O perfil da criança ansiosa e como ajudá-la a superar

Os distúrbios da Ansiedade estão entre as principais causas de consultas em consultórios de psicologia e, infelizmente, não é um problema exclusivo do adulto. Por isso, os pais devem ficar atentos a atitudes vistas muitas vezes como manha, elas podem ser sinais de que a criança está sofrendo de ansiedade.

Mas como diferenciar um pedido manhoso por atenção de um problema mais sério, que requer ajuda psicológica? Mesmo quando a criança não consegue elaborar seus sentimentos em forma de discurso, há sempre a demonstração de que algo não vai bem.

Os principais sintomas são: agitação, euforia, excitação, apego excessivo e intenso aos pais, problemas de relacionamento com conhecidos ou familiares, ataques de pânico e dificuldade de aprendizagem.

Em muitos casos, o corpo também dá sinais: dores de barriga, dores na cabeça, vômitos, suor excessivo, mãos frias e, em casos mais graves, palpitações, tonturas e falta de ar.

Uma dica prática para diferenciar uma ansiedade normal de ansiedade patológica é avaliar se a reação é de curta duração e relacionada ao estímulo do momento, ou não, e olhar a criança como um todo:

1) O jeito dela interagir;
2) O jeito de se relacionar;
3) E, principalmente, o jeito de brincar.

O momento de brincar é onde a criança vai se expressar, é no brincar que ela repete seus conflitos internos.

Quando os pais notam que algo não vai bem, é preciso levar a criança ao consultório psicológico especializado nessa faixa etária. O diagnóstico precoce é fundamental, pois evita que a criança desenvolva patologias mais graves no futuro, como transtorno obsessivo-compulsivo ou síndrome do pânico.

Marque logo uma consulta! Caso o quadro de ansiedade seja comprovado, a criança inicia a terapia. Neste caso, pais serão envolvidos e orientados sobre como agir.

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O que é FOMO?

Cerca de 70% da população mundial sofre atualmente deste mal, que é típico dos novos tempos. FOMO, que é a sigla de “fear of missing out”, significa medo de ficar por fora. Um exemplo clássico é o sujeito que checa mensagens no celular no cinema, levando ao tique do ‘clique para atualizar’. Ele não pode, não consegue ou não quer ficar desconectado pela eternidade da duração do filme.

Na verdade, há várias acepções para a palavra. Por exemplo, no site Urban Dictionary, ele define “FOMO” como o medo de perder – ou a perda propriamente dita – de algo interessante, importante ou mesmo divertido, como uma simples piada. Assim, dá para dizer que um indivíduo é FOMO por ainda não ter Gmail. Ou que foi um baita FOMO você não ter sido chamado para uma festa. Ou ainda que, apesar de exausto, você tem de ir a um show, por uma questão de FOMO.

Como se vê, podem haver infinitas questões de FOMO íntimo. Caso necessário, procure ajuda. O autocontrole é o termo para a pessoa que estiver sofrendo problemas relacionados ao fenômeno. O grau de intensidade do “FOMO” tem hoje a internet como uma grande aliada aos usuários, mas a dependência de internet é comportamental, como a de sexo, de jogo e a de compras. Caso o autocontrole não funcione, o ideal é procurar algum tipo de terapia.

O profissional é quem pode indicar um eventual tratamento psiquiátrico complementar, com medicação, se for o caso. O objetivo tem de ser o equilíbrio…

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A espera e o tédio fazem parte da vida e devem ser ensinados

Crianças em casa sem nenhuma atividade estruturada: essa receita pode se tornar um problema, sobretudo para os pais, que ficam sem saber como agir. Mas é tão ruim assim que as crianças sintam algum tédio? Permitir que as crianças sintam um pouco de tédio pode ser um treino para a vida adulta, onde a gratificação constante não é uma realidade.

Nós percebemos uma angústia dos pais para que as crianças não fiquem entediadas, mas a verdade é que elas precisam lidar com isso. No mundo atual, as crianças estão cada vez mais superestimuladas, e tudo se resolve rapidamente para elas. Os avanços tecnológicos, por exemplo, colaboram para que elas cresçam num contexto em que não precisem nem esperar o desenho preferido passar na TV, eles assistem quando têm vontade, na plataforma que quiserem…

Outra questão é a formação das famílias atuais, que também influencia nessa pressa que as crianças têm para serem atendidas. Antigamente, as pessoas tinham mais filhos e, na maioria das situações, a criança precisava esperar a sua vez. Hoje, é cada vez mais comum que os casais tenham só uma criança, que vira o centro das atenções da casa.

