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Rotular alguém é limitar as suas capacidades

Rotular: verbo transitivo direto
1. Fixar rótulo, etiqueta, adesivo em; etiquetar.

Muitas vezes rotulamos as pessoas sem dar o merecimento ao que elas realmente são. Rotular alguém é dar um valor menor ou maior por conta das limitações, e isso impede o desenvolvimento da capacidade dessa pessoa.

Imagine que uma pessoa está dentro de uma garrafa, onde lhe é colado um adesivo enorme. Nesse adesivo vem escrito o nome, para o quê e onde foi feito. Esse rótulo é o que vai determinar o resto da vida de quem tá ali.

A falta de conhecimento, a ingenuidade ou a inocência geram o hábito de estereotipar as pessoas. Rotular é limitar, fazer com que uma pessoa e todos os seus sentimentos, ações e qualidades sejam definidos por apenas uma característica.

Nós somos pessoas, seres humanos mutáveis, e não garrafas. Evite rótulos!

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A insegurança e o apego

O motivo de um indivíduo viver inseguro vem de muitos fatores da sua vida: o seu histórico, as suas experiências individuais, etc. Mas, o fator mais marcante dos inseguros é o apego.

O apego leva o indivíduo à ter sensações desagradáveis, como o de esperar que o outro produza o que ele próprio não consegue, como necessidades que não foram produzidas no decorrer da sua vida, mas que espera encontrar no outro: valorização, aceitação, afeto, amor, aprovação, e por aí vai.

Esse estado causa uma grande dependência e, com isso, faz com que o indivíduo não se perceba e nem se sinta, já que, sua atenção fica focada para o outro. Então, indivíduo acaba se abandonando e passa a viver as necessidades e a vida do outro sem nem perceber. E assim, faz com que perca a oportunidade de vivenciar o momento presente, evoluir, se sentir capacitado, forte e confiante, ou seja, seguro de si.

O apego não é saudável. O importante é desenvolver sentimentos de serenidade, amizade e paz, respeitando-se em primeiro lugar.

Eleve os seus pensamentos e invista no seu potencial e em si com amor!

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Como ser mais positivo na vida?

Todo mundo quer ser feliz. E todo mundo sabe que adotar pensamentos positivos dá um melhor retorno do que adotar pensamentos negativos. Mas, mesmo assim, por muitas razões e situações da vida, todos, em alguns momentos, somos afetados por pensamentos ruins, que não nos fazem bem. Mas o que então se pode fazer para tornar um hábito os pensamentos positivos?

É possível implantar diariamente hábitos alinhados com os nossos desejos e expectativas. Para isso, é necessário força de vontade e autodisciplina, conseguindo desenvolver a flexibilidade de pensamento, que é a capacidade de focarmos, mesmo que forçadamente, naquilo que realmente importa para a concretização dos nossos sonhos, tarefas, responsabilidades, equilíbro emocional, concretização de um projeto, ou a recuperação de um trauma.

Certamente, não conseguimos controlar a grande maioria dos acontecimentos exteriores da nossa vida. Sem dúvida, existe muitas coisas das quais não temos qualquer tipo de controle e que nos causam incômodo e mal-estar. Mas devemos evitar de confundir esses pensamentos e incômodos exteriores com os sentimentos, que aí então o problema tende a crescer.

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Pratique a auto-observação

A capacidade de se perceber e respeitar o estado emocional em que você se encontra pode parecer simples, mas é um exercício que exige esforço, coragem e disponibilidade interior para se aproximar de si.

Quanto mais agitada a nossa vida, mais tendemos a prestar mais atenção para o que é externo: trabalhar, cuidar de si, cuidar dos filhos, e tantas outras coisas. Quando passamos por cima de nós mesmos, sem nos percebermos, a irritação e a insatisfação se instalam. Tendemos a nos irritar com as coisas, situações e pessoas demasiadamente. E quando projetamos toda a nossa irritação externamente é hora de parar e retomar a situação, buscando encontrar o que é realmente nosso e o que é do outro.

Para amenizar essa irritação é preciso praticar diariamente a auto-observação. Apenas reconhecendo o seu estado emocional já trará um certo alívio. Isso se chama respeito a si mesmo, uma espécie de auto gentileza por aquilo que somos ou como estamos.

A auto-observação é uma prática que traz muitos ganhos. A partir de uma boa observação de si mesmo, é possível fazer melhores escolhas para a vida e para as relações, ganhando mais bem-estar e autonomia.

