O objetivo dessa terapia é trazer ao consciente do paciente situações, memórias e traumas passados, presentes em seu inconsciente, mas que afetam diretamente a sua vida. Assim, o próprio indivíduo passa a conhecer as causas dos seus problemas para agir sobre elas.

Em tratamento de depressão, essa técnica pode ser eficiente para a descoberta de problemas relacionados à infância e traumas comportamentais, que podem ter relação direta com o desenvolvimento da doença, como o bullying.

Terapia Junguiana

A terapia Junguiana, também chamada de analítica, foi criada no início do século XX, a partir das ideias e estudos sobre o inconsciente humano do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung.

Análise Bioenergética

A análise – ou psicoterapia – bioenergética utiliza a integração entre a mente e o corpo no tratamento de depressão. De acordo com essa linha terapêutica, sentimentos reprimidos na infância geram tensões musculares no indivíduo e afetam a sua relação pessoal e interpessoal.

Assim, essa análise utiliza técnicas para estimular a expressão de sentimentos do paciente, com o objetivo de quebrar bloqueios físico-emocionais, como exercícios e toques corporais.

Psicanálise

A Psicanálise é um campo de investigação da mente humana. Ela foi criada no Século XIX pelo neurologista austríaco, Sigmund Freud. Considerada uma prática médica e não uma ciência, ela utiliza, entre outras técnicas, a hipnose.

O objetivo dessa terapia é trazer ao consciente do paciente memórias passadas, presentes em seu inconsciente, mas que afetam diretamente a sua vida. Assim, o próprio indivíduo passa a conhecer as causas dos seus problemas para agir sobre elas.

Em tratamento de depressão, essa técnica pode ser eficiente para a descoberta de problemas relacionados à infância e traumas comportamentais, como o bullying.

Terapia Junguiana

A terapia Junguiana, também chamada de analítica, foi criada no início do século XX, a partir das ideias e estudos sobre o inconsciente humano do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung.

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Saiba como identificar a Depressão Infantil

Engana-se quem pensa que a depressão infantil não existe. Ela existe sim e há diversos sinais que podem nos auxiliar na percepção de que algo não está bem na vida emocional dos pequenos.

As pessoas podem confundir tristeza com depressão, mas são duas coisas distintas. A depressão é um transtorno e é preciso acompanhar e tratar o indivíduo, já a tristeza é um sentimento que está presente em nossas vidas e é necessário para  reconhecermos a importância da alegria.

A depressão infantil se manifesta de uma maneira diferente do adulto, uma vez que a criança ainda está formando seu conhecimento interior e moldando o seu próprio jeito de expressar sentimentos. As crianças podem apresentar dificuldades emocionais que atrapalham seu desenvolvimento por não conseguirem externar o que sentem, precisamente. Desse modo, elas acabam se calando e os pais levam um tempo para compreender que o filho precisa de ajuda.

Sintomas da Depressão Infantil
  • Sentimentos de desânimo;
  • Dificuldade de raciocínio, concentração e memória;
  • Ansiedade;
  • Pessimismo;
  • Agressividade ou irritabilidade;
  • Falta de apetite;
  • Falta de vontade em realizar atividades;
  • Isolamento;
  • Sentimento de inferioridade e baixa autoestima;
  • Pensamentos de morte;
  • Insônia ou sono excessivo;
  • Fadiga constante ou falta de energia.
Causas da Depressão Infantil

Assim como a depressão em adultos, pode ser originada por uma disfunção neurológica e ser influenciada por fatores genéticos, como também por gatilhos emocionais ou de origem psicológica. Ao perceber uma mudança expressiva no comportamento da criança ou algum dos sintomas de forma contínua é importante encaminha-la a um profissional especialista para que seja realizado um diagnóstico mais preciso e correto.

A saúde emocional das crianças é um aspecto que deve ser cuidado a cada dia. Para ajudar a criança a se sentir bem: planeje atividades divertidas, chame os amigos para brincar, saliente as qualidades dela e se importe com as coisas que ela mais gosta. Sorria sempre e passe um tempo de qualidade com ela, promova sempre a harmonia no ambiente familiar com manifestações de amor e carinho.

Se ainda tiver dúvidas ou estiver procurando atendimento, a Clínica Holos dispõe de uma equipe de profissionais qualificados e especializados para o diagnóstico, acompanhamento e tratamento da depressão para todas as idades, entre em contato conosco.

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Resiliência psicológica

A resiliência é um termo da Física que representa a capacidade de um material ser submetido à pressão e retornar ao estado original. A Psicologia aproveitou essa expressão para aplicar ao comportamento humano.

As experiências na vida impactam o ser humano de uma forma, conforme o que cada pessoa valoriza. Demissão, morte de alguém da família e traição são situações que abalam a rotina em que se estava acostumado a viver e por isso podem causar um abalo emocional.

Nesse caso a pessoa fica apática, com desânimo para realizar as tarefas, ou com raiva, culpando a vida pelo que aconteceu com ela. Aqui entra a capacidade da resiliência, de enfrentar a situação desagradável e tirar um aprendizado dela.

Para estar no controle de si mesmo, é preciso administrar os sentimentos e pensar que você é capaz de lidar com qualquer situação. Caso sinta que precisa de ajuda, entre em contato conosco.

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A disfunsão sexual e a depressão

A Disfunção Sexual é a incapacidade de participar do ato sexual com satisfação. Isso ocorre devido à dor que o indivíduo sente ou ao impedimento em uma ou mais fases do ciclo da resposta sexual, seja ela o desejo, a excitação, o orgasmo ou a resolução, ou seja, quando não consegue satisfação quanto ao seu desempenho sexual.

A causa da Disfunção Sexual é multifatorial. Inclui-se nas causas os problemas psíquicos, principalmente a Depressão, e outras doenças orgânicas. A Depressão, como um dos mais importantes fatores de risco para as dificuldades sexuais, é responsável por boa parte destes dos casos, causando desinteresse pela atividade sexual e, consequentemente, comprometendo o desejo e a incapacidade de sentir prazer.

Uma consulta pode avaliar o tratamento correto a se fazer nesses casos. Esses mesmos tratamentos podem não só melhorar o desempenho sexual, mas também auxiliar no tratamento de sintomas emocionais e físicos, bem como depressivos.

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O que provoca a Compulsão Alimentar?

A Compulsão Alimentar é um transtorno em que o indivíduo experimenta uma irresistível tendência de comer, mesmo não estando com fome, ingerindo compulsivamente uma quantidade de alimentos maior do que é necessário para o seu organismo, além de ter o costume de “beliscar” com frequência.

Para cada pessoa, o problema da Compulsão Alimentar surge de uma forma, é multifatorial. Ela pode aparecer, por exemplo, em alguns transtornos alimentares como bulimia nervosa e compulsão alimentar periódica, e também, em problemas emocionais como ansiedade e depressão. Há também a possibilidade de algum transtorno no hipotálamo, um regulador do mecanismo de saciedade, ou ser proveniente de uma Bipolaridade e até transtorno de personalidade.

Tentativas frustradas de controlar o peso também podem abrir portas para a compulsão. Com a insatisfação e a falta de controle sobre o próprio corpo, ocorre movimento inverso: a pessoa passa ao uso indiscriminado de alimentos, como forma de resolver estes problemas emocionais.

Não se sinta mal. Estamos aqui para ajudar!

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