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Como saber se eu tive um ataque de pânico?

Com o estresse, correria e ritmo frenético da vida moderna, o cotidiano das pessoas mudou completamente comparado ao de seus avós, por exemplo. Somos cobrados a todo o tempo seja na vida profissional, nos estudos, nos objetivos pessoais, família e na nossa aparência. Com toda essa pressão, algumas pessoas chegam ao que consideram o seu limite, com quadros de medo e angústia extremos, e se perguntam: Eu tive um ataque de pânico?

Antes de desesperar-se, é necessário contextualizar essa situação. Só no Brasil, cerca de 18 milhões de pessoas sofre de algum transtorno de ansiedade, o que, em casos agudos, pode levar a quadros de pânico, que assola cerca de 11% de adultos todos os anos. Por isso, é necessário diferenciar os sintomas do transtorno de ansiedade, de crises, como um ataque de pânico e da síndrome de pânico, muito mais grave e delicada.

Neste artigo vamos abordar a diferença entre esses quadros, como diferenciá-los, seus sintomas e indícios, além de orientações de onde e como procurar um especialista para o caso. Continue lendo e descubra.

O que é o transtorno de ansiedade?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), quase 250 milhões de pessoas no mundo sofrem de transtorno de ansiedade. O Brasil é campeão nesse aspecto, com uma taxa três vezes maior que a média mundial: cerca de 9% da população sofre desse mal.

A ansiedade é considerada uma resposta normal e instintiva dos seres humanos, fruto da evolução da espécie, visando defender sua sobrevivência. Ela vem do medo e da percepção de que algo potencialmente perigoso se aproxima, desencadeando várias reações físicas, como aumento dos batimentos cardíacos, maior irrigação sanguínea, da força muscular e promove uma percepção mais aguçada de todos os sentidos.

Isso significa que, ainda na época das cavernas, o medo e a ansiedade serviram como armas para a sobrevivência. Foram eles que fizeram nossos ancestrais fugir ou atacar animais perigosos, andar em conjunto para se protegerem mutuamente, criar armas e, até começar a se abrigar em cavernas, para se protegerem melhor.

O transtorno de ansiedade é evidente quando as situações se tornam frequentes, desproporcionais, duram por muito tempo e afetam o cotidiano e as relações das pessoas. Normalmente, quadros agudos podem causar ataques de ansiedade, os chamados “ataques esperados”. Por exemplo, se alguém tem fobia à sapos, é completamente natural ela se desesperar ao encontrar um.

Contudo, a ansiedade exacerbada também pode levar a outro caso extremo, sem conexão direta à um medo específico ou situação lógica determinada. Esses quadros agudos são chamados de ataques de pânico.

Afinal, eu tive um ataque de pânico?

O ataque do pânico é fruto de uma reação extrema do organismo ocasionada pela ansiedade causada por uma determinada situação, que não necessariamente oferece perigo ao indivíduo.

Apesar de mais comum do que se imagina, a recorrência de crises desse tipo é perigosa para as pessoas, pois podem desenvolver traumas e quadros paranoicos, pelo medo de sentir novamente a sensação anterior. Quadros muito recorrentes desses ataques podem levar ao desenvolvimento da síndrome do pânico.

Abaixo, vamos falar dos principais sintomas e do tratamento para esse quadro.

Principais sintomas dos ataques de pânico

No parâmetro fisiológico, os ataques ou crises de pânico acontecem decorrentes de uma grande descarga hormonal no corpo que causam diversos sintomas, que variam para cada pessoa. Dentre os principais, estão:

