O perfil da criança ansiosa e como ajudá-la a superar

Os distúrbios da Ansiedade estão entre as principais causas de consultas em consultórios de psicologia e, infelizmente, não é um problema exclusivo do adulto. Por isso, os pais devem ficar atentos a atitudes vistas muitas vezes como manha, elas podem ser sinais de que a criança está sofrendo de ansiedade.

Mas como diferenciar um pedido manhoso por atenção de um problema mais sério, que requer ajuda psicológica? Mesmo quando a criança não consegue elaborar seus sentimentos em forma de discurso, há sempre a demonstração de que algo não vai bem.

Os principais sintomas são: agitação, euforia, excitação, apego excessivo e intenso aos pais, problemas de relacionamento com conhecidos ou familiares, ataques de pânico e dificuldade de aprendizagem.

Em muitos casos, o corpo também dá sinais: dores de barriga, dores na cabeça, vômitos, suor excessivo, mãos frias e, em casos mais graves, palpitações, tonturas e falta de ar.

Uma dica prática para diferenciar uma ansiedade normal de ansiedade patológica é avaliar se a reação é de curta duração e relacionada ao estímulo do momento, ou não, e olhar a criança como um todo:

1) O jeito dela interagir;
2) O jeito de se relacionar;
3) E, principalmente, o jeito de brincar.

O momento de brincar é onde a criança vai se expressar, é no brincar que ela repete seus conflitos internos.

Quando os pais notam que algo não vai bem, é preciso levar a criança ao consultório psicológico especializado nessa faixa etária. O diagnóstico precoce é fundamental, pois evita que a criança desenvolva patologias mais graves no futuro, como transtorno obsessivo-compulsivo ou síndrome do pânico.

Marque logo uma consulta! Caso o quadro de ansiedade seja comprovado, a criança inicia a terapia. Neste caso, pais serão envolvidos e orientados sobre como agir.

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A emoção dos filhos com a separação dos pais

Nos tempos atuais, os casos de separação estão sendo cada vez mais comuns. Dados do Censo 2000 apontam para um aumento de cerca de 21% de separações entre casais brasileiros. A forma como cada filho reage com esse fato depende de alguns fatores, como:

  • Idade;
  • Maturidade psicológica;
  • Qualidade da relação com os pais;
  • Crença sobre o divórcio (quão ruim ele é);
  • Existência de problemas emocionais prévios;
  • Suporte das pessoas com quem convive.

Todas as perguntas devem ser esclarecidas à criança pelos pais numa linguagem que seja compreensível. Assim, ela ficará mais fortalecida emocionalmente. Além disso, a criança pode fantasiar que, se os pais deixaram de se amar, ela deixará de ser amada por eles a qualquer momento, ou ainda acreditar que tudo aconteceu por sua culpa. Essas fantasias deixam a criança ansiosa podendo reagir com agressividade, sintomas depressivos, irritabilidade, birras, queda no rendimento escolar, ou até mesmo regredindo.

A criança precisa compreender que, embora o casal tenha se desfeito, eles não abandonarão seus papéis de pai e mãe. Marque uma consulta! Temos profissionais qualificados para esse tipo de atendimento.

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