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O mau humor constante pode ser princípio de alguma doença psicológica

Para muitas pessoas o mau humor constante é entendido como o jeito de ser do sujeito, algumas pessoas se reconhecem mau humoradas há anos, o que pode dificultar a procura por uma ajuda especializada nos casos em que o mau humor signifique algum transtorno psicológico, como a depressão, por exemplo.

Entendendo a depressão 

A depressão é um problema de saúde pública, considerada pela Organização Mundial de Saúde- OMS (2012) como o mal do século XXI que acomete quase 5% da população, representando mais de 350 milhões de pessoas em todas as regiões do mundo.

Segundo o psiquiatra Shekha Saxena (2012), diretor do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias Psicoativas da OMS, as mulheres são mais propensas a sofrerem com a depressão, 50% a mais do que os homens, sendo atribuída essa prevalência à depressão pós-parto que afeta até uma mãe em cada cinco.

A OMS afirma que essa doença é crescente na população e que é fruto da interação de fatores sociais, psicológicos e biológicos e em algumas ocasiões está relacionada com a saúde física. 

Saxena (2012) afirma ainda que mais de 50% das pessoas que cometeram suicídio sofriam de depressão.

A OMS chama a atenção para a necessidade de o indivíduo admitir a doença, procurar ajuda e um diagnóstico precocemente: “Quanto antes for iniciado o tratamento, mais eficiente ele é”, diz a OMS. 

Como diagnosticar se o mau humor constante tem relação com a depressão

O Transtorno Depressivo Maior – TDM causa sofrimento e imobilidade no indivíduo. O Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais, em sua quinta edição, DSM-5 (APA,2014) define critérios para o diagnóstico: “ A característica comum é a presença de humor triste, vazio ou irritável, acompanhado de alterações somáticas e cognitivas que afetam significativamente a capacidade de funcionamento do indivíduo”. Para que o TDM seja diagnosticado o indivíduo deve apresentar cinco ou mais dos sintomas elencados no item “ A”, ipsis litteris, transcritos abaixo: 

  1. Cinco (ou mais) dos seguintes sintomas estiverem presentes durante o mesmo período de duas semanas e representam uma mudança em relação ao funcionamento anterior; pelo menos um dos sintomas é (1) humor deprimido ou (2) perda de interesse ou prazer. 

1.Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, conforme indicado por relato subjetivo (p. ex., sente-se triste, vazio, sem esperança) ou por observação feita por outras pessoas (p. ex., parece choroso). (Nota: Em crianças e adolescentes, pode ser humor irritável.) 

2.Acentuada diminuição do interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias (indicada por relato subjetivo ou observação feita por outras pessoas). 

3.Perda ou ganho significativo de peso sem estar fazendo dieta (p. ex., uma alteração de mais de 5% do peso corporal em um mês), ou redução ou aumento do apetite quase todos os dias. (Nota: Em crianças, considerar o insucesso em obter o ganho de peso.) 

4.Insônia ou hipersonia quase todos os dias. 

5.Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias (observáveis por outras pessoas, não meramente sensações subjetivas de inquietação ou de estar mais lento). 

6.Fadiga ou perda de energia quase todos os dias. 

7.Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inapropriada (que podem ser delirantes) quase todos os dias (não meramente auto recriminação ou culpa por estar doente). 

8.Capacidade diminuída para pensar ou se concentrar, ou indecisão, quase todos os dias (por relato subjetivo ou observação feita por outras pessoas). 

9.Pensamentos recorrentes de morte (não somente medo de morrer), ideação suicida recorrente sem um plano específico, uma tentativa de suicídio ou plano específico para cometer suicídio. 

O número e a gravidade dos sintomas classificam o episódio depressivo em três graus: leve, moderado e grave. Os critérios mínimos para o diagnóstico de episódio depressivo envolvem dois dos três sintomas principais (humor deprimido, perda de interesse ou prazer e energia reduzida), podendo ser acompanhados de outros sintomas, tais como redução da concentração e atenção, assim como, da autoestima e da autoconfiança, aliados a prejuízos funcional ou social.

Para Wright et al. (2012) a desesperança é um sintoma central da depressão, sendo uma cognição especialmente danosa, com comportamentos desadaptativos.

A depressão pode sugerir a ideação suicida e o consumo do ato devido a complexa mistura de fatores biológicos, cognitivos, emocionais, ambientais e espirituais.

Tratamento para o mau humor constante

Segundo a OMS (2012) o tratamento para a depressão perpassa pelas áreas psicossociais e farmacológicas, sendo essencial a participação ativa das pessoas deprimidas e de seus parentes. 

Em ampla escala, o tratamento da depressão deveria começar com a psicoeducação nas escolas e em outras instituições da sociedade, sobre o transtorno da depressão maior.

A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2001) prevê que, até 2020, a depressão será a segunda maior causa de incapacitação para o trabalho, perdendo apenas para doenças cardíacas. Por ser um fenômeno crescente, atingindo públicos amplos sem distinguir sexo, classe econômica ou faixa etária, não é exagero referir-se a ela como o mal do século XXI.

A pessoa deprimida possui mau humor constante, uma visão negativa de si mesma, uma visão negativa do presente e uma visão negativa do futuro; visões perceptivas que reforçam a desesperança.