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Alimentar-se: um caminho de vida

O alimento é o princípio básico da existência humana. Dele depende a nossa vida e a nossa saúde. É sabido por todos que “O homem é aquilo que come”. Sendo assim, a alimentação é uma das mais importantes fontes de energia, ao invés de ser banalizada, deve exigir de cada um de nós um profundo cuidado e reverência. Daí porque, faz-se necessária uma alimentação balanceada e saudável, baseada em uma orientação profissional criteriosa, capaz de proporcionar ao ser humano uma melhor absorção dos alimentos e, por conseguinte, uma melhor qualidade de vida.

Com as contingências da vida moderna, geradora de stress e de doenças; com a cristalização de velhos e equivocados hábitos alimentares, o ser humano tem se dado conta da urgência e da importância de cuidar da sua alimentação. Para isso, faz-se necessária uma reflexão mais profunda sobre a necessidade de mantermos uma dieta saudável alimentar compatível com o nosso modo de viver e de ver o mundo.

Não comemos apenas quantidades de nutrientes e calorias para manter o funcionamento corporal em nível adequado, pois há muito tempo os antropólogos afirmam que o comer envolve seleção, escolhas, ocasiões e rituais, imbrica-se com a sociabilidade, com idéias e significados, com as interpretações de experiências e situações. Para serem comidos, ou comestíveis, os alimentos precisam ser elegíveis, preferidos, selecionados e preparados ou processados pela culinária, e tudo isso é matéria cultural.

Recentemente, Claude Fischler (1990) disse que, pelo fato de sermos onívoros, a incorporação da comida é sempre um ato com significados, fundamental ao senso de identidade. Se as técnicas, as disponibilidades de recursos do meio, a organização da produção/distribuição na sociedade moderna imprimem as possibilidades, cada vez mais ampliadas, de produzir e consumir alimentos, cabe ao indivíduo definir o que é ou não comida, prescrever as permissões e interdições alimentares a que se submete, o que é adequado ou não, moldar o gosto, os modos de consumir e a própria comensalidade. As escolhas alimentares não se fazem apenas com os alimentos mais ‘nutritivos’, segundo a classificação da moderna nutrição, ou somente com os mais acessíveis e intensivamente ofertados pela produção massificada. Apesar das pressões forjadas pelo setor produtivo, como um dos mecanismos que interferem nas decisões dos consumidores, a cultura, em um sentido mais amplo, molda a seleção alimentar, impondo as normas que prescrevem, proíbem ou permitem o que comer.

As escolhas alimentares também são inculcadas muito cedo, desde a infância, pelas sensações táteis, gustativas e olfativas sobre o que se come, tornando-se pouco permeáveis à completa homogeneização imposta pela produção e pela distribuição massificadas. As análises sociológicas do consumo, que fazem uma interlocução com a cultura e também se preocupam com as escolhas alimentares, mostraram as contradições da cultura mercantilizada: a persistência das diferenças nas estruturas do consumo entre grupos de renda, classe, gênero e estágio de vida, bem como a indissolução dos constrangimentos ma teriais e das idiossincrasias individuais.

A comida foi e ainda é um capítulo vital na história do homem. Muito antes dos dias de hoje, o este procurou por toda parte transformar os antigos desejos por novos meios. As comidas têm histórias sociais, econômicas e simbólicascomplexas, diz Sidney Wilfred Mintz (2001), e o gosto do ser humano pelas substâncias não é inato, forjando-se no tempo e entre os interesses econômcos, os poderes políticos, as necessidades nutricionais e os significados culturais.

REFERÊNCIAS:
Canesqui, Ana Maria (org.)
Antropologia e nutrição: um diálogo possível. / organizado por Ana Maria
Canesqui e Rosa Wanda Diez Garcia. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ,
2005. 306p. (Coleção Antropologia e Saúde)
CASCUDO, C. História da Alimentação Brasileira. Belo Horizonte: Itatiaia,
1983.
FISCHLER, C. L’(H)omnivore. Paris: Odile Jacob, 1990.

Geísa Fialho Drummond, nutricionista, formada pela Universidade Federal da Bahia (1987),
pós-graduada em Nutrição Clínica pelo GANEP, 2007 e Gestão em Sistemas e Serviços de Saúde pela UNEB (2006), formação em Ortomolecular e extensão em Suplementação Magistral Funciona.Ex-aluna do Pathwork, metodologia do autoconhecimento, onde a busca dá-se pela descoberta e encontro si mesmo através do desenvolvimento do Eu Superior.

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