Como acompanhar o desenvolvimento do filho pode evitar traumas de infância na fase adulta

A família é vista como a matriz da identidade humana, o laboratório onde se dá o processo de socialização. Ter identidade é pertencer, fazer parte de algo, e cada família desenvolve sua própria maneira de ser família, ou seja, sua própria estrutura de poder, seu modo de responder às necessidades afetivas de seus membros, uma forma própria de ser que recebe o nome de interação; esta, baseada nos laços, limites e papéis dentro da dinâmica familiar. 

Acontecimentos existentes na relação entre o sujeito e o ambiente, na infância, promovem o surgimento dos fenômenos biológicos, psicológicos e sociais, aliás, desde a concepção, na vida intrauterina, quando o ser faz-se participante do futuro grupo familiar no qual renascerá. 

Portanto, pais e mães favorecem, positiva ou negativamente, a emergência dos implementos psíquicos a nova personalidade. 

Quer compreender como evitar traumas de infância para o seu filho? Faça a seguinte pergunta: “Como é a criança que chega até a mim”? Continue lendo este artigo para entender melhor sobre o assunto. Vem comigo!

Como ajudar seu filho a não ter traumas de infância?

O trauma psicológico são acontecimentos (físico, emocional, mental, social, sexual, negligência), que desafiam a habilidade de lutar e fugir. O corpo na sua totalidade se limita à sobrevivência dificultando restabelecer o equilíbrio, porque o trauma está registrado no corpo, altera a química do cérebro e afeta o sistema nervoso. 

O trauma no desenvolvimento resulta de uma prolongada desarmonia na relação da criança com seus pais causada por negligência ou abuso, físico e/ou emocional.

Os principais fatores que influenciam os traumas de infância e causam consequência na vida adulta são: 

  • Genética, reação dos pais e exemplo dos pais 
  • Relações tensas, desarmonia familiar, rompimentos familiares, violência doméstica, separação e divórcios
  • Pensamentos suicidas 
  • Afastamento de outras crianças, retraimento
  • Incapacidade de concentração, fracasso escolar, brincadeiras violentas, repetitivas e bullying
  • Comportamento violento, agressivo e impulsivo 
  • Abuso de drogas e impulsividade sexual 
  • Esquecimento, dores de cabeça, tensão estomacal, agitação crônica e ansiedade 
  • Perda de interesse pela família 
  • Sentimento de culpa e esgotamento. 

Para analisar o desenvolvimento do seu filho é essencial observar suas emoções, sentimentos, comportamentos, pensamentos, possibilidades, angústias, o que ajuda a estabelecer vínculos, quais são as introjeções e projeções, ajustamentos, mecanismos de defesas e evitação de contato com pessoas, coisas, alimentos, reação com os pais e eventos estressores.

Estudar e apreender a psicologia do desenvolvimento humano pressupõe a necessidade de investigar e entender as mudanças que ocorrem com o sujeito, na sua parte motora, no modo como soluciona problemas, na aquisição da linguagem, conceitos e formação de identidade.

A psicologia do desenvolvimento nos permite observar as mudanças de comportamentos no decurso da vida de uma pessoa nos levando a reflexões e nos permitindo a fazer inferências sobre diversos aspectos da vida e dos papéis que são desempenhados. 

Para entender se os medos e frustrações podem estar atrelados a traumas de infância é importante buscar a ajuda de um profissional. A psicoterapia pode ajudar a identificar os fatores que causaram o trauma auxiliando você e seu filho a lidar com as dores e sofrimento que afetam o corpo na sua totalidade.  

Agora que você já entrou em contato com a importância de cuidar dos aspectos relacionados ao desenvolvimento da criança, compartilhe este artigo em suas redes sociais e conscientize seus amigos!

 

“O principal pressuposto para o surgimento de um diálogo genuíno é que cada um deveria olhar seu parceiro como a pessoa que ele realmente é. Torno-me consciente dele, consciente de que ele é diferente de mim, de uma maneira única e definida que lhe é própria; e aceito a quem assim vejo, de forma que eu possa plenamente dirigir o que digo a ele, como pessoa que é”. Martin Buber, 1965.

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Postado por Hulda Jacob

Psicóloga – Gestalt Terapia.