A desesperança é uma cognição, uma crença de um futuro sem perspectivas. O indivíduo que apresenta crença de desesperança tende a prever o futuro sem expectativas, perde a motivação pela vida e seu desejo de viver é arruinado.  Assim, o paciente com desesperança se percebe anormal, defeituoso, falho e, diante disso, acredita que não tem valor, subestimando suas potencialidades (Beck et al., 1997). 

A psicoterapia ajudará a pessoa com mau humor constante, tristeza profunda, depressão, etc, a avaliar melhor as reais circunstâncias das suas experiências, dores e dissabores, proporcionando ao paciente novas perspectivas, visando uma interpretação mais positiva de suas interações com o ambiente.

Marbackl e Pelisololl (2014) concluem que a aliança terapêutica é o foco fundamental, que vai amparar estratégias mais objetivas como resolução de problemas, busca de apoio social, manejo de impulsos e prevenção à recaída. 

Perceba como está o seu humor e se precisar não hesite em fazer contato com a Clínica Holos, estaremos prontos para te ajudar!

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Conheça os tipos de depressão e suas principais características

Sentir-se um pouco triste e desanimado em alguns momentos é algo normal, mas quando a tristeza e o desânimo persistem te impedindo de seguir em frente, pode ser um sinal de depressão. Existem diferentes tipos de depressão, mas alguns  sintomas são comuns a todos eles.

A depressão é um distúrbio afetivo que produz alteração do humor e se caracteriza por uma tristeza profunda e falta de interesse generalizado. Atinge milhares de pessoas, em diversas faixas etárias.

Você sabe o que sente uma pessoa com depressão? São muitas queixas que a pessoa depressiva possui e uma variedade de sintomas que se apresentam com intensidades diferentes a depender do estágio em que o paciente se encontre. É muito importante tratar o quanto antes a doença para evitar sua evolução.

Sintomas da depressão

As pessoas podem manifestar a depressão de diversas formas. Existem casos difíceis de se diagnosticar, pois a doença pode ser confundida com um mau-humor corriqueiro ou irritabilidade. Por isso, é importante estar atento aos sinais.

Entre os sintomas mais comuns da depressão, temos:

  • Cansaço;
  • Ansiedade;
  • Angústia;
  • Baixa autoestima;
  • Alterações do sono;
  • Medo e insegurança;
  • Dificuldade de concentração;
  • Desânimo e pessimismo.

Principais causas da depressão

As pessoas podem desenvolver a depressão por fatores genéticos, gatilhos internos ou externos.  Problemas como traumas de infância não superados, algumas doenças físicas, consumo de drogas lícitas ou ilícitas, viver em constante situação de estresse, são motivos para adquirir algum dos tipos de depressão ao longo da vida.

Desse modo, identificar a causa da doença é essencial para o tratamento adequado, que consiste sobretudo em recuperar o estado emocional abalado. Para isso, é necessário buscar ajuda especializada, com profissionais aptos a prestar o atendimento necessário.

Como prevenir a depressão

Muitas pessoas vivem atualmente uma rotina acelerada e acabam deixando de lado atividades importantes para preservação da saúde mental. Porém, cuidar da saúde física e psíquica é fundamental no combate à depressão. Algumas práticas simples podem ajudar:

  • Ter uma boa alimentação;
  • Praticar atividades físicas;
  • Conversar com amigos e familiares;
  • Aprender coisas novas.

Conheça os tipos de depressão

A depressão pode ocorrer em diferentes graus (leve, moderado ou grave), variando de intensidade em cada pessoa. Entres os tipos de depressão mais comuns estão:

Depressão pós-parto

Causada pela queda dos níveis hormonais (estrogênio e progesterona) durante a gestação. A doença se manifesta entre a primeira e a terceira semana após o nascimento do bebê. Durante seu estágio, a mulher perde o desejo de cuidar de si mesma e da criança.

Os sintomas mais comuns são: perda de apetite, choro excessivo, sentimentos de inutilidade, vergonha, culpa, e afastamento das pessoas queridas.

Distimia

A distimia é um dos tipos de depressão que pode passar despercebida, porque o mau-humor ou negatividade pode ser associado a traços da personalidade da pessoa. É um transtorno depressivo leve, onde o doente consegue realizar as atividades cotidianas, mas com má qualidade de vida.

Depressão psicótica

A depressão psicótica é um tipo grave de depressão, onde o indivíduo apresenta delírios e alucinações. Ocorre raramente e por vezes decorre de fatores  genéticos.

Depressão bipolar

Ocorre com episódios alternados de mania e depressão, com intervalos de humor normal. Na depressão bipolar, a pessoa fica agitada, tem aumento da impulsividade e busca ocupar-se em várias atividades, entre outros sintomas.

Transtorno depressivo maior

O transtorno depressivo maior ocorre quando a pessoa está depressiva a mais de seis meses, com intensificação dos sintomas ou tem episódios recorrentes de depressão.

A importância do tratamento

Além de afetar a qualidade de vida da pessoa, a depressão, se não tratada de maneira adequada pode se agravar e trazer vários danos ao doente, inclusive em casos mais graves, onde o risco da tentativa de suicídio é grande.

A busca por tratamento deve ser realizada o mais rápido possível. Pode ser indicado o uso de antidepressivos, psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico, dentre outros. A escolha do tratamento ideal irá depender de qual dos tipos de depressão o paciente se enquadra, o seu estágio, e o que motivou a doença.

 

Conheça aqui quais são os sintomas de depressão e para quais sinais você precisa ficar alerta!

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