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Ortorexia Nervosa – como uma dieta restrita a alimentos saudáveis pode ser prejudicial

Cuidar da alimentação é algo imprescindível, principalmente para nos mantermos saudáveis no mundo frenético e acelerado em que vivemos. Contudo, o excesso de preocupação com a rotina alimentar pode ocasionar em transtornos nutricionais, como a ortorexia nervosa.

De um lado, a agitação do dia a dia faz com que as pessoas recorram ao fast food como o prato principal, não atentando-se para a necessidade de ingerir alimentos que contribuam para uma dieta equilibrada. Enquanto de outro, o cuidado demasiado reflete as inquietações com a estética, postas por padrões de beleza pré-estabelecidos onde a cultura do “corpo perfeito” impera.

Até que ponto a preocupação com a forma de se alimentar é vista como algo saudável? Como você pode perceber se está se alimentando corretamente, ou, melhor: como detectar se o planejamento das refeições se tornou uma compulsão, gerando um transtorno alimentar?

Onde nascem os transtornos alimentares?

As relações que estabelecemos com o nosso corpo, com foco na aparência física e/ou qualidade de vida, podem desencadear transtornos alimentares – alterações na rotina alimentar provocadas pelo excesso de preocupação com o peso e aparência física.

Entre os tipos de transtornos mais comuns, encontram-se a compulsão alimentar, a bulimia, a anorexia e a ortorexia nervosa. Sobre esta última, se não houver a devida atenção, pode passar despercebida por se tratar de um transtorno silencioso, de difícil diagnóstico na fase inicial.

O que é Ortorexia Nervosa?

A ortorexia nervosa é um transtorno alimentar no qual o indivíduo exerce uma preocupação demasiada com a qualidade do alimento que vai ingerir. Para realizar as suas refeições, ele precisa certificar-se de que o alimento é puro, saudável e orgânico (isentos de pesticidas, agrotóxicos, hormônios e outros produtos químicos).

Para elas, a prioridade é ter o controle sobre sua alimentação e evitar sob qualquer hipótese a ingestão de alimentos que considerem prejudiciais à saúde.

Desse modo, a necessidade de manter o controle sobre a alimentação causa, muitas vezes, o isolamento social. Isso porque a pessoa com o transtorno de frequentar restaurantes, bares, festas, ou qualquer tipo de ambiente em que haja comidas não consideradas saudáveis, por receio de “se contaminar” com alimentos que comprometam a dieta estabelecida. Além disso, esses indivíduos estão expostos à problemas de saúde decorrentes da falta de nutrientes necessários ao desenvolvimento e sustento do organismo.

Dentre os principais sintomas da Ortorexia Nervosa, estão:

  • Estudar muito sobre uma alimentação saudável;
  • Planejar as refeições de maneira exagerada;
  • Evitar comer fora de casa ou levar sua refeição quando há necessidade de se alimentar em outros ambientes;
  • Consumir apenas produtos orgânicos;
  • Excluir grupos alimentares da dieta.

O que diferencia a Ortorexia Nervosa dos demais transtornos alimentares

Cada transtorno alimentar possui uma característica marcante que o diferencia dos demais, ajudando na sua identificação. Para saber exatamente qual a peculiaridade de cada um deles, listamos a seguir:

  • Compulsão alimentar: o indivíduo ingere grandes quantidades de comida de uma vez, mesmo sem sentir fome.
  • Bulimia: o sujeito oscila entre comer exageradamente e provocar o vômito ou mesmo abusar de laxantes para evitar o ganho de peso, devido ao sentimento de culpa gerado por esse excesso cometido.
  • Anorexia: a pessoa tem uma visão distorcida de seu corpo, desencadeando uma obsessão por seu peso e aquilo que come.
  • Ortorexia Nervosa: o distúrbio alimentar é provocado pela preocupação demasiada com a qualidade dos alimentos que vão ser ingeridos.

Os perigos da Ortorexia Nervosa

A Ortorexia Nervosa é um transtorno perigoso, devido a dificuldade de detecção da doença logo em sua fase inicial. Isso ocorre porque ela está relacionada à preocupação do indivíduo com seus hábitos alimentares e não diretamente com a sua aparência física.

A pessoa que sofre de ortorexia nervosa está sujeita a problemas de saúde, como: anemia, queda de cabelo, falta de vitaminas e minerais, osteopenia… Esses e outros males podem comprometer a realização de hábitos simples e rotineiros.

Outro fator preocupante, é o isolamento social, que implica diretamente na qualidade de vida e no relacionamento com as pessoas à sua volta. Esse exílio dificulta também o diagnóstico do transtorno, pois torna-se mais difícil para familiares e amigos conseguirem identificar as mudanças ocorridas em seus hábitos alimentares.

Tratamento para Ortorexia Nervosa

O tratamento indicado para a ortorexia nervosa, é o acompanhamento com um nutricionista, que irá auxiliar na construção de uma reeducação alimentar. Ele fará isso através de um plano personalizado, salientando a importância da reposição de nutrientes que proporcionarão maior qualidade de vida.