Mas, sim, a gente sabe que a espera e o tédio fazem parte da vida. E, não fazer nada serve para muita coisa. Vivenciar o tédio trás a tona a criatividade para fazer alguma coisa interessante, além de possibilitar um descanso ao cérebro e melhorar a ansiedade aprendendo que tudo tem o seu tempo.

Esse pode ser o caminho para criar filhos mais pacientes e preparados para viver bem em sociedade.

Estamos aqui dispostos a ajudar! Conte com a gente.

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Resiliência psicológica

A resiliência é um termo da Física que representa a capacidade de um material ser submetido à pressão e retornar ao estado original. A Psicologia aproveitou essa expressão para aplicar ao comportamento humano.

As experiências na vida impactam o ser humano de uma forma, conforme o que cada pessoa valoriza. Demissão, morte de alguém da família e traição são situações que abalam a rotina em que se estava acostumado a viver e por isso podem causar um abalo emocional.

Nesse caso a pessoa fica apática, com desânimo para realizar as tarefas, ou com raiva, culpando a vida pelo que aconteceu com ela. Aqui entra a capacidade da resiliência, de enfrentar a situação desagradável e tirar um aprendizado dela.

Para estar no controle de si mesmo, é preciso administrar os sentimentos e pensar que você é capaz de lidar com qualquer situação. Caso sinta que precisa de ajuda, entre em contato conosco.

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Seja firme e calmo ao se comunicar com as crianças

Pais e educadores lutam diariamente por ferramentas eficazes que possam contribuir com o bom comportamento das crianças. De antemão, já dizemos o que não deve ser feito: gritar. Uma birra de adulto na frente de uma criança é como um tiro no pé da própria obediência.

É preciso ouvir ativamente a criança. Se precisar lidar com uma situação conflituosa, chame a criança e tente perceber como ela se sente com o que está acontecendo. Evite as críticas nessa hora. Se você for duro e depreciativo, a criança irá se sentir diminuída e ficará na defensiva.

Além disso, ouvir ajuda você a se aprofundar e entender o que está acontecendo com a criança. Este pode ser um bom antídodo para o grito.

“Não é uma tarefa fácil educar uma criança, mas atitudes simples, praticadas diariamente, fazem com que ela entenda, aos poucos, que não pode tudo e que na vida existem regras, tanto para adultos como para crianças.”

Leia mais sobre o assunto.

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É Carnaval! A importância da brincadeira

O trabalho, as contas para pagar, a segurança, a casa, a família, a saúde e o dia a dia acabam nos deixando sempre preocupados. O que fazemos na maior parte do ano é usar o lado racional, valorizado por nos auxiliar com a nos desafios cotidianos, mas existem alguns períodos em que a situação se inverte, como acontece no Carnaval.

No Carnaval, a racionalidade passa a ficar em segundo plano e quem passa a conduzir grande parte das pessoas é a alegria e o prazer. É o momento de relaxar e vivenciar um lado que não permitimos na maior parte do ano, de se divertir com o inadequado, extravasar a alegria e retornar mais leve para a realidade.

A fantasia traz a possibilidade de projetar externamente conteúdos internos que permeiam nossa imaginação. Através das cores e dos personagens é possível brincar de forma mais livre, e o momento do carnaval é propício para isso, é quando a brincadeira e a criatividade são permitidas e estimuladas pela maioria.

É importante ter cautela com os excessos. Perder totalmente o controle traz consequências que podem ser desagradáveis. Mas do ponto de vista psíquico, o Carnaval tem uma função positiva e nos ajuda a vivenciar outros aspectos psicológicos.

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O poder da gratidão

A gratidão é um estado psicológico que permite conectarmos profundamente com o outro e com o mundo ao nosso redor. De origem da palava latina, “gratia” ou “gra-tus” significa graça, graciosidade. É um sentimento de admiração, agradecimento, uma apreciação pela vida e uma profunda sensação de espiritualidade.

Em primeiro lugar, para praticar a gratidão é necessário ter a capacidade de apreciar a nossa própria existência. Depois, é necessário refletir sobre este assunto com as seguintes questões:

  • Do que está grato?
  • O que a vida tem lhe dado que o faz sentir grato?
  • O que toma por garantido na sua vida que aos olhos de uma pessoa de um país subdesenvolvido ou em guerra poderia ver como uma bênção?
  • O que aconteceria se lhe tirassem algo muito querido para si? E o que sentiria?
  • Que experiências teve na vida que o fez sentir feliz por estar vivo?

Muita vezes a resposta está em mudar de perspetiva. A gratidão nos ajuda a ser mais conscientes e mais completos, o que faz a nossa vida ser ainda mais produtiva. É importante pra saúde mental, espiritual e física entender que a vida é um presente que precisa ser tratado com respeito e consideração.