  • Sentimento de perigo de forma iminente;
  • aumento na sudorese de forma intensa;
  • intensificação dos batimentos do coração que, muitas vezes, pode ser confundido com um ataque cardíaco, com uma intensa dor no peito;
  • calafrios e tremores no corpo;
  • medo intenso e ilógico da morte ou tragédias;
  • sensação de “perda de controle”;
  • pensamentos de “estar enlouquecendo”;
  • sentimentos de despersonalização, como se a pessoa “saísse de si mesmo”;
  • sentimentos de “irrealidade” com relação à situação vivida;
  • sensação de sufocamento e falta de ar;
  • sensações de formigamento ou dormência, a chamada parestesia;
  • desconforto na barriga;
  • náuseas;
  • tontura, sensação de desmaio e instabilidade;
  • sensação de ondas intensas de calor;
  • sensação de indiferença às pessoas ao redor;
  • hiperventilação;
  • sensação de fechamento da garganta;
  • problemas para deglutir;
  • alterações severas no sono.

Tratamentos para os ataques de pânico

O paciente pode ser considerado passível de ataques de pânico quando dois ou mais dos sintomas descritos acima possam ser observados agindo conjuntamente. Em geral, ataques desencadeados sem motivos aparentes, como fobia real ou perigos eminentes, que tenham sua ocorrência por 10 minutos ou mais e que geram ansiedade e medo com relação a um novo ataque ao paciente, podem ser fortes indícios.

É necessário levar em consideração também se o indivíduo fez uso de substâncias que desencadeiam tais efeitos, como certos medicamentos, álcool e drogas ilícitas. Elas podem ser a causa desses ataques, principalmente em adolescentes, mais suscetíveis por culpa de todas as mudanças hormonais e psicológicas da fase.

Para o seu tratamento, é necessário buscar ajuda de um especialista, que irá indicar qual a abordagem mais adequada para o perfil do paciente e a intensidade das crises. Para alguns, somente a psicoterapia já causa efeitos benéficos e evita o aparecimento de novos ataques. Em outros casos, é necessário associar o tratamento psicoterápico ao psiquiátrico, com a introdução de medicamentos.

Quais as diferenças entre ataque e síndrome do pânico?

Enquanto nos ataques de pânico o indivíduo reage de forma exacerbada à ansiedade causada por um fato ou contexto, na síndrome do pânico essa sensação torna-se generalizada e muito mais recorrente. Em certos casos, ela leva à reclusão social da pessoa, por medo que a situação se repita.

Segundo dados da Universidade de São Paulo (USP), cerca de 10% da população tem a propensão de passar por crises sem causa aparente. Dessas, em média 3,5% podem desenvolver a síndrome do pânico.

As causas concretas dessa síndrome ainda não são claras. Dentre os fatores possíveis de desencadeamento estão fatores genéticos, tendência à irritabilidade constante, o estresse cotidiano e até questões neurológicas, como a maneira como o cérebro assimila e interpreta certos estímulo e contextos.

Em geral, o número de mulheres afetadas pela síndrome do pânico é três vezes maior. Entre as faixas etárias mais atingidas estão jovens recém-saídos da adolescência e adultos com cerca de 30 anos de idade. Seu tratamento deve ser acompanhado de perto por um equipe multiprofissional, composta tanto por psicoterapeuta quanto por psiquiatra, para suporte medicamentoso.

Se você se  fizer a pergunta “Eu tive uma crise de pânico?”, cuide-se e agende consulta com um especialista. Conhecer-se e prevenir-se de complicações que podem afetar o seu bem-estar e qualidade de vida é sempre o melhor caminho!

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O perfil da criança ansiosa e como ajudá-la a superar

Os distúrbios da Ansiedade estão entre as principais causas de consultas em consultórios de psicologia e, infelizmente, não é um problema exclusivo do adulto. Por isso, os pais devem ficar atentos a atitudes vistas muitas vezes como manha, elas podem ser sinais de que a criança está sofrendo de ansiedade.

Mas como diferenciar um pedido manhoso por atenção de um problema mais sério, que requer ajuda psicológica? Mesmo quando a criança não consegue elaborar seus sentimentos em forma de discurso, há sempre a demonstração de que algo não vai bem.

