O perfil da criança ansiosa e como ajudá-la a superar

Os distúrbios da Ansiedade estão entre as principais causas de consultas em consultórios de psicologia e, infelizmente, não é um problema exclusivo do adulto. Por isso, os pais devem ficar atentos a atitudes vistas muitas vezes como manha, elas podem ser sinais de que a criança está sofrendo de ansiedade.

Mas como diferenciar um pedido manhoso por atenção de um problema mais sério, que requer ajuda psicológica? Mesmo quando a criança não consegue elaborar seus sentimentos em forma de discurso, há sempre a demonstração de que algo não vai bem.

Os principais sintomas são: agitação, euforia, excitação, apego excessivo e intenso aos pais, problemas de relacionamento com conhecidos ou familiares, ataques de pânico e dificuldade de aprendizagem.

Em muitos casos, o corpo também dá sinais: dores de barriga, dores na cabeça, vômitos, suor excessivo, mãos frias e, em casos mais graves, palpitações, tonturas e falta de ar.

Uma dica prática para diferenciar uma ansiedade normal de ansiedade patológica é avaliar se a reação é de curta duração e relacionada ao estímulo do momento, ou não, e olhar a criança como um todo:

1) O jeito dela interagir;
2) O jeito de se relacionar;
3) E, principalmente, o jeito de brincar.

O momento de brincar é onde a criança vai se expressar, é no brincar que ela repete seus conflitos internos.

Quando os pais notam que algo não vai bem, é preciso levar a criança ao consultório psicológico especializado nessa faixa etária. O diagnóstico precoce é fundamental, pois evita que a criança desenvolva patologias mais graves no futuro, como transtorno obsessivo-compulsivo ou síndrome do pânico.

Marque logo uma consulta! Caso o quadro de ansiedade seja comprovado, a criança inicia a terapia. Neste caso, pais serão envolvidos e orientados sobre como agir.

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Como as expectativas afetam os relacionamentos

Em qualquer tipo de relacionamento, pode acontecer de uma pessoa criar expectativas sobre a outra e acabar esperando que ela aja de acordo com a sua vontade, ou como espera que ela aja. Os sintomas (emoções) vividos por essa pessoa que depositar as expectativas, as chamadas projeções, geralmente são estresse, mau-humor, raiva e ansiedade.

Não há sofrimento quando o outro faz algo que não gostamos, e sim quando esperamos que ele faça como queremos, e é essa expectativa irreal que cria o sofrimento. Quando nos apaixonamos, projetamos no outro a imagem de uma pessoa perfeita, com o tempo vamos percebendo que “a pessoa não era como imaginamos”, e com isso, culpamos o outro pela nossa infelicidade.

Conhecer o parceiro verdadeiramente é um exercício de realidade, requer adaptação, aceitação. Conviver com defeitos e com ações que não aprovamos é algo bem difícil, mas permite que aprendamos a lidar com o diferente e que nos tornemos pessoas mais completas.

Sobre a projeção…

“..um processo inconsciente e automático, através do qual um conteúdo inconsciente para o sujeito é transferido para um objeto, fazendo com que este conteúdo pareça pertencer ao objeto. A projeção cessa no momento em que se torna consciente, isto é, ao ser constatado que o conteúdo pertence ao sujeito.” (Mednicoff, 2008, p. 71, Dossiê Jung)

Se conheça. Marque uma consulta!

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Quando um amor se torna uma obsessão?

As fragilidades emocionais de um indivíduo podem chegar ao ponto de desenvolver uma grande dependência em relação ao outro, com quem está se relacionando amorosamente.

O indivíduo fragilizado pode ficar obsessivo e, com a clara certeza do sentimento ser amor, acaba confundindo tudo, dando mais força a essa obsessão. A obsessão amorosa é um tipo de neurose histérica, também conhecida como uma psiconeurose de defesa, onde a pessoa afetada é totalmente dependente emocionalmente não de um parceiro, mas da relação obsessiva em si.

E isso não é amor. O amor significa uma troca saudável entre duas pessoas, e quando uma delas passa a se comportar de forma a prejudicar o outro, não fica saudável, não flui.

Este comportamento pode se encaixar em alguns quadros. É preciso a avaliação de um psicólogo para identificar qual transtorno se trata, seja ele TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo, transtorno de personalidade dependente, ou outro. Uma consulta pode esclarecer muito e melhorar o estado emocional desse indivíduo.

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Relação amorosa: Eu, Tu e o Nós

Uma relação é formada por três sistemas, o Eu, o Tu e o Nós. Cada sistema é diferente e tem necessidades e mundos distintos. Por isso, para uma relação fluir, é preciso haver um respeito por estes três sistemas. Sem respeito, rapidamente a relação entra em desequilíbrio.

O Eu é aquele que já existia antes da relação. Tem a sua personalidade, os seus interesses, a sua vida e a sua independência. O Tu é a outra célula que partilha das mesmas peculiaridades do Eu. Já o Nós, é a nova construção, o novo núcleo, a célula mãe da relação, que se forma através da união do Eu e do Tu.

Sem o “Nós” não há relação. “Nós” tem a sua própria individualidade formada dos momentos vividos pelos sistemas Eu e Tu, que são o seu bem relacional mais precioso: os momentos que passaram juntos, os passeios que deram, os filhos de ambos, a sua casa, as suas músicas, os seus locais, os seus termos carinhosos. Tudo aquilo que dá uma identidade própria e única ao terceiro sistema.

Se o sistema Nós não for alimentado, então a relação inevitavelmente acaba.

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