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Alimentar-se: um caminho de vida

O alimento é o princípio básico da existência humana. Dele depende a nossa vida e a nossa saúde. É sabido por todos que “O homem é aquilo que come”. Sendo assim, a alimentação é uma das mais importantes fontes de energia, ao invés de ser banalizada, deve exigir de cada um de nós um profundo cuidado e reverência. Daí porque, faz-se necessária uma alimentação balanceada e saudável, baseada em uma orientação profissional criteriosa, capaz de proporcionar ao ser humano uma melhor absorção dos alimentos e, por conseguinte, uma melhor qualidade de vida.
Com as contingências da vida moderna, geradora de stress e de doenças; com a cristalização de velhos e equivocados hábitos alimentares, o ser humano tem se dado conta da urgência e da importância de cuidar da sua alimentação. Para isso, faz-se necessária uma reflexão mais profunda sobre a necessidade de mantermos uma dieta saudável alimentar compatível com o nosso modo de viver e de ver o mundo.

Não comemos apenas quantidades de nutrientes e calorias para manter o funcionamento corporal em nível adequado, pois há muito tempo os antropólogos afirmam que o comer envolve seleção, escolhas, ocasiões e rituais, imbrica-se com a sociabilidade, com idéias e significados, com as interpretações de experiências e situações. Para serem comidos, ou comestíveis, os alimentos precisam ser elegíveis, preferidos, selecionados e preparados ou processados pela culinária, e tudo isso é matéria cultural.

Recentemente, Claude Fischler (1990) disse que, pelo fato de sermos onívoros, a incorporação da comida é sempre um ato com significados, fundamental ao senso de identidade. Se as técnicas, as disponibilidades de recursos do meio, a organização da produção/distribuição na sociedade moderna imprimem as possibilidades, cada vez mais ampliadas, de produzir e consumir alimentos, cabe ao indivíduo definir o que é ou não comida, prescrever as permissões e interdições alimentares a que se submete, o que é adequado ou não, moldar o gosto, os modos de consumir e a própria comensalidade. As escolhas alimentares não se fazem apenas com os alimentos mais ‘nutritivos’, segundo a classificação da moderna nutrição, ou somente com os mais acessíveis e intensivamente ofertados pela produção massificada. Apesar das pressões forjadas pelo setor produtivo, como um dos mecanismos que interferem nas decisões dos consumidores, a cultura, em um sentido mais amplo, molda a seleção alimentar, impondo as normas que prescrevem, proíbem ou permitem o que comer.

As escolhas alimentares também são inculcadas muito cedo, desde a infância, pelas sensações táteis, gustativas e olfativas sobre o que se come, tornando-se pouco permeáveis à completa homogeneização imposta pela produção e pela distribuição massificadas. As análises sociológicas do consumo, que fazem uma interlocução com a cultura e também se preocupam com as escolhas alimentares, mostraram as contradições da cultura mercantilizada: a persistência das diferenças nas estruturas do consumo entre grupos de renda, classe, gênero e estágio de vida, bem como a indissolução dos constrangimentos ma teriais e das idiossincrasias individuais.

A comida foi e ainda é um capítulo vital na história do homem. Muito antes dos dias de hoje, o este procurou por toda parte transformar os antigos desejos por novos meios. As comidas têm histórias sociais, econômicas e simbólicascomplexas, diz Sidney Wilfred Mintz (2001), e o gosto do ser humano pelas substâncias não é inato, forjando-se no tempo e entre os interesses econômcos, os poderes políticos, as necessidades nutricionais e os significados culturais.

REFERÊNCIAS:
Canesqui, Ana Maria (org.)
Antropologia e nutrição: um diálogo possível. / organizado por Ana Maria
Canesqui e Rosa Wanda Diez Garcia. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ,
2005. 306p. (Coleção Antropologia e Saúde)
CASCUDO, C. História da Alimentação Brasileira. Belo Horizonte: Itatiaia,
1983.
FISCHLER, C. L’(H)omnivore. Paris: Odile Jacob, 1990.

Geísa Fialho Drummond, nutricionista, formada pela Universidade Federal da Bahia (1987),
pós-graduada em Nutrição Clínica pelo GANEP, 2007 e Gestão em Sistemas e Serviços de Saúde pela UNEB (2006), formação em Ortomolecular e extensão em Suplementação Magistral Funciona.Ex-aluna do Pathwork, metodologia do autoconhecimento, onde a busca dá-se pela descoberta e encontro si mesmo através do desenvolvimento do Eu Superior.

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