Por se tratar de um transtorno que afeta diretamente o psíquico do paciente diagnosticado, é aconselhável também o acompanhamento psicológico, para que seja trabalhado no paciente a necessidade de mudar sua relação com a comida. Assim, conscientizá-lo de que é possível obter uma dieta saudável sem necessariamente restringir a sua alimentação à produtos orgânicos.

 

Leitura indicada:

Nutrição – Aprenda como fazer reeducação alimentar

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Nutrição – Aprenda como fazer reeducação alimentar

Existe hoje uma grande tendência na busca por manter o peso ideal. Contudo, muitas pessoas escolhem dietas extremamente restritivas, que não fornecem a energia necessária para manter o corpo em pleno funcionamento. O que muita gente não sabe, é que o peso ideal pode ser alcançado sem a necessidade de deixar de consumir nenhum alimento, mas apenas dosando as quantidades e controlando a ingestão de alguns deles. Para isso, basta saber como fazer reeducação alimentar.

Manter hábitos saudáveis, como ter uma alimentação balanceada, pode ser difícil se não houver dedicação. Mas, se você estiver disposto a fazer pequenos sacrifícios para melhorar a sua saúde, o impacto gerado poderá ultrapassar suas expectativas, independentemente de sua idade, sexo ou habilidade física.

Importância em manter hábitos saudáveis

Comer balanceadamente e praticar exercícios regularmente pode ajudá-lo a evitar o ganho de peso em excesso, e a se manter saudável. Estar fisicamente ativo é essencial para alcançar seus objetivos de perda de peso, além de proporcionar a melhora no sistema cardiovascular, impulsionar o sistema imunológico e aumentar o seu nível de energia.

A realização de exercícios contribui também para o bom funcionamento da mente. A execução de atividades físicas estimula a produção de endorfinas, que são substâncias químicas cerebrais responsáveis pelas sensações de felicidade e relaxamento. Além disso, quando acompanhada de uma dieta saudável, o exercício trará resultado também sobre a aparência física, o que pode refletir diretamente no aumento da sua confiança e autoestima. Os benefícios do exercício a curto prazo incluem diminuição do estresse e melhora da função cognitiva.

De modo geral, manter hábitos alimentares saudáveis ​​ajuda a prevenir doenças cardíacas, derrame e pressão alta. Também ajuda a manter o colesterol e a pressão arterial dentro em um intervalo ideal para o seu biotipo, além de preservar o sangue fluindo suavemente, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.

O que você precisa saber sobre como fazer reeducação alimentar

O conceito de uma reeducação alimentar está em aprender e moldar o comportamento por meio de orientações específicas de consumo equilibrado, para ingerir uma dieta nutritiva e que ofereça resultados consistentes no que se refere a perda de peso, acabando com o “efeito sanfona” – emagrecimento e ganho de massa corpórea em curtos intervalos de tempo, dificultando o estabelecimento do peso ideal.

A diferença entre uma reeducação alimentar para qualquer dieta, é que nesse processo você não abandona nenhum alimento, mas aprende o momento correto de consumi-lo, bem como quais são os alimentos que precisam ser inseridos na sua ingestão diária.

Dicas básicas de como fazer reeducação alimentar

  • Substitua o refrigerante e consuma mais água.
  • Substitua o pão branco por um pão escuro (que seja composto por multigrãos, centeio ou sementes).
  • Evite o consumo de açúcares.
  • Escolha produtos com baixo teor de gordura e de açúcares.
  • Abuse das frutas, principalmente no início, quando está se acostumando a viver sem a ingestão constante de açúcares.

Estas simples orientações podem ser seguidas por qualquer pessoa que busca saber como fazer reeducação alimentar, mas se você possui uma disfunção e/ou precisa de um plano personalizado, o indicado é agendar uma consulta com um nutricionista o quanto antes. A assistência de um profissional será ideal para te ajudar a tratar o seu problema.

Entenda o universo dos transtornos alimentares

Transtornos alimentares são doenças graves, provenientes de disfunções comportamentais alimentares, em que o indivíduo passa a ter uma visão distorcida sobre a sua aparência física. Pessoas com transtornos alimentares tipicamente se tornam excessivamente preocupadas com a comida ingerida e com o seu peso corporal.

Indivíduos com anorexia nervosa ou bulimia nervosa, tendem a ser perfeccionistas, com baixa autoestima, e são extremamente críticos de si mesmos e de seus corpos. Eles acreditam estar com sobrepeso, às vezes até mesmo que correm risco de vida devido à isso. Nos estágios iniciais desses distúrbios, os pacientes muitas vezes negam que possuem algum problema.

Em muitos casos, os transtornos alimentares ocorrem em conjunto com outros transtornos psíquicos, como ansiedade, pânico, transtorno obsessivo-compulsivo e uso abusivo de álcool ou drogas.

A falta de tratamentos adequados para os sintomas emocionais e físicos desses distúrbios podem resultar em desnutrição, problemas cardíacos e outras condições potencialmente fatais.