Os principais sintomas são: agitação, euforia, excitação, apego excessivo e intenso aos pais, problemas de relacionamento com conhecidos ou familiares, ataques de pânico e dificuldade de aprendizagem.

Em muitos casos, o corpo também dá sinais: dores de barriga, dores na cabeça, vômitos, suor excessivo, mãos frias e, em casos mais graves, palpitações, tonturas e falta de ar.

Uma dica prática para diferenciar uma ansiedade normal de ansiedade patológica é avaliar se a reação é de curta duração e relacionada ao estímulo do momento, ou não, e olhar a criança como um todo:

1) O jeito dela interagir;
2) O jeito de se relacionar;
3) E, principalmente, o jeito de brincar.

O momento de brincar é onde a criança vai se expressar, é no brincar que ela repete seus conflitos internos.

Quando os pais notam que algo não vai bem, é preciso levar a criança ao consultório psicológico especializado nessa faixa etária. O diagnóstico precoce é fundamental, pois evita que a criança desenvolva patologias mais graves no futuro, como transtorno obsessivo-compulsivo ou síndrome do pânico.

Marque logo uma consulta! Caso o quadro de ansiedade seja comprovado, a criança inicia a terapia. Neste caso, pais serão envolvidos e orientados sobre como agir.

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Saiba reconhecer os principais sinais do autismo

O Autismo é uma disfunção crônica que se instala nos três primeiros anos de vida, quando os neurônios ligados à comunicação e sociabilidade deixam de formar conexões necessárias. Essa disfunção no desenvolvimento cerebral existe em vários graus e os portadores podem apresentar diferentes comportamentos. Os casos são mais normais em meninos, mas podem também acometer meninas.

Especialistas apontam que os primeiros sinais podem ser identificados pelos pais a partir dos oito meses de idade, mas estudos revelam que a maior parte dos casos no Brasil costumam ser identificados por volta dos 5 ou 6 anos. Esse diagnostico tardio acaba por, muitas vezes, dificultar o tratamento, já que o desenvolvimento infantil já vai ter acontecido.

Como o autismo não pode ser diagnosticado através de exames normativos, como ressonância ou tomografias, é imprescindível que os pais prestem atenção se os filhos apresentam comportamentos distintos. Os sintomas giram em torno de três quesitos: alteração na linguagem e comunicação, comportamento peculiar e pouca interação social.

O principal sinal que pode ser identificado é o atraso na linguagem e falta de contato ocular, mesmo em bebês na hora da amamentação, mas existem diversos outros que podem indicar autismo, como:

– Resistência a contato físico, como abraços, beijos e toques.

– Não apresentarem reação ao serem chamadas pelo nome.

– Dificuldade em imitar caretas e interpretar reações expressivas.

– Dificuldade em iniciar e manter um diálogo.

– Atraso no desenvolvimento comunicativo.

– Olhar vagos.

– Reações inesperadas de raiva e fúria.

– Resistência à dor.

– Serem extremamente sistemáticos quando brincam.

Um bom acompanhamento clínico pode ajudar o autista em suas limitações e até ajuda-lo a frequentar a escola regular. As avaliações são individuais, mas as terapias são, normalmente, realizadas em grupo para estimular a socialização. O tratamento pode ter medidas variadas, mas no geral a criança vai precisar de uma abordagem multidisciplinar incluindo clínica, fonoterápica, pedagógica e fisioterápica.

Crianças autistas são extremamente inteligentes e sensíveis e, apesar de apresentarem comportamento atípicos, um tratamento eficiente pode facilitar a sua interação normal e o desenvolvimento comunicativo.

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As causas e sintomas do estresse

O estresse é uma condição pscico e fisológica que atinge pessoas de todas as idades em diferentes níveis. Apesar de ser considerado como algo natural que acomete a todos nós, é importante identificar suas causas e sintomas, para então buscar o melhor tratamento.