Agora que você já conhece um pouco mais sobre as disfunções alimentares e sabe como fazer reeducação alimentar é importante para sua qualidade de vida, sabia que pode contar com profissionais para fazer uma avaliação completa.

A Clínica Holos possui área de Nutrição composta por uma equipe experiente em tratar crianças, adolescentes, adultos, idosos, gestantes, esportistas, pessoas que apresentam transtornos alimentares, obesos, vegetarianos, desnutridos, dentre outros grupos que necessitam de ajuda para aprender a como fazer reeducação alimentar.

Para realizar uma avaliação completa e estruturar um programa customizado para o seu perfil, agende uma consulta.

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Alimentar-se: um caminho de vida

O alimento é o princípio básico da existência humana. Dele depende a nossa vida e a nossa saúde. É sabido por todos que “O homem é aquilo que come”. Sendo assim, a alimentação é uma das mais importantes fontes de energia, ao invés de ser banalizada, deve exigir de cada um de nós um profundo cuidado e reverência. Daí porque, faz-se necessária uma alimentação balanceada e saudável, baseada em uma orientação profissional criteriosa, capaz de proporcionar ao ser humano uma melhor absorção dos alimentos e, por conseguinte, uma melhor qualidade de vida.
Com as contingências da vida moderna, geradora de stress e de doenças; com a cristalização de velhos e equivocados hábitos alimentares, o ser humano tem se dado conta da urgência e da importância de cuidar da sua alimentação. Para isso, faz-se necessária uma reflexão mais profunda sobre a necessidade de mantermos uma dieta saudável alimentar compatível com o nosso modo de viver e de ver o mundo.

Não comemos apenas quantidades de nutrientes e calorias para manter o funcionamento corporal em nível adequado, pois há muito tempo os antropólogos afirmam que o comer envolve seleção, escolhas, ocasiões e rituais, imbrica-se com a sociabilidade, com idéias e significados, com as interpretações de experiências e situações. Para serem comidos, ou comestíveis, os alimentos precisam ser elegíveis, preferidos, selecionados e preparados ou processados pela culinária, e tudo isso é matéria cultural.

Recentemente, Claude Fischler (1990) disse que, pelo fato de sermos onívoros, a incorporação da comida é sempre um ato com significados, fundamental ao senso de identidade. Se as técnicas, as disponibilidades de recursos do meio, a organização da produção/distribuição na sociedade moderna imprimem as possibilidades, cada vez mais ampliadas, de produzir e consumir alimentos, cabe ao indivíduo definir o que é ou não comida, prescrever as permissões e interdições alimentares a que se submete, o que é adequado ou não, moldar o gosto, os modos de consumir e a própria comensalidade. As escolhas alimentares não se fazem apenas com os alimentos mais ‘nutritivos’, segundo a classificação da moderna nutrição, ou somente com os mais acessíveis e intensivamente ofertados pela produção massificada. Apesar das pressões forjadas pelo setor produtivo, como um dos mecanismos que interferem nas decisões dos consumidores, a cultura, em um sentido mais amplo, molda a seleção alimentar, impondo as normas que prescrevem, proíbem ou permitem o que comer.

As escolhas alimentares também são inculcadas muito cedo, desde a infância, pelas sensações táteis, gustativas e olfativas sobre o que se come, tornando-se pouco permeáveis à completa homogeneização imposta pela produção e pela distribuição massificadas. As análises sociológicas do consumo, que fazem uma interlocução com a cultura e também se preocupam com as escolhas alimentares, mostraram as contradições da cultura mercantilizada: a persistência das diferenças nas estruturas do consumo entre grupos de renda, classe, gênero e estágio de vida, bem como a indissolução dos constrangimentos ma teriais e das idiossincrasias individuais.

A comida foi e ainda é um capítulo vital na história do homem. Muito antes dos dias de hoje, o este procurou por toda parte transformar os antigos desejos por novos meios. As comidas têm histórias sociais, econômicas e simbólicascomplexas, diz Sidney Wilfred Mintz (2001), e o gosto do ser humano pelas substâncias não é inato, forjando-se no tempo e entre os interesses econômcos, os poderes políticos, as necessidades nutricionais e os significados culturais.

REFERÊNCIAS:
Canesqui, Ana Maria (org.)
Antropologia e nutrição: um diálogo possível. / organizado por Ana Maria
Canesqui e Rosa Wanda Diez Garcia. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ,
2005. 306p. (Coleção Antropologia e Saúde)
CASCUDO, C. História da Alimentação Brasileira. Belo Horizonte: Itatiaia,
1983.
FISCHLER, C. L’(H)omnivore. Paris: Odile Jacob, 1990.

Geísa Fialho Drummond, nutricionista, formada pela Universidade Federal da Bahia (1987),
pós-graduada em Nutrição Clínica pelo GANEP, 2007 e Gestão em Sistemas e Serviços de Saúde pela UNEB (2006), formação em Ortomolecular e extensão em Suplementação Magistral Funciona.Ex-aluna do Pathwork, metodologia do autoconhecimento, onde a busca dá-se pela descoberta e encontro si mesmo através do desenvolvimento do Eu Superior.

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