O estresse está relacionado diretamente com o aumento de cortisol na corrente sanguínea. O cortisol é um hormônio da família dos esteroides que está diretamente envolvido na resposta ao estresse. Por isso, quando se identifica um índice acima do normal de Cortisol no sangue, conclui-se que você está passando por uma situação estressante.

Esse aumento de cortisol e, consequentemente, estresse, pode gerar diversas consequências no organismo. Além de afetar a mente, o estresse pode levar a diversas reações, como dores de cabeça, infecções, úlcera, derrame, herpes, crises de pânico, enfarte, hipertensão, ansiedade e outros.

Para que sintomas mais leves não desencadeiem problemas como esses, é importe que se identifique o que ocasionou o estresse. Entre as causas mais comuns estão:

– Problemas no Trabalho, como cobranças, horários, pressões, amaças, etc.
– Dificuldade de se relacionar com amigos ou familiares
– Problemas conjugais.
– Má desempenho no trabalho ou escola
– Falecimento de entes queridos
– Ruídos e sons altos e prolongados.
– Mudança de ambiente ou alguma alteração na rotina.

Além disso, cafeína, álcool e tabaco podem causar ou intensificar os sintomas de estresse.

O estresse, normalmente, debilita o sistema imunológico e isso torna o corpo mais vulnerável a doenças, alergias e infecções. No entanto, o estresse é um sentimento normal e pode, inclusive, aumentar o desempenho no trabalho, porém, é mais que importante cuidar do sintomas antes que eles se intensifiquem.

Algumas das opções para controlar e eliminar o estresse são praticar exercícios físicos, para liberar endorfina e elevar o bem-estar, e consumir chás e alimentos com propriedades calmantes. Caso o estresse esteja impactando além do normal na sua vida, recomenda-se consultar um especialista para avaliar a necessidade ou não do uso de medicamentos.

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A disfunsão sexual e a depressão

A Disfunção Sexual é a incapacidade de participar do ato sexual com satisfação. Isso ocorre devido à dor que o indivíduo sente ou ao impedimento em uma ou mais fases do ciclo da resposta sexual, seja ela o desejo, a excitação, o orgasmo ou a resolução, ou seja, quando não consegue satisfação quanto ao seu desempenho sexual.

A causa da Disfunção Sexual é multifatorial. Inclui-se nas causas os problemas psíquicos, principalmente a Depressão, e outras doenças orgânicas. A Depressão, como um dos mais importantes fatores de risco para as dificuldades sexuais, é responsável por boa parte destes dos casos, causando desinteresse pela atividade sexual e, consequentemente, comprometendo o desejo e a incapacidade de sentir prazer.

Uma consulta pode avaliar o tratamento correto a se fazer nesses casos. Esses mesmos tratamentos podem não só melhorar o desempenho sexual, mas também auxiliar no tratamento de sintomas emocionais e físicos, bem como depressivos.

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A psicanálise: um processo de “re-construção”

A psicanálise é um tipo de terapia de teorias e técnicas particulares. O paciente que procura esse tipo terapia busca autoconhecimento, eliminar sentimento de angústia, depressão, ou até mesmo se livrar de sintomas físicos dos mais diversos, sem origem conhecida.

Mas, ainda mais importante do que de onde se parte o motivo é para onde se deseja chegar. Nesse sentido, a psicanálise é um (ótimo) processo de autoconhecimento, já que é a análise de si mesmo com a ajuda de um profissional psicanalista.

Os sintomas, quaisquer que sejam suas formas de aparecer na vida da pessoa, são substitutos de processos inconscientes, traumas, desejos não revelados, que permanecem a margem de nosso conhecimento.

Com uma ajuda profissional é possível ter contato com os processos inconscientes e os integrar, de forma harmônica, ao nosso psiquismo, para que então, esses sintomas desapareçam.

A psicanálise é um processo de “re-construção” de nós mesmos, é a investigação do inconsciente. Busque a informação!

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